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Aquele tipo de mulher nervosa e que costuma brigar por tudo pode ter o seu lado bom e oferecer muitos benefícios ao relacionamento.

 

Ao contrário do que muitos pensam, elas carregam qualidades superiores diante das mulheres que sempre estão quietas e evitam qualquer tipo de desentendimento com o seu parceiro.

 

Se sua parceira costuma brigar por coisas bobas, isso significa que ela realmente se importa com você, e esta buscando arrumar algumas coisas que não estão indo bem na relação, tornando tudo mais harmonioso para ambos. Se ela briga constantemente é porque realmente ainda se importa… Enxergando um futuro próspero entre vocês.

 

Tentar equilibrar o relacionamento é algo importante para ela, fazendo com que a relação e o entendimento amoroso de vocês se tornem mais manso e completo. Se você passa a não escuta-la, certamente vai perder uma verdadeira mulher, que está disposta a trazer o melhor para a sua vida a dois.

 

Aquele tipo de mulher que nunca questiona nada, que não discute, não te liga mil vezes, deixa que você saia constantemente sozinho e não reclama de suas atitudes, ela não é a melhor mulher do mundo, ela está demonstrando que não está preocupada com o relacionamento ou simplesmente ela tem outros planos para o futuro, que certamente você não está incluído neles.

 

Homens que estão ao lado de mulheres tão serenas assim precisam ficar atentos, pois isso pode indicar a falta de compromisso que ela carrega. As que lutam pelo relacionamento, mesmo que seja através das discussões e brigas, está demonstrando o quando ela quer segurar a sua relação, e se isso for feito só por ela, um dia podem se cansar, deixando de lado essa batalha que foi inútil para ambos.

 

Se esforce para entendê-la, quem sabe isso fará com que você passe a ver o lado bom do seu relacionamento. Fale o que pense e dê atenção para as atitudes apresentadas por ela, uma boa conversa pode oferecer a segurança que ela tanto deseja receber de seu amor.

 

Mostre o quando você também deseja levar essa relação para frente, e não deixe que ela se sinta impotente diante de um possível relacionamento fracassado.

 

Não considere a sua companheira chata, arrogante, faladeira e briguenta, e sim, uma mulher que está completamente apaixonada, que luta pelo amor do homem que ama.

 

Uma mulher que pouco demonstra seus sentimentos nem sempre vai ser a melhor para se relacionar, as briguentas possivelmente são vistas com as mais confiáveis e sinceras para ter ao lado.


Autoria desconhecida

 

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publicado às 16:17

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Conforme crescemos, é mais fácil deixarmos de lado algumas amizades que cultivamos na escola ou na faculdade, principalmente devido à nova rotina que se estabelece em nossas vidas.

 

Tenho sentido muito isso nos últimos tempos e confesso que por um lado me sinto culpada por não continuar ao lado de muitos que já chamei de amigos.

 

Conversando com uma das poucas pessoas que posso chamar de amiga hoje, nos pegamos com a mesma sensação. Não tínhamos mais vontade de ver muitos daqueles que um dia chamamos de nossos amigos.

 

A princípio não entendíamos muito bem a razão disso, mas depois nos demos conta de que simplesmente aquelas pessoas não tinham mais nada a ver com a gente. Aquelas pessoas simplesmente não combinavam mais com quem nós éramos hoje.

 

Talvez, lá atrás, fizesse sentido sair com elas no fim de semana, marcas jantares, contar sobre a vida, fazer planos de viagens. Hoje, no entanto, isso já não faz mais sentido nenhum.

 

E está tudo bem. Não precisamos de um cardápio de amigos para sermos felizes e não devemos nos sentir culpados por sermos mais seletivos.

 

Amigos são muito importantes, mas o primordial não é a quantidade e sim a qualidade. O que realmente faz deles nossos amigos é se estão ao nosso lado quando precisamos, se sabemos que podemos contar nossas inseguranças e sonhos sem medo de sermos julgados, se temos a certeza de que ali existe uma conexão verdadeira.

 

Hoje, tenho alguns poucos amigos. Provavelmente não consigo preencher duas mãos, mas me sinto plena e satisfeita.

 

Esses poucos que me restam são aqueles que tenho certeza de que levarei comigo pelo resto da vida. São poucos, mas são aqueles que valem muito.

 

Autoria Desconhecida

 

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publicado às 15:31

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Que as pessoas de olhos castanhos são mais confiáveis foi constatado por pesquisadores da Universidade Charles, na República Checa. O estudo foi realizado com o intuito de descobrir o que desperta nosso senso instintivo de confiança, ou de desconfiança, quando se conhece alguém novo.

A questão foi explorada junto a 238 participantes, que por sua vez avaliaram 80 faces desconhecidas. Cada indivíduo relatou as taxas de sua confiabilidade, atratividade e dominação sobre as 80 faces analisadas.

O passo-a-passo da descoberta

Sem nenhuma surpresa, os especialistas verificaram que a atratividade, confiabilidade e dominação são co-relacionados, e que um quase nunca é despertado sem que o outro também o seja. Em geral, essas características predominam em rostos femininos.

O que os estudiosos não esperavam é que aqueles com olhos castanhos fossem os que despertam a confiança de maneira muito mais rápida. Quem possui olhos castanhos é visto como mais confiável que os de olhos verdes, ou azuis. E isso independe de que quem faça a análise seja mulher, ou homem, com olhos castanhos, ou não.

E quando alinharam os números para explicar a atração e o domínio os olhos castanhos também predominaram, com o detalhe de que a preferência era realmente forte nos participantes.

Coçando as cabeças ante o mistério, os pesquisadores usaram um programa de computador para mudar a cor dos olhos dos 80 indivíduos que eram analisados. Pintaram olhos claros de castanhos, e castanhos de azuis ou verdes.

Após a execução de todos os testes outra vez, o resultado continuou o mesmo. Mesmo com os olhos pintados, os sujeitos com olhos castanhos continuaram os mais confiáveis, mais atrativos e mais dominantes. E mesmo com os olhos pintados de castanho, os de olhos azuis, ou verdes, continuaram suspeitos.

Em busca de uma explicação racional para o fato, resolveram avaliar a forma e a estrutura dos rostos. Foi então constatado que aqueles de olhos castanhos têm um conjunto geral de características faciais diferentes daqueles com olhos claros.

Logo, não é o olho castanho em si que desperta a confiança, mas sim, a morfologia do rosto de quem os possui. Predominam queixo e boca mais amplos, sobrancelhas proeminentes e narizes maiores, o contrário de quem possui olhos verdes, ou azuis. E a principal razão pela qual estas características inspiram confiança é pelas expressões faciais que produzem, ainda mais quando a pessoa vive momentos de alegria.

A conclusão da pesquisa, todavia, ainda está por vir. Isso porque estes resultados geraram mais perguntas que respostas. Considerando que a confiança é fator base nas relações sociais (e assim para a sobrevivência evolutiva do ser humano), os estudiosos agora questionam por quê alguns indivíduos desenvolveram características faciais que não são confiáveis, quando isso é, claramente, uma desvantagem para a sobrevivência.

 

Autoria Desconhecida

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publicado às 13:43


EXPANSÃO MARÍTIMA PORTUGUESA

por John Soares, em 11.04.21

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Após a deflagração da Revolução de Avis, Portugal passou por um processo de mudanças onde a nacionalização dos impostos, leis e exércitos favoreceram a ascendência das atividades comerciais de sua burguesia mercantil. A prosperidade material alcançada por meio desse conjunto de medidas ofereceu condições para o investimento em novas empreitadas mercantis.
Nesse período, as principais rotas comerciais concentraram-se no comércio entre a Ásia (China, Pérsia, Japão e Índia) e os países mercantilistas europeus. Parte dessa troca de mercadorias foi mediada por muçulmanos que introduziram especiarias orientais na Europa por meio do Mediterrâneo. Comerciantes italianos monopolizaram produtos orientais para o continente africano por via terrestre
A burguesia portuguesa tentou se livrar dos altos preços cobrados por esses intermediários e buscou maiores lucros, tentando consolidar novas rotas marítimas que tivessem contato direto com os mercadores orientais. Sob os auspícios do Infante Dom Henrique, vários navegadores, cartógrafos, astronautas e marinheiros reuniram-se na zona de Sagres, que na altura se tornou um grande centro de tecnologia marítima.
Em 1415, a conquista de Ceuta deu início ao processo de consolidação das colônias portuguesas na costa da África e algumas ilhas do Oceano Atlântico. O primeiro momento das viagens marítimas portuguesas atingiu o seu apogeu, quando os navios portugueses passaram pelo Cabo das Tormentas (hoje Cabo da Boa Esperança), que até então era uma das fronteiras do mundo conhecido.
Em 1415, a conquista de Ceuta deu início ao processo de consolidação das colônias portuguesas na costa da África e algumas ilhas do Oceano Atlântico. O primeiro momento das viagens marítimas portuguesas atingiu o seu apogeu, quando os navios portugueses passaram pelo Cabo das Tormentas (hoje Cabo da Boa Esperança), que até então era uma das fronteiras do mundo conhecido.
Curiosamente, mesmo com a inovação tecnológica e os enormes benefícios comerciais do mundo moderno, os mitos antigos e medievais tornam a experiência no exterior um grande desafio. Marinheiros e navegadores da época preocupavam-se com a crueldade do oceano depois da tempestade. Vários relatórios mencionam as altas temperaturas e os animais selvagens que vivem nessas áreas marinhas.
Em 1497, o navegador Vasco da Gama (Vasco da Gama) fez a expedição final, a expedição pelo desvio do continente africano até as Ilhas Índias. Com esta descoberta, o projeto de expansão marítima de Portugal parece ter sido cumprido. No entanto, o início da expedição marítima espanhola estabeleceu uma competição entre Portugal e Espanha, que abriu caminho a uma série de acordos diplomáticos (a Internacional de Bratu e o Tratado de Todes Silas), que pré-estabeleceram Território explorado em conjunto pelos dois países. .
Em 1500, o navegador Pedro Álvares Cabral anunciou a descoberta das terras brasileiras, e o processo de expansão marítima de Portugal atingiu o seu apogeu. Mesmo alegando essa descoberta na época, alguns historiadores acreditam que a descoberta foi estabelecida antes. Muitos anos depois, com o surgimento do processo de expansão marítima de outros países europeus e o declínio das empresas comerciais do Leste Português, as terras brasileiras se tornaram o principal foco do mercantilismo português.

Por > Leonor Castro

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publicado às 16:34


Ciclo do Ouro

por John Soares, em 11.04.21

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O ciclo dourado é a época em que a extração e exportação de ouro eram as principais atividades econômicas durante o período colonial.
Tudo começou no final do século 17, quando as exportações de açúcar do Nordeste diminuíram devido à concorrência dos produtores de açúcar ingleses e holandeses do Caribe.
A extração do ouro provocou mudanças na ocupação do território. Há grandes multidões de Portugal e da costa nordeste para a área de mineração. A escravidão de índios e africanos também aumentou. Para garantir o controle da extração e transporte dos metais, o governo cobrou diversos impostos e transferiu a capital do Brasil de Salvador para o Rio de Janeiro
Finalmente, entre 1750 e 1770, Portugal sofreu dificuldades económicas devido à má gestão e catástrofes naturais. Além disso, também está sob pressão da Inglaterra, que tentou consolidar seu mercado consumidor e hegemonia global durante sua industrialização. Portanto, a descoberta de uma grande quantidade de ouro no Brasil tornou-se o motivo da esperança de prosperidade e estabilidade econômica dos portugueses.
No auge desse ciclo, no século 18, milhares de pessoas se dirigiram a essas áreas, e estima-se que a população tenha dobrado em um século. Ficar rico cria elites alfabetizadas. Os filhos de vários exploradores de ouro podem ser enviados para a Universidade de Coimbra, onde entrarão em contacto com as ideias do Iluminismo.
A economia também está mais ativa, pois no entorno das minas, o comércio agrícola se estrutura para alimentar as pessoas que ali trabalham e o surgimento de pequenos fabricantes. No entanto, eles serão proibidos em 1785. A mineração de ouro se tornou o local mais lucrativo da colônia. Portanto, a capital colonial de Salvador foi transferida para o Rio de Janeiro para garantir a fiscalização na área de mineração.
35 toneladas de metal foram extraídas oficialmente, mas acredita-se que mais devem ser guardadas porque uma parte foi detida. No final, o ciclo de ouro durou até o final do século 18, quando as minas foram esgotadas em meados da Revolução Industrial britânica.
Este é o maior momento para Portugal controlar o Brasil, pois o governo impôs altos impostos sobre o minério extraído. Eles foram fundidos e tributados nas Casas de Fundição, onde receberam um selo para comprovar o recolhimento do imposto. Porém, se houver desvios, uma vez descobertos, serão severamente punidos.
Quinto: 20% de toda a produção do ouro caberiam ao rei de Portugal;
Derrama: uma quota de aproximadamente 1.500 kg de ouro por ano que deveria ser atingida pela colônia, caso contrário, penhoravam-se os bens dos senhores de lavras;
Capitação: imposto pago pelo senhor de lavras por cada pessoa escravizada que trabalhava em seus lotes.
Sabemos que os portugueses impuseram altos impostos, taxas, punições e abusos de poder político às pessoas que viviam na área, o que desencadeou conflitos e acabou por conduzir a várias revoltas. Embora essa economia traga crescimento populacional, ela também cria pobreza e desigualdade, porque os lucros da mineração do minério não são reinvestidos nas atividades de produção.


Por > Leonor Castro

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publicado às 16:26


Breve história da Páscoa

por John Soares, em 11.04.21

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A Páscoa é uma das celebrações mais importantes da cultura ocidental, o que significa renovação e esperança.
No entanto, como muitos acreditam, esse tipo de comemoração não se origina do pensamento cristão, porque pode ser rastreada até a civilização antiga.
Naquela época, os antigos povos pagãos (celtas, fenícios, egípcios, etc.) celebravam a chegada da primavera e o fim do inverno. Neste caso, esta celebração simboliza a sobrevivência da humanidade.
Derivado do grego Paska, do latim, o termo Pascua tem uma origem religiosa e significa "alimento", ou seja, o fim do jejum da quaresma.
Por outro lado, em hebraico, a palavra "Pesach" significa "passar, pular ou pular" e se refere à libertação do povo judeu. Em inglês, Easter (Páscoa) significa Páscoa e está intimamente relacionada com a deusa da fertilidade de Ostrea, Ostra ou Ostara na mitologia nórdica e alemã. Acredita-se que daí surgiram coelhos e ovos coloridos por serem um símbolo da renovação da deusa.
Na liturgia cristã, a Páscoa representa a morte e a ressurreição de Jesus Cristo. É considerada uma das datas comemorativas mais importantes que simbolizam uma nova vida, uma nova era e esperança. O Festival da Páscoa é realizado entre 22 de março (dia do equinócio da primavera) e 25 de abril. A semana antes do Domingo de Páscoa é chamada de "Semana Santa"
A Semana Santa consiste no Domingo de Ramos, Segunda-feira Santa, Terça-feira Santa, Quarta-feira Santa, Quinta-feira Santa, Sexta-feira Santa ou Sexta-feira Santa, Sábado Santo ou Sábado de Aleluia e Domingo de Páscoa.
A Quaresma representa os 40 dias antes da Páscoa, o que equivale ao remorso de pena dos cristãos. É comum que as pessoas façam promessas durante esse período.
Na cultura judaica, a Páscoa é celebrada a cada 8 dias, simbolizando o momento de libertação mais importante para os judeus (por volta de 1250 aC). Depois de narrar as dez pragas do Egito que ocorreram durante o reinado do Faraó Ramses II no Êxodo, ele mencionou a fuga de Israel.
Antes da festa cristã, assim como o cristianismo, este dia importante simbolizava a salvação do povo judeu e, portanto, simbolizava o surgimento de esperança e uma nova vida. Um dos símbolos mais importantes dos feriados judaicos é o "Matzá" (pão sem fermento), que representa a fé.
Esse elemento está relacionado com a história de fuga dos hebreus do Egito, os quais não tiverem tempo de colocar o fermento no pão.
Por isso, nas comemorações e festejos, chamada de “Festa dos Pães Ázimos” (Chag haMatzot), é proibido comer pães com fermento.
 
Por > Leonor Castro

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publicado às 16:16


Desastres naturais nos Açores de 1713 a 1800

por John Soares, em 27.03.21

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1713 — Inundações na vila de Velas, ilha de São Jorge - A 10 de Dezembro deste ano, chuvas muito intensas na zona entre a Urzelina e os Rosais provocaram grandes inundações, destruindo 27 casas na vila de Velas. A Ribeira do Almeida veio tão carregada de caudal sólido que criou uma praia que permitia a passagem a pé entre a vila e a Queimada.

 

1713 — Erupção de lamas e gases do Pico das Camarinhas, ilha de São Miguel - Após várias semanas de contínuos abalos, em finais de Dezembro de 1713 apareceram nas faldas do Pico das Camarinhas "lamas quentes" e gases, tendo a manifestação vulcânica ficado por essa fase. A crise sísmica destruiu muitas casas nos Ginetes, Mosteiros e Candelária.

 

1713-1714 — Mau ano agrícola, fome e peste - Um mau ano agrícola, a que não foi alheio ciclone tropical de 25 de Setembro de 1713, levou a que em São Jorge fosse tal "a falta de mantimentos que chegou a morrer muita gente de fome". No Pico, o povo teve de recorrer a comer "socas e raízes" para sobreviver. Noutras ilhas também as colheitas falharam e grassou a fome. Como se tal não bastasse uma epidemia de peste provocou alguns milhares de mortos. No Pico terão morrido 5.000 pessoas e no Faial 500 pessoas, entre as quais 49 religiosos dos conventos da Horta.

 

1717 — Grande crise sísmica de 1717 na ilha Graciosa, causando grande destruição nas freguesias de Guadalupe e de Luz. Desta crise sísmica resultou o voto, ainda cumprido na actualidade, de fazer uma procissão desde o Guadalupe até a Ermida da Ajuda, no Monte da Ajuda em Santa Cruz da Graciosa.

 


1717-1718 — Epidemia no Faial - De Novembro de 1717 a Fevereiro de 1718 grassou no Faial uma epidemia de "pleurizes" (peste bubónica) que causou muitas mortes. Em Novembro morreu grande parte dos moradores dos Cedros, o mesmo acontecendo em Castelo Branco e Flamengos. Fizeram-se procissões e preces públicas.

 

1718 — Erupção em Santa Luzia do Pico - A 1 de Fevereiro, pelas 6 da madrugada, ouviu-se uma "espantosa trovoada que encheu de terror os hortenses" e iniciou-se uma erupção vulcânica entre as Bandeiras e Santa Luzia, surgindo torrentes de lava que rapidamente formaram um extenso mistério (o Mistério de Santa Luzia) que penetrou mar adentro. Ver localização do centro eruptivo.

 

1718 — Erupções em São Mateus e São João do Pico - Na madrugada do dia 2 de Fevereiro, com enormes estrondos acompanhados de violentos sismos deu-se uma explosão no lugar da Bragada, entre São Mateus e São João. Começou logo "o fogo a correr em caudalosas ribeiras para o mar, na distância de duas léguas, formando um vasto mistério". No dia 11 de Fevereiro rebentou no mar, a distância de 50 braças da terra, defronte da igreja de São João, emitindo grandes pedras ardentes que devastaram aquela freguesia. A 24 daquele mês, uma nova erupção iniciou-se no caminho que liga São João ao Cais do Pico em lugar sobranceiro à freguesia de São João. As erupções cessaram a 15 de Agosto, recomeçando em Setembro. A actividade terminou em princípios de Novembro. Ver localização do centro eruptivo.

 

 

1720 — Erupção no Soldão, Lajes do Pico - A 10 de Julho iniciou-se por "dezasseis bocas nas faldas do Pico, por detrás do cabeço do Soldão" uma erupção que "inundou de fogo" perto de uma légua quadrada, consumindo terras e vinhedos e destruindo 30 casas "cujos moradores salvaram suas vidas fugindo precipitadamente". A erupção foi precedida de numerosos sismos e perdurou até Dezembro daquele ano. Ver localização do centro eruptivo.

 

1720 — Erupção no Banco D. João de Castro origina uma ilha efémera - No dia 10 de Outubro viu-se da ilha Terceira, a alguma distância dela, sair do mar um grande fogo. Marítimos que foram observar de perto o fenómeno viram uma ilha toda de fogo e fumo, de onde uma prodigiosa quantidade de cinzas eram lançadas no ar com o ruído de um trovão. A erupção foi precedida de muitos tremores, sentidos na Terceira e na costa oeste de São Miguel. A ilha formada era quase redonda e suficientemente alta para ser avistada de 7-8 léguas de distância. Perdurou até finais de 1723, sendo desfeita pelo mar.

 

1730 — Sismo causa destruição na freguesia da Luz, Graciosa - A 13 de Junho um violento sismo provocou destruição generalizada na freguesia da Luz, ilha Graciosa.

 

1732 — Cheias provocam 5 mortos em São Jorge - A 6 de Dezembro grandes cheias provocaram destruição em São Jorge, matando 5 pessoas. Os lugares mais afectados foram Urzelina, Figueiras, Serroa e Velas.

 


1744 — Ciclone tropical causa grandes cheias - A 5 de Outubro "caíram nestas ilhas copiosíssimas chuvas que inundaram as terras correndo em caudalosas ribeiras". Em resultado dessas cheias, na Prainha do Galeão (Pico) morreram 7 pessoas arrastadas ao mar; na Prainha do Norte (Pico) morreram 6 pessoas e outras 5 pereceram em São Roque (Pico). Em São Miguel também houve mortes em Agua de Pau e nos Fenais.

 

1745-1746 — Mau ano agrícola provoca fome e emigração em massa - Em resultado das cheias de 1744 e do mau ano agrícola que se seguiu, em 1746 faltaram os cereais, havendo fome generalizada nos Açores. No Pico, o povo "recorreu a socas e raízes para manter a vida e faltando-lhe mesmo esse mísero alimento emigrou para as mais ilhas". Em resultado da desnutrição grassavam as doenças, fazendo grande mortandade. Face a esta situação, por alvará régio foi autorizada a emigração para o Brasil, tendo partido pelo menos 1600 pessoas.

 

1755 — Maremoto atinge os Açores - O Terramoto de Lisboa de 1 de Novembro de 1755 provocou o grande maremoto de 1755 (um tsunami) que atravessou a área oceânica onde os Açores se situam, afectando essencialmente as costas viradas a sul e sueste, direcção de onde as ondas se aproximaram das ilhas. O maremoto fez com que "estando o mar em ordinária tranquilidade, se elevou tanto em três contínuas marés ficando quase seca a sua profundidade por largo espaço". Assim, em Angra o mar entrou até à Praça Velha, causando grande destruição; no Porto Judeu o mar subiu "10 palmos acima da rocha mais alta"; na Praia, inundou o Paul e derrubou 15 casas na costa até à Ribeira Seca, incluindo a ermida do Porto Martins. Morreram várias pessoas arrastadas pelo mar. Quase todos os portos dos Açores sofreram graves danos, ficando destruídas muitas embarcações. Em Ponta Delgada o mar subiu pelas ruas estragando muitos edifícios. Na Horta, o mar entrou pela Ribeira da Conceição, chegando aos moinhos de água "na altura de 8 palmos".


1757 — Grande terramoto de São Jorge: o Mandado de Deus - Em 9 de Julho de 1757 um dos mais violentos, senão o mais violento, dos terramotos de que há memória nos Açores atingiu a ilha de São Jorge causando destruição generalizada e formando muitas das actuais fajãs, entre elas a da Caldeira de Santo Cristo. O terramoto ficou conhecido na tradição popular pelo Mandado de Deus. Dos grandes deslizamentos resultou um maremoto que atingiu todo o Grupo Central. Pelo menos 1053 pessoas morreram em São Jorge e 11 no Pico. O terramoto foi tal que a norte desta ilha, distância de 100 braças, pouco mais, se levantaram dezoito ilhotas, umas maiores que outras. Apareceram todas na manhã do dia 10 [de Julho]. É navegável o mar entre as ditas, e a ilha. Nas Fajãs dos Vimes, São João e Cubres, se moveu a terra, voltando-se do centro para cima, de sorte que nelas não há sinal [de] onde houvesse edifício. No Faial o sismo foi sentido sem causar grandes danos.

 

1759-1760 — Crise sísmica de 1759-1760 no Faial - Em 24 de Dezembro de 1759 foi sentido um grande sismo no Faial, seguido de muitas réplicas. A 4 de Janeiro um sismo ainda maior causou o pânico, tendo sido deliberado ir "à Praia do Almoxarife a buscar a imagem do Senhor Santo Cristo que em solene procissão trouxeram para a igreja da Misericórdia". A crise sísmica apenas deixou de ser sentida em Maio, tendo-se celebrado solene Te-Deum.

 

1761 — Erupção vulcânica no Pico Gordo, Terceira - Sentiam-se desde 22 de Novembro de 1760 grandes e violentos tremores que continuaram até 14 de Abril do ano seguinte, dia em que tremeu a terra estranhamente. No Faial os sismos eram sentidos, "ainda que brandos". A 17 de Abril iniciou-se a erupção nas proximidades do Pico Gaspar, a W do Pico Gordo, sendo emitidas lavas traquíticas muito viscosas que formaram uma doma. A 21 de Abril, nova erupção, desta vez a leste do Pico Gordo, na Criação do Chama, iniciou a emissão de lavas basálticas muito fluídas que formaram três correntes de lava, uma das quais atingiu os Biscoitos, onde soterrou 27 casas, terminando nas imediações da igreja de São Pedro, a cerca de 7 km do local da erupção.

 

1761 — Ciclone tropical atinge o Grupo Central - A 29 de Setembro de 1761 foi a Terceira atingida por um temporal "por efeito do qual ficaram derrubadas muitas casas e arrancadas muita quantidade de árvores". Copiosas chuvas fizeram transbordar as ribeiras.

 

1779 — Ciclone tropical atinge o Grupo Central - Na noite de 30 para 31 de Outubro levantou-se um rijo temporal que trouxe à costa 7 navios e arruinou as muralhas da Horta.

 



1779 — Epidemia nas Flores - Grassaram neste ano na ilha das Flores febres mortíferas de que morreu muita gente.

 

1785 — Mau ano agrícola provoca fome - Foi este ano muito escasso em cereais em todo o arquipélago. Na ilha das Flores morreram algumas pessoas de falta de alimentos.

 

1787 — Crise sísmica na Graciosa - Em Março deste ano, uma crise sísmica abalou a ilha Graciosa sem, contudo, causar danos consideráveis.

 

1792 — Enchente de mar vila de Velas, São Jorge - A 23 de Janeiro deste ano, foi "tão impetuosa a bravura do mar" que derrubou a muralha de protecção, destruiu uma casa e danificou outras, ameaçando atingir a praça defronte da Matriz de Velas.

 

1800 — Terramoto no NE da Terceira - Na tarde do dia 24 de Junho, um terramoto destruiu boa parte dos edifícios das freguesias do NE da Terceira, atingindo mais intensamente as povoações situadas entre a Vila Nova e a vila de São Sebastião. Foi seguido de uma grande réplica a 29 de Dezembro. Não causou mortos, mas os danos materiais foram grandes. Leia mais sobre o terramoto de 1800.

Por : Autor desconhecido

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publicado às 14:40


O Herói da fronteira de Wyoming é Açoriano

por John Soares, em 27.03.21

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John Phillips – também conhecido por Portuguese Phillips ou ainda, de acordo com a oralidade da época, Portugee Phillips – nasceu no lugar de Terras, Lajes do Pico, a 28 de Abril de 1832, com o nome de Manuel Filipe Cardoso.

 

No livro "The John ‘Portugee’ Phillips Legends", o investigador norte-americano Robert A. Murray dá uma ideia da dimensão a que chegou a sua "canonização pagã": "À medida em que o processo de ficcionalização continuou, Phillips transcendeu o carácter de pioneiro determinado e atingiu a mesma categoria mítica, impossível, a que os escritores guindaram Daniel Boone, David Crockett, Kit Carson ou muitas outras figuras da fronteira."

 

John Phillips, um simples guia ao serviço do exército sedeado no recém-estabelecido Fort Phil Kearny, no então Território do Dakota (hoje no Nebraska), realizou um único grande feito na vida, mas foi o suficiente para a sua lenda durar até aos dias de hoje.

 
 

Ainda hoje não se sabe com total precisão o que é realidade e o que é mito. Mas, de noite, sob um forte nevão e perante temperaturas abaixo de zero, Phillips terá cavalgado na companhia de Daniel Dixon cerca de 190 milhas (300 quilómetros) ao longo do Trilho de Bozeman até Horseshoe Station, aí chegando na manhã de Natal.

 

Expediu um telegrama para Fort Laramie, em Horse Creek (Wyoming), a pedir ajuda, e, como se não bastasse, descansou algumas horas e dirigiu-se ele próprio para o forte, ao longo de mais 40 milhas (65 quilómetros), para certificar-se que era enviado socorro para o Fort Phil Kearny. Com isso, salvou a vida de mais de 90 pessoas. O seu cavalo, hoje mítico, chamava-se Dandy.

Por : Pierre Truis

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publicado às 14:06


O pirata que morreu nos Açores

por John Soares, em 27.03.21

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François le Clerc, também  chamado  como Francis le Clerc , Normandia, 15?? - 1563, apelidado de "perna de pau" ("Jambe de Bois" pelos franceses, "Peg Leg" pelos ingleses ou "Pata de Palo" pelos espanhóis), foi um corsário francês do século XVI. É reconhecido como o primeiro pirata da Era Moderna a usar uma prótese para substituir um membro inferior. Também foi o primeiro a possuir uma "carta de marca", expedida por Henrique II de França.

Frequentemente era o primeiro homem a invadir um navio inimigo durante uma manobra de abordagem. Esse comportamento intrépido é que, eventualmente, o levou a sofrer a perda de uma perna e graves danos a um braço, quando em combate com os ingleses ao largo de Sark e Guernsey em 1549. Embora muitos piratas tenham tido as suas carreiras encerradas por ferimentos dessa magnitude, le Clerc recusou-se a aposentar-se, tendo mesmo alargado o seu raio de ação através do financiamento de viagens e dos ataques de outros piratas.

Henrique II de França concedeu-lhe um título de nobreza em 1551, como reconhecimento à sua coragem.

 

 

Em 1553 junto com Jacques de Sores e Jean-François de la Rocque de Roberval (conhecido pelos espanhóis como Roberto de Baal, também chamado  como Robert Blundel) assumiu o comando de 6 galeões, 8 caravelas e 4 patachos transportando um efectivo de 800 homens. Nesse mesmo ano, liderou um ataque contra a cidade de Santa Cruz de La Palma, no arquipélago das Canárias, que saqueou e incendiou  a 21 de Julho . Esta armada também atacou e saqueou San Germán, a segunda cidade mais antiga de Porto Rico, e saqueou metodicamente os portos de Hispaniola (Cuba), de sul para norte, a ilha de Mona, a ilha Saona, Yaguana e outras, roubando toda a artilharia possível no percurso. Ainda em 1553 le Clerc recebeu o comando do "Le Claude", um dos 12 navios guarda-costas da Normandia.

Com oito embarcações e 300 homens saqueou Santiago de Cuba em 1554 durante um mês, tendo se evadido com um tesouro de 80.000 pesos. Esta, que foi a primeira capital de Cuba, assim completamente devastada, foi a partir de então eclipsada por Havana, jamais tendo voltado a recuperar a sua antiga prosperidade. Em seguida navegou em direcção ao mar dos Açores. A frota obteve um grande butim e, na viagem de volta, saqueou a cidade de Las Palmas, na ilha de Gran Canaria.

 

 

Ele e sua tripulação de 330 homens foram os primeiros europeus a estabelecer-se na ilha de Santa Lúcia, e a utilizar a vizinha Pigeon Island para assaltar os galeões de tesouro espanhóis que transitavam ao largo da Martinica.

Em 1560, enquanto aguardava uma frota de tesouro espanhola transportando uma carga de ouro, causou grandes danos aos assentamentos ao longo da costa do Panamá.

 

Em abril de 1562, os protestantes em várias cidades da Normandia rebelaram-se contra o soberano católico romano. Isabel I da Inglaterra despachou forças britânicas para ocupar Le Havre até junho de 1563. Le Clerc juntou-se às forças inglesas e devastou a navegação francesa. Em março de 1563 pediu à soberana uma grande soma em prata como uma recompensa por suas ações. Quando a soberana declinou o seu pedido, ferido em seu orgulho, le Clerc partiu para o arquipélago dos Açores, onde veio a ser morto, naquele mesmo ano, enquanto caçava navios de tesouro espanhóis.

 

Faleceu nos Açores em 1563.

 

Por : Jacinto Tavares

 

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1886 , Furnas, Ilha de São Miguel

A  Lenda da Caldeira de Pêro Botelho

Nas Furnas, vai para muitos anos, vivia um homem de muito mau feitio chamado Pêro Botelho.
Como muitos outros da Povoação, tinha por hábito ir cozer vimes e milho às caldeiras de água a ferver, restos de vulcões que havia no fundo da freguesia.
Ora, uma dessas caldeiras, de acesso bastante perigoso, continha uma lama usada na cura de diversas doenças, nomeadamente o reumatismo.
E uma vez Pêro Botelho, que lá ia buscar lama, escorregou e enfiou-se por ela.
Ah, parecia que se adensava o forte cheiro a enxofre que lá exalava, como se aquilo fosse a entrada para o inferno!
Pêro Botelho bem gritou, mas ninguém lhe pôde valer.
E também ninguém mais o viu depois de ter mergulhado naquela caldeira imensa.
Apenas os gritos dele ecoavam de quando em quando:
— Tirem-me daqui! Tirem-me daqui!
Dali em diante, se alguém se aproximasse da boca da caldeira e chamasse por ele, levava uma baforada de fumo de enxofre e alguma pedra, vindas lá do fundo, misturadas com lama da cor da cinza e fumo.
As gentes da Povoação passaram a chamar àquela sulfatara Caldeira de Pêro Botelho.
E a verdade é que sempre tremiam de medo daquele homem mau tragado pelo inferno cada vez que tinham de ir ali recolher a lava de efeitos curativos.
Mas, saibam, antigamente a freguesia das Furnas era mais para os lados da Alegria, mesmo atrás do lugar onde se situam as caldeiras.
Pois aí encontrava-se uma capela dedicada a Nossa Senhora da Alegria.
E diz a lenda que uma vez a terra começou a tremer e das fracturas do chão irrompiam línguas de lume.
Desfaziam-se os casebres e as pessoas andavam em pânico.
Naquela tragédia, a capela ficou soterrada, mas houve alguém que conseguiu salvar a imagem da Virgem.
Acalmando-se o vulcão, os sobreviventes foram à freguesia ver como aquilo tinha ficado.
Mas estava tudo destruído e nada os atraía a voltarem a viver ali.
E como tinham fugido para as bandas de Santana, ali mesmo quiseram ir construir os seus novos lares.
E junto deles queriam fazer uma outra capela para guardar a imagem.
Porém, a pedra junta num dia aparecia na manhã do outro no sítio onde o vulcão destruíra a anterior.
As gentes ficaram à coca de noite e obrigaram Nossa Senhora da Alegria a varrer as pedras pelo Caminho do Repuxo, no sentido que lhe interessava.
No entanto, conta a lenda, foi mais o medo da terra perdida do que o amor pela Senhora.
Assim, o novo templo, dedicado à Senhora de Santana, foi feito noutro local, ficando sem construir o da Senhora da Alegria.
A imagem desta, salva do incêndio pela coragem de um paroquiano, encontrava-se queimada no rosto e foi levada para a Caloura, como se aquilo fosse para esquecer.
Porém, não há muitos anos, uns lavradores encontraram no sítio da antiga igreja, a que o vulcão soterrou, uma caveira e um cálice que era usado nas celebrações litúrgicas.

Gravura retirada do livro: “The Azores or Western Islands"

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