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A primeira rainha portuguesa
inseminada artificialmente
 

A primeira rainha portuguesa inseminada artificialmente. O nascimento de D. Juana de Castela, julgado fruto de relação adúltera de D. Joana de Portugal.

 

D. Joana de Avis (1439 -1475), infanta de Portugal, foi rainha de Castela enquanto esposa do rei Enrique IV de Castela. Apesar deste último ter recebido o cognome de “o Impotente”, o casal régio teve descendência legítima na pessoa de D. Juana de Castela.

 

A primeira rainha portuguesa inseminada artificialmente

 

O problema disfuncional que causava a impotência a Henrique IV está bem documentado quer por descrições de exames urológicos feitos em vida do monarca, quer por análises aos seus restos mortais efectuadas também no século XX.

 

O rei de Castela não conseguia consumar a cópula, impedido por um constrangimento físico na anatomia funcional do seu pénis.

 

A primeira rainha portuguesa inseminada artificialmente

 

Mas a necessidade de assegurar descendência legítima, e assim continuar a sua linhagem na coroa de Castela, levou a que medidas “execpcionais” fossem tomadas.

Havia uma indicação anterior inscrita na “Lei de Partidas” de Alfonso X de Castela, o Sábio, que autorizava a praticar nos reis de Castela “as mestrias que se façam” para resolver os seus problemas reprodutivos, mas sempre no respeito pelo direito natural tal como proclamado pela Igreja Católica.

E que “mestrias” eram essas? Enrique IV recorreu à “concepção sem cópula” (sine concúbito) para engravidar D. Joana de Portugal. Para isto fez chamar um físico (médico) judeu, especialista que terá efectuado essa “mestria” no casal monarca. Estas práticas eram proibidas pela Igreja Católica, mas não pela lei judaica.

 

 

A primeira rainha portuguesa inseminada artificialmente

 

 

De facto, está bem documentada o reconhecimento da concepção sem cópula como sendo possível e legítima “pelos sábios judeus da antiguidade, a primeira vez no século V d. C., no Talmud da Babilónia” e existem referências precisas a este tema “nas obras de rabinos judeus dos séculos XIII e XIV da área mediterrânica”.

 

A primeira rainha portuguesa inseminada artificialmente

 

Quem o escreve é o historiador argentino Marsilio Cassoti, no seu livro “A Rainha Adúltera”, biografia editada em Outubro deste ano entre nós pela A Esfera dos Livros.

Nesta obra é também indicada pelo menos uma fonte que documenta a prática de inseminação artificial ou, poderíamos dizer mais exactamente, inseminação assistida, num texto árabe datado de 1322, no qual se relata a história de um habitante do antigo reino da Núbia ter efectuado aquela “técnica” para inseminar éguas com sémen de cavalos de outros estábulos.

Ou seja, a prática da inseminação artificial era conhecida na antiguidade e praticada pelo menos no que poderíamos hoje designar por “veterinária”.

 

A primeira rainha portuguesa inseminada artificialmente

 

Nesta biografia de D. Joana de Portugal, traduzida por António Júnior, o historiador apresenta, facto após facto, argumento após argumento, documentando-se em fontes históricas bem identificadas, a tese de que D. Joana de Portugal terá sido inseminada artificialmente, ou pelo menos de forma assistida, com sémen de Enrique IV de Castela, através de uma “mestria” conduzida provavelmente pelo físico judeu de nome Yusef bem Yahia.

 

A primeira rainha portuguesa inseminada artificialmente

Joana, a Beltraneja, ou a Excelente Senhora (1462-1530) – A primeira rainha portuguesa inseminada artificialmente

A inseminação decorreu com sucesso, e a 28 de Fevereiro de 1462 nasceria D. Juana de Castela, legitimada pelo Papa Pio II como descendente de Enrique IV de Castela.

Mais, a santidade escreve que D. Joana terá concebido “virgem”: “Disseram que se tinha casada com os melhores auspícios e que foi fecundada sem perder a virgindade. Houve quem afirmasse que o sémen derramado na entrada tinha penetrado nos lugares mais recônditos”.

Isto foi o que descobriu a investigação efectuada por Cassotti, dissolvendo um enigma secular, e que acrescenta uma nova visão histórica sobre esse nascimento até agora julgado fruto de uma relação adúltera de D. Joana de Portugal.

De facto, uma pesquisa breve pela internet indica-nos que D. Joana foi afastada da corte e repudiada por Enrique IV de Castela pelas suas relações extraconjugais. Daí o título “A Rainha Adúltera”.

 

A primeira rainha portuguesa inseminada artificialmente

 

Cassotti sabia, antes de começar a biografia de D. Joana, “que ela teve de fazer frente a uma circunstância política dificilíssima, na qual, tal como nos dias de hoje, se utilizou a manipulação para alcançar fins determinados por uma minoria interessada” na coroa de Castela.

Com este livro, e ao longo de 24 capítulos devidamente anotados, o autor pretendeu “destacar a existência de uma personagem feminina e portuguesa, pouco conhecida, que teve a inteligência, audácia e a coragem de querer estender a influência de Portugal sobre Espanha”, em plena época dos Descobrimentos.

 

A primeira rainha portuguesa inseminada artificialmente

 

Ainda segundo Cassotti, quer a inseminação artificial, quer a disfunção sexual estão indiscutivelmente documentadas “num diário do médico alemão, Hieronimus Munzer, escrito despois de viajar por Espanha e Portugal, entre 1494 e 1495, no qual descreve, segundo Maganto Pavón (um urólogo espanhol actual) uma práctica de inseminação artificial rudimentar”.

 

A primeira rainha portuguesa inseminada artificialmente
 

No contexto de uma ibéria em vésperas de descobrir novos mundos, Cassotti dá-nos a conhecer aquela que terá sido a primeira inseminação artificial efectuada nas cortes europeias, e repõe justiça numa difamação secular.

O passo seguinte seria a análise genética comparada de D. Juana e Enrique IV, a partir dos seus restos mortais, para confirmar que a primeira é filha biológica do monarca.

A arqueogenética forense dos nossos dias poderia assim, num exercício interdisciplinar, robustecer e corroborar as fontes históricas documentais. Mas, infelizmente, ambos os restos mortais de mãe e filha desapareceram em infortunas demolições dos edifícios em que estavam sepultadas.

 

Autor: António Piedade

 

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publicado às 20:05

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Quem foi Santo António?

 

Batizado com o nome Fernando de Bulhões, nasceu em Lisboa, entre 1191 e 1195, na Rua das Pedras Negras, junto à Sé de Lisboa. Na casa onde nasceu e viveu a sua infância está hoje a Igreja de Santo António, e na Cripta é possível ver um pedaço de um dos ossos do Santo, autenticado por Bula.

Educado no seio de uma família nobre para ser cavaleiro, na adolescência pede autorização para ingressar na Ordem dos Cônegos Regrantes de Santo Agostinho, na Igreja de São Vicente de Fora, partindo mais tarde para Coimbra, onde estudou teologia. A busca pela introspeção e a simplicidade conduzem-no até à recém criada Ordem Franciscana e a deixar de lado, não só o hábito de agostinho, mas também o seu nome. Fernando adota o nome de António, em homenagem ao eremita Santo Antão, e dedica-se a pregar as escrituras, que tão bem conhece, sobretudo após a sua mudança para Itália.

O Sermão de Santo António aos Peixes, do Padre António Vieira, inspira-se precisamente na sua qualidade de pregador. Em Rimini, Itália, Santo António tentou pregar a palavra católica aos “hereges”, mas de nada serviu. O franciscano decide então pregar aos peixes, já que mais ninguém se dignava a ouvi-lo.

Contemporâneo e amigo de São Francisco de Assis, Santo António é um dos santos mais populares da Igreja Católica, e a sua imagem encontra-se nas várias igrejas portuguesas, italianas, brasileiras e também no sul de França.

 

Porque o celebramos a 13 de junho?

 

Santo António morreu a 13 de junho de 1231, em Arcella, perto de Pádua, na Itália, e é por essa razão que 13 de junho passou a ser Dia de Santo António.

Ao amanhecer do dia 13, Santo António desmaia e, sentindo que a morte se aproximava, pede para ser levado para a pequena igreja de Santa Maria Mater Domini, em Pádua, onde tinha vivido. Muito fraco, por se sujeitar a uma dieta rígida e a vários jejuns, mas também por sofrer de hidropisia (acumulação anormal de líquido nos tecidos ou em certas cavidades do corpo), não aguenta a difícil viagem no carro de bois e tem de parar em Arcella, às portas de Pádua. Santo António morreu numa sexta-feira, no convento de Santa Maria de Arcella, e logo começaram as disputas pelo corpo do santo. A populaçao de Arcella queria sepultá-lo na sua igreja e a população de Pádua exigia que a última vontade de Santo António fosse cumprida. Após a disputa, Pádua acolheu o corpo do santo e sepultou-o na igreja de Santa Maria Mater Domini. No ano seguinte, a cidade decidiu edificar uma Basílica em sua honra, e a pequena igreja onde está o corpo do santo foi integrada na construção. Oito séculos passados, a Basílica de Santo António continua de pé e ainda hoje é atração turística em Pádua.

Durante a cerimónia de inauguração da Basílica de Santo António, o túmulo de Santo António foi aberto e constatou-se que a sua língua se encontrava em ótimo estado de conservação, mesmo passados 40 anos sobre a sua morte. Símbolo da sua qualidade de pregador, a língua do santo foi retirada e colocada num relicário, onde continua exposta aos fiéis até aos dias de hoje.

 

 

Quanto tempo demorou até ser canonizado
pela Igreja Católica?

 

A canonização foi feita em tempo recorde, e Santo António foi mesmo o canonizado mais rápido na história da Igreja Católica.

Com a instalação do corpo de Santo António na Igreja de Santa Maria Mater Domini, Pádua torna-se centro de peregrinação. A ela acorrem aflitos em geral, dos doentes aos endividados, todos em busca da ajuda do santo. São tantos os crentes a relatar a ocorrência de milagres que, menos de um mês passado sobre a sua morte, o bispo de Pádua decide pedir ao Papa Gregório IX o início do processo de canonização. Cumpridos todos os requisitos canónicos, o papa Gregório IX canonizou Santo António a 30 de Maio de 1232, antes sequer de se cumprir o primeiro aniversário da sua morte.

700 anos depois, em 1946, o Papa Pio XII proclama Santo António Doutor da Igreja, com o título de Doutor Evangélico.

 

 

Santo António de Pádua em Itália, Santo António de Lisboa em Portugal.  Afinal em que é que ficamos?

 

Sendo um dos santos mais populares da Igreja Católica, é normal que existam disputas, mas apesar dos dois nomes diferentes estamos a falar do mesmo santo. Santo António nasceu e viveu em Lisboa, viveu e morreu em Pádua. Em Itália, todos o querem seu, em Portugal não há dúvidas quanto ao nome Santo António de Lisboa. Para acabar com as discussões, o melhor é citar o que disse o Papa Leão XIII (1878 – 1903): “É o santo de todo o mundo”.

 

 

Santo António é o padroeiro de Lisboa?

 

Há quem tenha dúvidas sobre quem é, afinal, o santo padroeiro da capital portuguesa. Entre Santo António e São Vicente, a resposta não é simples. São Vicente de Saragoça é o santo padroeiro principal do Patriarcado de Lisboa. Já Santo António é o padroeiro principal da cidade de Lisboa, como explicou o irmão Pedro, da Igreja de Santo António, segundo o que está escrito no diretório litúrgico deste ano.

Santo António é também padroeiro secundário de Portugal (Nossa Senhora da Conceição é a padroeira principal). Já agora, sabia que o primeiro padroeiro de Lisboa foi São Crispim? Isto porque, em 1147, D. Afonso Henriques conquistou a cidade de Lisboa aos mouros no dia de São Crispim. A data levou a que São Crispim fosse declarado padroeiro da cidade, mas cedo São Vicente tomou o seu lugar. Nesta altura, Santo António ainda não tinha nascido.

 

 

De onde vem a tradição dos manjericos e das sardinhas?

 

Não se conhece qualquer relação entre Santo António e estes dois símbolos das Festas de Lisboa. Até porque o manjerico e a sardinha são símbolo de todas as festas populares do mês de junho, incluindo São João e São Pedro. A sardinha, peixe que nada nos mares portugueses, tem a partir da primavera a sua época alta. A primavera é também a época associada ao amor e, na tradição popular das festas, era costume os rapazes comprarem um manjerico (também conhecido como a erva dos namorados) num pequeno vaso, para oferecer à sua adorada. O facto de as condições da primavera e do verão serem as ideais para o crescimento dos manjericos ajudou a que a planta se tornasse tão popular nesta altura.

 

 

Como surgiram as marchas populares?

 

Há 82 anos que os bairros e as coletividades lisboetas desfilam oficialmente na capital. Isto porque, apesar da primeira marcha datar de 1932, os vários bairros alfacinhas já organizavam entre si alguns bailes e pequenas marchas individuais.

A primeira marcha foi promovida por Leitão de Barros, homem próximo de António Ferro, a pedido de Campos Figueira, então diretor do Parque Mayer. A ideia era chamar os bairros lisboetas a mostrarem o melhor de si, dos trajes às músicas, e provar a união da alma alfacinha à volta da celebração de Santo António. À primeira marcha, apenas os bairros de Alto do Pina, Campo de Ourique e Bairro Alto compareceram à chamada.
Criadas no Estado Novo, nos anos 70 quase não houve marchas. Com a revolução de 1974, os anos seguintes tornaram-se pouco propícios para os festejos que alguns consideravam demasiado ligados ao regime de Salazar.

O ano de 1980 marcou o regresso das marchas à Avenida da Liberdade, com dez marchas e sem concurso. Os prémios e o júri voltaram em 1981. Até hoje.

 
 
 

Porque se diz que Santo António é casamenteiro?

 

A esta hora, muitas raparigas têm em casa um Santo António virado de cabeça para baixo, na esperança de que isso as ajude a conquistar a sua alma gémea. Não faltam teorias e relatos de noivas que agradecem o milagre do casamento a Santo António, por isso citamos A Biografia do Santo do Amor, livro de 2008 onde Fernando Nuno relata o caso de uma jovem devota que foi ter com frei António, pedindo-lhe ajuda para casar com o seu vizinho Filipe. O problema: a família da pobre não tinha dinheiro para o seu dote – por tradição atribuído aos pais do noivo. Comovido, Santo António ter-lhe-á dito que o melhor era colocar o assunto nas mãos de Deus, mas em segredo pôs mãos à obra. Daquela vez, Santo António não distribuiu os donativos arrecadados junto dos fiéis, decidindo guardar o dinheiro até conseguir a quantia necessária para o casamento da jovem. Quando conseguiu, amarrou as moedas numa bolsa e atirou-a discretamente para dentro do quarto da rapariga, juntamente com um bilhete: “Este é o dote que permitirá à noiva casar-se”.

O livro admite que esta história tem várias versões, até porque “quem conta um conto acrescenta um ponto”. Segundo uma tradição portuguesa do século XVII, por exemplo, uma mulher desesperada por encontrar marido atirou pela janela a estátua que tinha de Santo António e, por pontaria, atingiu a cabeça de um soldado que passava na rua naquele momento. Depois de ser socorrido pela própria mulher, conta-se que o soldado se apaixonou por ela e os dois acabaram por contrair matrimónio. As histórias multiplicam-se e, como sempre nestes casos, o que conta é a fé e a crença.

Seguindo a tradição de ajudar casais a subir ao altar, a Câmara Municipal de Lisboa organiza, todos o anos, os casamentos de Santo António para casais que não têm possibilidade de pagar a cerimónia.

 

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publicado às 01:00


História de Nossa Senhora Auxiliadora

por John Soares, em 27.05.19

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Maria Auxiliadora ganhou a invocação de Nossa Senhora Auxiliadora ou Auxílio dos Cristãos  é uma invocação instituída pelo Papa Pio V no ano de 1571, após a grande vitória dos cristãos sobre o exército muçulmano no estreito de Lepanto, que era a porta de entrada para a Europa.

 

Situação dramática

Nos anos anteriores os turcos muçulmanos, conhecidos e temidos como o Império Otomano, estavam prestes a invadir a Europa através do Estreito de Lepanto. Ali-Pachá, o grande líder otomano, vinha deixando um rastro de destruição do cristianismo por onde passava: igrejas incendiadas, religiosos assassinados, crianças e mulheres violentadas e cidades inteiras destruídas pelo simples fato de serem cristãs.

 

Igreja Católica, por sua vez, passava por um momento difícil com o início do protestantismo e divisões dentro da Europa. Esse ambiente tornava a Europa cristã frágil diante do poder do exército otomano. Depois de um grande esforço, o Papa Pio V conseguiu unir novamente a Europa em vista do ideal de defender a vida e a fé do povo. Os defensores da Europa formaram uma esquadra com 208 navios e cerca de 80 mil soldados, liderados por D. João da Áustria. Mas os otomanos tinham 286 navios e mais de 120 mil soldados. Dentre estes, mais de 12 mil eram cristãos escravizados que remavam os navios.

 

A preparação dos soldados

Todos os soldados católicos, sob as ordens de D. João da Áustria, confessaram-se, jejuaram e rezaram o Rosário durante três dias. Depois disso, começou a maior batalha naval de todos os tempos, no dia 7 de outubro de 1571.

 

Um auxílio do céu: Maria Auxiliadora

Os otomanos começaram vencendo. Após 10 horas de um combate sangrento, os soldados cristãos começaram a temer a derrota, que traria consequências horríveis para a Civilização Cristã. De repente, porém, ficaram surpresos ao verem os otomanos, apavorados, bateram em retirada. Então, a batalha, que parecia perdida, se transformou em vitória.

 

Vitória documentada

Ao final, os otomanos perderam 224 navios, 130 dos quais capturados e mais de 90 afundados ou incendiados. Além disso, quase 9.000 otomanos foram presos e 25.000 pereceram. As perdas católicas foram bem menores: cerca de 8.000 homens e 17 navios.

Mais tarde alguns otomanos presos confessaram que uma brilhante e majestosa Senhora tinha aparecido no céu fazendo ameaças e causando tanto pavor a eles, que começaram a fugir. Tudo está documentado nas atas de cada navio.

 

Vitória pela oração a Maria Auxiliadora.

Um pouco mais de tempo e os soldados ficaram sabendo que enquanto acontecia a batalha em Lepanto, os cristãos em Roma, liderados pelo Papa Pio V, não cessavam de rezar o Rosário de Nossa Senhora. Em todas as Igrejas fizeram procissões, jejuns e orações na intenção de proteger e abençoar os soldados cristãos. Souberam também que, no começo da vitória cristã em Lepanto, o Papa Pio V teve uma visão através da qual ficou sabendo da vitória dos soldados de Cristo. A vitória foi confirmada duas semanas depois pelo correio da época.

 

Nossa Senhora Auxiliadora, a grande Intercessora

Em agradecimento à maravilhosa intervenção de Maria, o Papa introduziu a invocação Auxílio dos Cristãos na Ladainha de Nossa Senhora. Daí o título de Nossa Senhora Auxiliadora e também Maria Auxiliadora.

 

Dom Bosco: grande divulgador de Maria Auxiliadora

A devoção a Nossa Senhora Auxiliadora, porém, se popularizou ainda mais no ano de 1862, com as aparições de Maria Auxiliadora na cidade de Spoleto para uma criança de cinco anos. Nesse ano, Dom Bosco, tocado pela história das aparições, iniciou em Turim a construção de uma grande Basílica, dedicada a Nossa Senhora Auxiliadora. A partir desse momento, Dom Bosco será o maior devoto e divulgador da devoção a Nossa Senhora Auxiliadora.

 

Para eternizar seu amor e gratidão para com Nossa Senhora, Dom Bosco, juntamente com Santa Maria Domingas Mazzarello, fundou a Congregação das Filhas de Maria Auxiliadora.

 

Ele dizia: Nossa Senhora deseja que a veneremos com o título de Auxiliadora: vivemos em tempos difíceis e necessitamos que a Santíssima Virgem nos ajude a conservar e defender a fé cristã.

 

A partir de então, a devoção a Nossa Senhora Auxiliadora cresceu. O Papa Pio IX fundou uma Arquiconfraria em devoção a ela no Santuário de Turim, em 5 de abril de 1870. O Papa enriqueceu esta confraria de muitas indulgências e favores espirituais. No dia 17 de maio de 1903, por decreto do Papa Leão XIII, foi solenemente coroada a imagem de Maria Auxiliadora, que se venera no Santuário de Turim.

 

Devoção à Maria Auxiliadora e o  seu poder

Por tudo isso, a devoção a Nossa Senhora Auxiliadora torna-se uma grande bênção para todos aqueles que a procuram, principalmente nos momentos mais difíceis, nas batalhas da vida, nas guerras, na luta contra o mal e nos momentos de angústia. A oração do Rosárioacompanhada da invocação a Nossa Senhora Auxiliadora tem feito maravilhas na vida de muitos cristãos ao longo de séculos e continuará fazendo a todos aqueles que a invocarem com fé, esperança e amor.

 

Maria Auxiliadora, Nossa Senhora Auxiliadora e Protetora do lar

Pelas graças alcançadas, Maria Auxiliadora passou ser chamada também de A Protetora do Lar. Milhares de pessoas testemunham graças alcançadas através da sua intercessão, protegendo as casas contra tragédias, catástrofes, guerras e ajudando nos problemas de família, nas dificuldades domésticas, nas batalhas da vida.

 

Oração a  Maria Auxiliadora, a Auxiliadora dos Cristãos

Santíssima Virgem Maria, a quem Deus constituiu Auxiliadora dos Cristãos. Nós vos escolhemos como Senhora e Protetora desta casa. Dignai-vos mostrar aqui Vosso auxílio poderoso.  Preservai esta casa de todo perigo: do incêndio, da inundação, do raio, das tempestades, dos ladrões, dos malfeitores, da guerra e de todas as outras calamidades que conheceis. Abençoai, protegei, defendei, guardai como coisa vossa as pessoas que vivem nesta casa. Sobretudo concedei-lhes a graça mais importante, a de viverem sempre na amizade de Deus, evitando o pecado. Dai-lhes a fé que tivestes na Palavra de Deus, e o amor que nutristes para com Vosso Filho Jesus e para com todos aqueles pelos quais Ele morreu na cruz.

Maria, Auxílio dos Cristãos, rogai por todos que moram nesta casa que Vos foi consagrada.

Amém.

 

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publicado às 23:56


7 coisas sobre Nossa Senhora de Fátima

por John Soares, em 27.05.19

 

 

 

No dia 13 de maio se celebra a festa de Nossa Senhora de Fátima, a aparição aprovada pela Santa Sé mais conhecida do século XX, particularmente pelo terceiro segredo que Maria revelou aos três pastorinhos na Cova da Iria (Portugal) e transcrito pela Irmã Lúcia em 3 de janeiro de 1944.

A seguir, apresentamos 7 coisas que todo católico deve saber sobre esta aparição.

 

  1. A Virgem apareceu 6 vezes em Fátima

 

Nos tempos da Primeira Guerra Mundial, a pastorinha Lúcia dos Santos disse ter experimentado visitas sobrenaturais da Virgem Maria em 1915, dois anos antes das conhecidas aparições.

 

Em 1917, ela e seus primos Francisco e Jacinta Marto, estavam trabalhando como pastores nos rebanhos de suas famílias. Em 13 de maio daquele ano, as três crianças presenciaram uma aparição da Virgem Maria que lhes disse, entre outras coisas, que regressaria durante os próximos seis meses todos os dias 13 na mesma hora.

 

Maria também revelou às crianças, na segunda aparição, que Francisco e Jacinta morreriam cedo e que Lúcia sobreviveria para dar testemunho das aparições.

 

Na terceira aparição, no dia 13 de julho, a Virgem revela a Lúcia o segredo de Fátima. Conforme os relatos, ela ficou pálida e gritou de medo chamando a Virgem pelo seu nome. Houve um trovão e a visão terminou. As crianças viram novamente a Virgem em 13 de setembro.

 

Na sexta e última aparição, no dia 13 de outubro, diante de milhares de peregrinos que chegaram à Fátima (Portugal), aconteceu o chamado “Milagre do sol”, no qual, após a aparição da Virgem Maria aos pastorinhos Jacinta, Francisco e Lúcia, pôde-se ver o sol tremer, em uma espécie de “dança”, conforme relataram os que estavam lá.

 

  1. Francisco e Jacinta morreram jovens, Lúcia se tornou religiosa

 

Uma epidemia de gripe espanhola atingiu a Europa em 1918 e matou cerca de 20 milhões de pessoas. Entre eles, estavam Francisco e Jacinta, que contraíram a doença naquele ano e faleceram em 1919 e 1920, respectivamente. Por sua parte, Lúcia entrou no convento das Irmãs Doroteias.

 

Em 13 de junho de 1929, na capela do convento em Tuy, na Espanha, Lúcia teve outra experiência mística na qual viu a Santíssima Trindade e a Virgem Maria. Esta última lhe disse: “Chegou o momento em que Deus pede ao Santo Padre, em união com todos os bispos do mundo, fazer a consagração da Rússia ao meu Imaculado Coração, prometendo salvá-la por este meio” (S. Zimdars-Schwartz, Encontro com a Maria, 197).

 

No dia 13 de outubro de 1930, o Bispo de Leiria (agora Leiria-Fátima) proclamou as aparições de Fátima autênticas.

 

  1. Irmã Lúcia escreveu o segredo de Fátima 18 anos depois das aparições

 

Entre 1935 e 1941, sob as ordens de seus superiores, Irmã Lúcia escreveu quatro memórias dos acontecimentos de Fátima.

 

Na terceira memória – publicada em 1941 – escreveu as duas primeiras partes do segredo e explicou que havia uma terceira parte que o céu ainda não lhe permitia revelar.

 

Na quarta memória acrescentou uma frase ao final da segunda parte do segredo: “Em Portugal, se conservará sempre o dogma da fé, etc.”.

 

Esta frase foi a base de muita especulação, disseram que a terceira parte do segredo se referia a uma grande apostasia.

 

Depois da publicação da terceira e quarta memória, o mundo colocou a atenção no segredo de Fátima e nas três partes da mensagem, inclusive no pedido da Virgem para que a Rússia fosse consagrada ao seu Imaculado Coração através do Papa e dos bispos do mundo.

 

No dia 31 de outubro de 1942, Pio XII consagrou não só a Rússia, mas também todo o mundo ao Imaculado Coração de Maria. O que faltou, entretanto, foi a participação dos bispos do mundo.

 

Em 1943, o Bispo de Leiria ordenou que Irmã Lúcia escrevesse o terceiro segredo de Fátima, mas ela não se sentia em liberdade de fazê-lo até 1944. Foi colocado em um envelope fechado no qual a Irmã Lúcia escreveu que não deveria ser aberto até 1960.

 

  1. A terceira parte do segredo de Fátima foi lida por vários Papas

 

O segredo se manteve com o Bispo de Leiria até 1957, quando foi solicitado (junto com cópias de outros escritos da Irmã Lúcia) pela Congregação para a Doutrina da Fé. Segundo o Cardeal Tarcísio Bertone, o segredo foi lido por João XXIII e Paulo VI.

 

“João Paulo II, por sua parte, pediu o envelope que contém a terceira parte do ‘segredo’ após a tentativa de assassinato que sofreu no dia 13 de maio 1981”.

 

Depois de ler o segredo, o Santo Padre percebeu a ligação entre a tentativa de assassinato e Fátima: “Foi a mão de uma mãe que guiou a trajetória da bala”, detalhou. Foi este Papa quem decidiu publicar o terceiro segredo no ano 2000.

 

  1. As chaves do segredo: arrependimento e conversão

 

O então Cardeal Joseph Ratzinger (Papa Emérito Bento XVI), Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, assinalou que a chave da aparição de Fátima é seu chamado ao arrependimento e à conversão. (Comentário Teológico)

 

As três partes do segredo servem para motivar o indivíduo ao arrependimento e o fazem de uma maneira contundente.

 

  1. A primeira parte do segredo é uma visão do inferno

 

A primeira parte do segredo – a visão do inferno – é para muitos a mais importante, porque revela aos indivíduos as trágicas consequências da falta de arrependimento e o que lhes espera no mundo invisível se não se converterem.

 

  1. A segunda parte do segredo é sobre a devoção ao Imaculado Coração

 

Na segunda parte do segredo Maria diz:

 

“Você viu o inferno para onde vão as almas dos pobres pecadores. Para salvá-las, Deus quer estabelecer no mundo a devoção ao meu Imaculado Coração”.

 

Depois de explicar a visão do inferno, Maria falou de uma guerra que “iniciará durante o pontificado de Pio XI”.

 

Esta última foi a Segunda Guerra Mundial, ocasionada, segundo as considerações da Irmã Lúcia, pela incorporação da Áustria à Alemanha durante o pontificado de Pio XI (J. do Marchi, Temoignages sur les apparitions de Fatima, 346). 

 

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publicado às 22:50


Avós e netos

por John Soares, em 27.05.19

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Avós e netos
... Versão de S. Miguel, Açores ...

 

 

- Nhamã, os mês amigues todes tã no Calhá dÁreia. Eles sabim todes tomá banhe menes ê, prequê nunca vou tomá banhe cma ieles. Ê possi pra lá?- perguntou Armando, de 12 anos de idade.

 

- Já sabes que nã podes. Tans qui lavá o isqueire dos porques. Tê pá logue qué vê-le bam limpe e escabelade. E tans qui à terra buscá uma saca de bogangues pós marrinzins comerim e erva pás galinhas, quélas tã sim nada pa comê.

 

- Eh, nhamã, assam ê nunca vou aprendê a tomá banhe. I buscá bogangues e vi fica de nouche.

 

- Amanha-te como quisés. Primeire é o qué precise e tomá banhe nã é precise pra nada. E os homes forim fêtes pa andarim im terra. Os pêxes é que precisim de sabê tomá banhe.

 

Era assim com Maria. Não havia cedências. Sempre fora assim tratada, quando menina. E assim entendia dever ser com os seus três filhos - Armando, Antero e Ana.

 

Para ela, a pior herança que poderia deixar aos filhos era a ilusão de que a vida é fácil. Sem uma plena dedicação ao trabalho, sem a mínima cedência a desvios inúteis, jamais se alcançaria um futuro satisfatório. Qualquer perda de tempo fora do trabalho era afastada sem hesitação.

 

Preparar os filhos para vida não poderia ser uma mera brincadeira, sujeita a caprichos vazios e a cómodas e irresponsáveis cedências ou ziguezagues titubiantes. Sempre cortou a direito, e nunca cedeu um milímetro sequer no seu entendimento sobre como se deveria educar.

 

Como ela própria sempre soube, e melhor que ninguém, nem sempre esse caminho lhe granjeou a aprovação e a simpatia dos filhos. Bem pelo contrário. Não raramente percebia neles expressões de desagrado com o rigor que lhes impunha cada dia que passava. Mas era para o lado onde dormia melhor.

 

-Pa nhamã é só trabalhá, trabalhá!

 

- Aqui quim manda sou ê. Quande vacês se casarim ou sairim de casa, intã fassim o que quiserim. Enquante aqui tiverim é assam.

 

- Nhamã nunca dêxá gente fazêrim nada. Mêvó e nhavó dêxim a gente fazêrim tude – assegurou Antero, de 6 anos de idade.

 

- Pousé, tê vô deixa-te fazê tude. Ê sê. Até parece que tê vô é um sintinhe. Mas êsse tê vô, quandê tinhá tua idade, nã me dexava fazê nada. Nim sequé i brincá pá rua despous das Trindades. Nim sequé andá na rua sozinha. Nim sequé i às Domingas. Têvó agora até parece outro home. Mas dantes nã dexava os filhes fazêrim nada. Erum demóne – disse Maria, furiosa.

 

É quase sempre assim.Há muito tempo. As crianças sentem geralmente uma enorme atracção pelos avós e estes pelos os netos. Derretem-se uns pelos outros.

 

Que têm os avós de especial para que, quase unanimemente, se lhes reconheça uma competência de trato com as crianças que os pais desconhecem? São permissivos. São afectuosos. São tolerantes. Estão sempre disponíveis para os netos.

 

Mas a razão maior talvez seja estarem carregados de remorsos sobre como, enquanto pais, agiram com os filhos – sem a paciência e a bondade que, quando já avós, consideram ter-lhes faltado nesse tempo.

 

- Quande os mês filhes tinhim a idade cos mês netes tam agora ê nã tinha tempo nim paciença pa brincá coeles. Agora, cos mês netes é defrente. Tá coeles é a cousa más importante da vida -, disse Joaquim com um rasgado sorriso no rosto .

 

- Eh home, mas o quié que te dê pa ficás assam? Falas dos netes todódia. Qués é que chegue o dia de tás coeles. Tás sempre jogande à bola coeles. Quandêles nã tã contigue, tás sempre mostrande os retrates deles. Já ningam te pode sofrê a falá dos tês netes –disse António, amigo de sempre de Joaquim e também ele reformado.

 

- Vás vê quande chegá à tua vez. Tá quaise.

 

Era motivo de conversa recorrente a mudança de Joaquim no trato das crianças. “Quim lo vi e quim o vei agora”, dizia Leonor à irmã Glória.

 

- Cá pra mim, os avós e os netes dã-se assam tã bem por serim muito parecides uns ós outres– disse Leonor à irmã, ambas já avós, enquanto bebiam o seu habitual chá da tarde.

 

-Parecides? Tás cma tola, ó quié? Os netes acabarim de chegá ó munde e os avós tã cansades de tárim aqui. Os petchenes tã ainda tude pá aprendê e burre velhe já nã aprende linguage. As crianças nã párim quietes in lade ninum e nim sequé uma nica e os velhes só quérim é sossegue e bebê chá. Isse é serim parecides?- discordou Glória.

 

- Eh mulhé, sã parecides, sã. Pensa lá bam. Essas defrenças sã só a fingi. Nã sã tã defrentes assam cmtu pensas. Uns e outres sabim co quimporta même é tarim juntes e coas pessoas que gostim. Uns e outres sabim co quimporta é aquela hora im que tã juntes.Os netes gostim de tá cos avós e os avós gostim de tá cos netes. E assam fiquim todes felizes e nã pensim noutras cousas.

 

- E os pais e os filhes nã gostim de tájuntes?

 

- Gostim. Mas ó même tempe os pais tã sempre pensande nã é no que tã fazende cos filhes naquela hora, mas no future deles. E isse istraga tude.Tã sempre vende defêtes nos filhes e garriande coeles por causa disse.

 

Já os avós e netes, nã. Querim é tá contentes naquela hora, nã é despous. Querim lá sabê do future pálguma cousa. Nim sequé sabim se vã chegá lá!

Por : Roberto Pereira Rodrigues

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publicado às 17:07


OS PERIGOS ESCONDIDOS NO PLÁSTICO

por John Soares, em 17.05.19

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OS PERIGOS ESCONDIDOS NO PLÁSTICO

Sabe porque razão não deve beber a água
de uma garrafa de plástico que aqueceu na praia?

 

E aquela garrafa de água que costuma trazer no carro e que já aqueceu várias vezes ao calor, sabia que contém químicos capazes de intoxicar o seu organismo?

E a refeição que costuma aquecer no recipiente de plástico, no micro-ondas? Sabia que os alimentos ganharam certos químicos tóxicos do plástico que foi aquecido?

🤔O que contém afinal o plástico, para que isto aconteça e seja prejudicial à nossa saúde?

👉Já ouviu falar no Bisfenol-A (BPA)? Trata-se de um composto químico utilizado na fabricação de plásticos e no revestimento interno de latas.

Podemos encontrar este químico, em grande parte nas garrafas e biberões de plástico, embalagens plásticas para armazenar alimentos, bebidas e alimentos enlatados, e copos infantis.

👉Por outro lado, os Ftalatos, outra grande toxina, são um conjunto de substâncias capazes de dar maleabilidade aos plásticos e conferir aquele aspecto cremoso aos produtos de beleza.

Estes, podem ser encontrados não só nos plásticos, mas também nas embalagens de cosméticos, nos cremes hidratantes, sabonetes líquidos, desodorizantes, champôs, máscaras e amaciadores capilares, entre tantos outros produtos.

Os perigos para a nossa saúde prendem-se com o facto de que o Bisfenol-A, assim como os famosos Ftalatos, actuam no sistema endócrino e também no equilíbrio hormonal, podendo inclusive atingir o feto no caso das mulheres grávidas.

Estas toxinas, presentes em vários produtos de utilização quotidiana, são muito difíceis de eliminar pelo nosso corpo, e podem levar não apenas ao excesso de peso, mas também a problemas de saúde muito graves.

📍Em estudos recentes, os efeitos tóxicos do BPA e Ftalatos estão associados por exemplo a:

✔️desenvolvimento do cancro da mama;
✔️desregulação hormonal e diminuição da fertilidade masculina (redução do número de espermatozóides);
✔️aumento da próstata;
✔️diabetes;
✔️obesidade

Já nas grávidas, fetos, bebés e crianças, estes efeitos são ainda superiores.

Estes têm maior capacidade de absorção destes químicos e menor capacidade de eliminá-los do corpo, podendo provocar danos, tais como:

✔️menor taxa de sobrevivência do feto;
✔️redução do peso à nascença;
✔️problemas neurológicos;
✔️hiperactividade e déficit cognitivo; 
✔️má formação óssea;
✔️puberdade precoce.

É por estas razões que são considerados disruptores endócrinos e potencialmente cancerígenos para o ser humano.

Foi neste sentido que a grande maioria das marcas de cosméticos, elaboraram gamas de produtos exclusivamente sem Ftalatos. E hoje em dia é muito fácil encontrar estes produtos a preços bastante acessíveis.

Também já existem no mercado marcas que fabricam biberões sem BPA, contendo a designação "BPA Free", claramente identificada e visível.

📍Actualmente sabe-se que o BPA e os Ftalatos são MAIS PERIGOSOS quando os alimentos ou as bebidas em contacto com os produtos, SÃO AQUECIDOS, como por exemplo:

✔️quando aquece o leite no biberão no micro-ondas;
✔️quando bebe o seu café num copo de plástico;
✔️quando bebe água de uma garrafa de plástico que aqueceu ao sol num dia de praia, ou que ficou dentro do carro um dia inteiro (ESTE É UM PERIGO REAL E ACTUAL).

👉Assim sendo, quais são os maiores DANOS PARA A SAÚDE, da exposição a estes químicos?

Enumeramos os mais comprovados:

🔸Excesso de peso e obesidade, com aumento da gordura visceral;
🔸Risco de cancro da mama e da próstata;
🔸Diminuição da fertilidade feminina e masculina;
🔸Endometriose;
🔸Risco acrescido de diabetes e síndrome dos ovários poliquísticos;
🔸Alterações nos sistemas reprodutivos em ambos os sexos;
🔸Hiperactividade em crianças, agressividade e instabilidade emocional;
🔸Risco de doenças cardiovasculares e renais;
🔸Patologias respiratórias

📍Como pode evitar a exposição ao Bisfenol-A e Ftalatos?

Tome as seguintes medidas:

1️⃣ Café em copo de plástico? NÃO, obrigada.

Opte sempre por tomar o seu café numa chávena de vidro ou porcelana, quer em casa, quer em qualquer snack bar ou restaurante.

2️⃣ Beber água de garrafas de plástico que ficaram expostas ao sol ou que aqueceram dentro do carro? NÃO, obrigada.

Prefira sempre garrafas de vidro ou opte por não beber a água nestas circunstâncias.

3️⃣ Comer o seu almoço aquecido num recipiente de plástico no micro-ondas? CUIDADO.

Evite os recipientes de plástico para aquecer comida no micro-ondas ou até mesmo para congelar. Sempre que possível, SUSTITUA-OS por vidro ou porcelana, ou invista em opções de plástico "Sem BPA".

4️⃣ Aquecer o biberão do seu bebé no microondas? CUIDADO.

Espere o leite esfriar antes de o colocar no biberão. Se preferir opções em plástico, o mais seguro será investir em biberões, pratos e copos "Sem BPA". No caso das colheres, opte pelas de silicone.

Será útil saber que:
✔️Biberões de Policarbonato (plástico duro): podem conter BPA;
✔️Biberões de Vidro e Polipropileno: não contêm BPA.

5️⃣ Alimentos guardados no frigorífico em recipientes de plástico? CUIDADO.

Substitua por opções de vidro e porcelana, ou opções de plástico "Sem BPA".

6️⃣ Alimentos embalados em película plástica aderente? EVITE.

Evite comprar alimentos embalados desta forma, e em casa evite guardá-los assim. Opte por utilizar recipientes de vidro ou de plástico "Sem BPA", com tampa hermética.

7️⃣ DIMINUA o consumo de produtos industrializados e embalados em sua casa.

SUBSTITUA-OS por alimentos frescos como legumes, vegetais, frutas, leguminosas e carnes frescas, que irão não só nutri-lo correctamente, como também ajudar o seu corpo a libertar todas estas toxinas.

☝️Estes são perigos constantes na nossa vida quotidiana, que não se vêem nem se detectam ao paladar, mas que devemos estar muito atentos, especialmente no verão, devido ao aquecimento das nossas tão úteis garrafas de água.

🎯Está a fazer praia com a sua garrafinha de água mesmo ao seu lado? Muito cuidado! Agora já conhece os perigos reais para a sua saúde, e as soluções que pode tomar!

 

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publicado às 13:02


A carta da América

por John Soares, em 15.05.19

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A carta da América

 

O certo era que Maria, enquanto não passava o carteiro, arranjava sempre que fazer na rua de modo a poder vê-lo mal dobrasse a esquina, lá mais ao cimo, junto à Casa da Música, a mais de 200 metros de distância da sua casa.

Enquanto o carteiro percorria esse caminho, o que demorava entre 5 e 10 minutos, dependendo da quantidade das cartas a entregar e do tempo que as portas demoravam a ser abertas para as receber, Maria nunca mais voltava a olhar para aquele lado da rua, fingindo assim ignorar completamente a sua aproximação e, ao mesmo tempo, procurando esconder de quem passava qual a verdadeira razão da sua presença ali.

- Tia Maria, haja saúde. Hoje não há nada - disse-lhe o carteiro, na sua sempre apressada passagem.

- Ah, sô Luís, táí?! Nim sequé sabia. Bota-se uma mulhé a limpá a casa e nim sequé tã tempe de olhá pa quim passa. Ê sabia cainda nã vinha carta de mnha filha. Indé çâde. Haja saúde senhor Luís – mentiu Maria, triste.

Passaram trinta e cinco dias e não havia maneira de chegar a ansiada carta da América. Todos os dias, nas últimas semanas, Maria aproximadamente àquela hora, e por cada dia que passava antecipando ainda mais esse momento, lá ia para o lugar de sempre, disfarçando a cada instante o seu olhar para o canto da Casa da Música.

A ansiedade crescia, como crescia a dificuldade de a disfarçar de todos os que passavam na rua, incluindo do próprio carteiro, sempre pontual no seu rigoroso giro.

Nesses dias, os que excediam os habituais entre uma carta e outra, Maria regressava invariavelmente ao velho baú. Sentava-se num pequeno banco à sua frente e retirava de forma aleatória algumas cartas, cujo conteúdo conhecia de memória. Relia-as, de uma ponta à outra, sentindo-se, assim, mais próxima da nunca esquecida filha. Procurava, assim, mitigar as saudades sem fim e esquecer a preocupação constante e crescente.

- Tia Maria, hoje tã uma carta da sua filha dámérca -, disse o carteiro, de longe, mas já com ela na mão, depois de entregar uma outra à vizinha Francisca, três casas mais acima.

Foi com uma forte emoção que Maria ouviu, finalmente, aquelas tão esperadas e apaziguadoras palavras proferidas pelo senhor Luís naquele preciso momento. E nem soube como reagir, tão forte foi o sentimento que a invadiu.

- Ah, sô Luís, o senhô tá aí? Ê nim sequé tava à ispera da carta tã cede. Bote-la aí im cima da jenela, quê vou primeiro arrancá as ervas da rua antes de lalê. Obrigade. Haja saúde -, disse Maria, fingindo-se ocupada e com os olhos no chão, querendo assim a todo o custo esconder as incontroladas lágrimas de alegria sem fim que lhe escorriam no rosto, mal soube da chegada da carta da filha. E o mundo de Maria voltou, finalmente, a ficar em paz.

 

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publicado às 15:23


O ananás dos Açores?

por John Soares, em 09.05.19

 

Sabe o que tem de diferente o ananás dos Açores?

A história do Ananás dos Açores é bastante interessante e teve início no século XIX, na Ilha de São Miguel.

Os portugueses descobriram a fruta na época da colonização do Brasil e a trouxeram-na até ao Arquipélago dos Açores, sendo cultivada em estufa e tratada como uma planta ornamental de experimento cultural e curiosidade botânica.


Só mais tarde souberam que o ananás era uma fruta saborosa e de forte valor comercial.


Em 1864, foi construída a primeira estufa de característica industrial, com capacidade para 800 plantas. A evolução foi tanta que pouco tempo depois a Ilha de São Miguel já contava com 4.300 estufas de produção, começando assim as primeiras exportações de ananás.


Já no começo do século XX, o Ananás dos Açores, internacionalmente conhecido, passou a ser exportado para países como Inglaterra, Alemanha e Rússia.


Após mais de um século de comercialização na Europa, uma importante conquista para o Ananás dos Açores chegou em 1996, quando a Denominação de Origem Ananás dos Açores/S. Miguel foi registada e protegida pela Comissão Europeia por meio do Regulamento (CE) nº 1107/96, no dia 12 de junho.


Atualmente, a maior parte da sua produção ocorre na cidade de Ponta Delgada.
Plantação do Ananás dos Açores


O Ananás dos Açores é produzido em estufas de vidro, com a utilização de técnicas de cultivo tradicionais, sendo aplicado “fumo” e utilizada “cama quente” à base de matéria vegetal.


É importante que essa terra denominada “cama quente” seja rica em matéria orgânica, para garantir a qualidade dos ananases. Apenas um fruto é produzido para cada planta de ananás.
 
 
 
No primeiro mês de produção, a plantação precisa ser regada em abundância e, no decorrer dos outros meses, essa irrigação é reduzida até que seja totalmente retirada na fase conhecida como maturação, onde ocorrem alterações acentuadas nos aspectos físicos e químicos dos ananases.


A aplicação do “fumo” acontece depois de quatro meses e tem como finalidade a queima de verduras dentro das estufas, para que as plantas possam florescer todas na mesma velocidade, mantendo assim o controle de toda a produção.


Todo este processo de produção do Ananás dos Açores leva cerca de dois anos, contando desde a plantação até o momento em que o fruto está apto para a realização da colheita.


Curiosidades


O ananás é um fruto de forma cilíndrica, com coroa pequena a média, polpa amarela, casca laranja, teor elevado de açúcar, acidez moderada e possui aroma agradável. Nas estufas de vidro, é possível ver os estágios de crescimento dos ananases e conhecer um pouco mais sobre o seu processo de produção.


Outra curiosidade é que os ananases possuem valor nutritivo, como vitamina C, A, B1, potássio, magnésio, manganês, cobre, ferro, fibras e bromelina, além de regular a atividade muscular do coração. Vale destacar que a casca do ananás também possui nutrientes e pode ser aproveitada na preparação de sumos e chás.
Visitar plantação de ananases


Se visitar a Ilha de São Miguel não deixe de conhecer o Ananás dos Açores, fazendo uma visita às estufas presentes na ilha, entre elas:


Ananases A Arruda, Quinta das Três Cruzes, Ananases Santo António entre outras.


É uma ótima actividade para quem quer aprender um pouco mais a respeito desta deliciosa fruta, assim como degustar produtos derivados do ananás, como compotas, licores entre outros.


Dica: Não deixe de provar a iguaria regional de morcela com Ananás dos Açores
 

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publicado às 15:30


São Miguel Arcanjo e os Anjos caídos

por John Soares, em 09.05.19

Saint Michael

“Houve uma batalha no céu”
A história de São Miguel Arcanjo e os anjos caídos

 

O que sabemos sobre o poderoso Arcanjo Miguel, a partir do relato do Apocalipse sobre a queda dos anjos rebeldes capitaneados por Lúcifer

 
São Miguel Arcanjo é, provavelmente, o mais famoso dos guerreiros de Deus contra o mal, especialmente o mal personificado no anjo rebelde Lúcifer, que optou por afastar-se eternamente do Criador.

 

* * *

São Miguel e o auxílio dos anjos

De uma forma geral, o nosso relacionamento com os anjos, essas criaturas de Deus, é bastante desleixado: agimos, muitas vezes, como se os anjos sequer existissem. E, no entanto, eles verdadeiramente existem: são uma criação extraordinária de Deus, situada, hierarquicamente, entre o homem e Deus. Eles são puramente espirituais, não têm corpo, mas também estão a serviço de Deus e são muito mais poderosos e gloriosos que os homens, estando alguns ordenados para o auxílio dos seres humanos.

Dispostos em hierarquia, os anjos que estão em contato com os homens são os das miríades inferiores, como, por exemplo, os arcanjos, que constituem o segundo coro angélico. É nesse nível que se encontra São Miguel Arcanjo, cuja celebração acontece no dia 29 de setembro.

São Miguel e os anjos caídos

A história desse arcanjo está ligada ao relato da queda dos anjos. Deus criou-os, antes mesmo da criação do mundo, inseridos, de algum modo, no tempo, e ofereceu-lhes uma ocasião para demonstrar o seu amor. É importante lembrar que, quando Deus criou os anjos, eles não estavam em Sua presença. Ele revelava-se a eles de alguma forma, mas não era um contato face a face, pois isso obstruiria a liberdade angélica: Deus é uma verdade tão atraente que, uma vez contemplada, elimina a capacidade das criaturas de escolher. Então, certa vez, para testar o seu amor, Deus deu-lhes uma provação. Sabe-se disso pela Tradição, mas também pelo ministério dos exorcistas, que expõe que certas ideias são insuportáveis ao demônio, a saber: a encarnação do Verbo divino, o seu aniquilamento na Cruz e, por fim, a posição de primazia de Nossa Senhora entre todas as criaturas. Foi por tais ideias que Lúcifer – um anjo cheio de glória e beleza –, juntamente com um terço dos anjos, decaiu. O relato da batalha travada no Céu por essa ocasião está resumida no livro do Apocalipse de São João:

“Houve uma batalha no céu. Miguel e seus anjos tiveram de combater o Dragão. O Dragão e seus anjos travaram combate, mas não prevaleceram. E já não houve lugar no céu para eles. Foi então precipitado o grande Dragão, a primitiva Serpente, chamado Demônio e Satanás, o sedutor do mundo inteiro. Foi precipitado na terra, e com eles os seus anjos” (Ap 12, 7-9).

 

SAINT MICHAEL

 

 

O relato de um exorcista

O padre exorcista espanhol José Antonio Fortea, no livro “História do mundo dos anjos“, destrincha essa impressionante história, colocando a rica teologia angélica dentro de uma obra literária. Para explicar por que São Miguel, mesmo sendo de uma hierarquia inferior, é aclamado como “príncipe da milícia celeste”, ele coloca na boca de um anjo a seguinte narração:

 

“Dentre os anjos fiéis a Deus, no meio de todas essas lutas houve um que se destacou. Não se tratava de um anjo superior, mas o seu amor era superior. Foi ele quem manteve mais viva a chama da fidelidade nos piores momentos da batalha, quando tudo estava escuro e parecia que a metade dos anjos iriam se rebelar. Foi destacado no bem e a sua fé iluminou a muitos. Foi ele quem no momento mais escuro, na hora mais terrível no qual as multidões começaram a duvidar, no meio do inicial silêncio geral gritou:

– Quem como Deus!

Foi assim que ficou o seu nome: Mika-El, Miguel. O lutador infatigável e invencível. Miguel continuava a se destacar como guerreiro. A luz do seu veemente amor iluminou a muitos que estavam confusos. O seu amor arrebatador derrubou a muitos que lutavam em favor do erro. Inclusive, aqueles que combatiam com Lúcifer reconheciam que nenhum dardo envenenado com suas razões, poderia penetrar a couraça da sua fé inquebrantável. No meio da dúvida, ele foi imbatível.

Ele é representado com uma couraça, mas ele não portava nenhuma couraça material. Tratava-se de uma couraça espiritual impenetrável às seduções lançadas pelo iníquos. A única arma dele era a espada da verdade, da verdade sobre Deus.

Miguel conhecia melhor a Deus que os inteligentes, porque ele amava mais. Por essa razão, aqueles que foram ao seu encontro, tiveram que recuar” (José Antonio Fortea. História do mundo dos anjos. Trad. Laura de Andrade. São Paulo: Palavra & Prece, 2012. p. 61-62).

 

SAINT MICHAEL

 

“Miguel conhecia melhor a Deus que os inteligentes, porque ele amava mais”. Mesmo sendo de hierarquia inferior, “o seu amor era superior”. Por isso, venceu as hostes inimigas que, embora tivessem como líder o regente dos coros angélicos, Lúcifer, por seu ódio, “tiveram que recuar”.

Mas, que as pessoas não se enganem, pensando que Deus pode perdoar o demônio. De fato, Ele ofereceu a reconciliação a Lúcifer, no tempo da provação, mas ele a rejeitou total e absolutamente. Ainda do livro de padre Fortea:

“Inesperadamente o onipotente Deus, Senhor de todas as coisas, falou. Dirigiu-se a Satanás. Todos sabiam que eram as últimas palavras que iria lhe dirigir.

‘Filho Meu, volta para Mim. Repito, esta é a última oportunidade. O Teu pecado não é maior que a Minha misericórdia. Fui grande ao criar o Céu, mas é maior Meu perdão. Se retornares e coras as tuas faltas, você será a joia do Céu. A luz da Minha compaixão perfeita resplandecerá em ti. Os milênios te contemplarão e Me glorificarão’.

Quão grande foi o Altíssimo ao lhe perdoar todo o seu mal. ‘Filho Meu, você será a joia da Minha misericórdia. Haverás de brilhar e ficarão atônitos os humanos que virão. Eles te olhando compreenderão que não há pecado que eu não possa perdoar. Você melhor do que ninguém poderá transmitir essa confiança ao caído. Você será um grande pregador, um grande intercessor que ao longo dos séculos me repetirá: se me perdoaste a mim, perdoa ele’.

(…)

O diabo ergueu a cabeça e com toda a frialdade respondeu:

– Jamais! Nunca me ajoelharei!

(…)

No mesmo momento que o Dragão ameaçou em se lançar de novo em direção ao mundo angélico, Miguel o arcanjo, desembainhou a espada e mostrou-a para ele. Satã deu um sorriso e com um gesto de desprezo deu um impulso para se jogar em direção das nuvens de anjos. Miguel, sem duvidar e com um gesto instantâneo, cravou-lhe a espada no coração. A Verdade enterrada no próprio coração do diabo teve um efeito fulminante. O imenso Dragão ficou como com seus pés colados ao chão, como se não pudesse levantá-los nenhum milímetro. Parecia que houvesse batido com um muro, essa espada era como uma muralha de granito” (José Antonio Fortea. História do mundo dos anjos. Trad. Laura de Andrade. São Paulo: Palavra & Prece, 2012. p. 89-90).

 

 

A vida do homem na terra é uma luta. O combate que se travou no Céu continua no mundo dos homens. Invoquemos a intercessão de São Miguel Arcanjo, para que, assim como ele, sejamos destemidos e experimentemos, em nossas vidas, o primado de Deus.

 

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publicado às 14:43


Síndrome de desordem pós 40

por John Soares, em 02.05.19

Síndrome de desordem pós 40



A todos que já passaram dos 40 anos, um abraço. E quem não passou, tente não rir e tenha esperança, pois um dia vai chegar lá! Para quem já passou dos 40 vai estar com os mesmos sintomas. Acabaram de descobrir o diagnóstico desta síndrome. Explico melhor:

1. Outro dia decidi lavar o carro: peguei nas chaves e fui em direção a garagem, quando notei que tinha correspondência em cima da mesa.

2. Ok, vou lavar o carro, mas antes vou dar uma olhadinha, pois pode ser alguma coisa urgente.

3. Ponho as chaves do carro na escrivaninha ao lado e, olhando o correio vejo que tem algumas contas para pagar e muita propaganda inútil, pelo que decido jogá-la fora, mas vejo que o cesto do lixo está cheio.

4. Então lá vou eu esvaziá-lo. Coloco as contas sobre a escrivaninha, mas lembro-me que há um banco eletrônico perto de casa e vou primeiro pagar as contas.

5. Coloco o cesto de lixo no chão, pego as contas e vou em direção a porta.

6. Onde está o cartão do banco? No bolso do casaco que vesti ontem.

7. Ao passar pela mesa do jantar, olho para uma cerveja que estava bebendo. Vou buscar o cartão, mas antes vou guardar a cerveja na geladeira.

8. Vou em direção à cozinha quando noto que a planta no vaso parece murcha, é melhor por água antes.

9. Coloco a cerveja na mesa da cozinha quando… Ah! Achei meus óculos! Estava à procura deles há horas! É melhor guardá-los já!

10. Pego um jarro, encho-o de água e vou em direção ao vaso.

11.No caminho para o vaso encontro o controle remoto da televisão em cima da pia! À noite quando quiser ligar a tv não vou lembrar de procurar na cozinha. É melhor levá-lo já para a sala. Mas…

12. Ponho os óculos sobre a mesa e pego no controle remoto.

13. Coloco água na planta, mas caiu um pouco no chão. Deixo o controle remoto no sofá e vou buscar um pano.

14. Vou andando pelo corredor e penso que precisava trocar a moldura de um quadro.

15. Estou andando e já não sei o que ia fazer!

16. Ah! Os óculos… Depois! Primeiro o pano. Pego nele.

17. Vou em direção ao vaso, mas vejo o cesto do lixo cheio.

18. Final do dia: o carro continua por lavar, as contas não foram pagas, a cerveja lá está, quentinha, a planta levou só metade da água, não sei do cartão do banco, nem onde estão a chaves do carro!

19. Quando tento entender porque é que não fiz nada hoje, fico atônito, pois estive ocupado o dia inteiro!

20. Percebo que isto é uma coisa muito séria e que tenho que ir ao médico, mas antes, acho que vou ver o resto do correio…

E agora? sinceramente não sei!

P.S.: Divulguei esta mensagem para todos os meus conhecidos, mas como eu não me lembro para quem enviei, resolvi postar aqui no MDig e vou pedir prá eles lerem!!!Mas estou preocupado : Será que não vou postar essa mensagem de novo na semana que vem? 

(Autoria desconhecida)

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publicado às 19:15

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