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Havia respête ...

por John Soares, em 14.06.19

48_n.jpg... Havia respête ... 
... Versão de S. Miguel, Açores ...


- É mulhé, não veies que tás descomposta? Tás co vestide quaise ple joelhe e coa cabaça sim lence.
- Ê nã tou ceguinha, tia Maria. Ê veje cmá prata. 
- Intã se veies assam tã bam, prequié que tás assam vestida? Vã todes dezê mal de ti e com todá rezã.
- Todes vã dezê mal de mim, tia Maria? Ê já andê coesse vestide plas ruas da Maia e sim lence e nã ouvi ningam dezê mal de mim.
- Dizim, dizim! Nã penses que nã dizim. Mas é plas tuas costas.
- Tia Maria, sé plas costas, ê namimporta e nim sequé sê.Maso quê ouvi dezê fou outra cousa.
- Coutra cousa é que tu ouviste dezê, mulhé? O que fou?
- Ouvi dezerim quê tinha uma bela perna e que tou muntche requinha
- É mulhé, tu nã digas isse, sequé. Quim diz isse nã tã o sê juize. E os rapazes dagora sã uns malcriades, nã sã cmós do mê tempe que se davim ó respête. Quande viim uma rapariga baxavim os olhes e fingiim que nã la viim
- Era, tia Maria? Os rapazes do tempe da tia Maria nã gostavim de vê as pernas das raparigas? Nã olhavim pra ielas?
- Olhavim, mas nã olhavim cmágora, que nã tã vergonha ninuma. Nã tirim os olhes das raparigas. Os rapazes do mê tempe olhavim com respête. Erim tementes a Das.
- Cmé cas raparigas no tempe da tia Maria andavim vestidas?
- Cmuera? Era cme dvia de sê. Cos vestides e saias até plos tornezeles e com roupas largas pales nã verim as formas do corpe. Com lences e xales cobrinde a cabaça. Agora é qué uma pouca vergonha.Andim quaise de joelhes à mostra e coas saias coladas ó corpe. Tã-se même ofrecende ós homes.
- Tia Maria, cmué que nameravim antigamente? 
- Com respête! Não era essa pouca vergonha cá pori agora. Mas a culpédelas, candim cabrejande plas ruas. E home é home. Quim tam que botá sintide é a mulhé, nã é o home. O home todas sabim cmelé...
- Tia Maria, cmué que é o home?
- Tu nã sabes? O home tá sempre pronte a se botá com uma e com outra. Nã qué sabê. Mas quim fica coa fama ruim é a mulhé. Per isse, tam que sê a mulhé a tomá conta de si e se vesti cmedevesê.
- Tia Maria, ê nã percêbe uma cousa.
- Qui é que nã percebes, mulhé?
- Séra assam, sas mulhés andavim sempre todas vestidas, dos pés à cabaça, com lences e xales, ê nã percêbe uma cousa.. 
- É mulhé, quié que nã percebes ?
- Sas mulhés do tempe da tia Maria nunca se despiim,nim nunca mostravim os joelhes, nim a cabaça, nim as pernas ós homes... 
- Pous nã.
- Intã cmué cavia tantes pectchenes nacale tempe ? Já sê, tia Maria!
- Qui é que já sabes, mulhé?
Os petchenes vinhim eram nas caxas de roupa dámérca. Coas gamas e cos candilhes.
- É mulhé, tu és o demóne im forma de gente. Ningam pode falá contigue. És uma respondona.Um foguetabrase. Some-te daqui prafora, mulhé do demóne.


Por : Roberto Pereira Rodrigues

 

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publicado às 14:03


Voltá pa trás ...

por John Soares, em 14.06.19

48_n.jpg... Voltá pa trás ...
... Versão de S. Miguel, Açores ...

- Quandê me criê nã havia nada. Era um pená de gadelha.
-Não havia mâme nada, ti Jedé? So ti Jedé táqui é precavia alguma cousa, se nã o ti Jedé tinha morride. Cmué que nã havia nada?
- Cmué? É muntche bã. O decmâ era pouco: meia sardinha e menes pa cada um, mei chicharro, pã com pimenta e erassã. Nim sequém o pã era com fartura.
- Era pená, intã.
- Era tude defrente: nã havia luz cmágora. Era candiêres a petróle; nã havia água im casa nim torneras. A gente tinhim qui buscá água im talhãs, da Fonte Velha ou donde calhava; nã havia quartes de banhe. A gente amanhavim-se era na casinha e lavavim-se im alguidás de barre no meie da casa. Erássã.
- Mas derim homes rijes, cmó ti Jedé. De repente ainda más rijes cós dagora. Comiim piõ cágora, mas sempre tinhim alguma cousa.
- Derim homes e mulhés precagente samanhava com quaise nada pa comâ. Mas morriim muntches petchenes. Agora por mais que tânhim achim sempre qué pouque.
- A gente nã temes tude. Sô ti jedé fô perguntchá a todes, todes vã-se quêxá de târim falta de tanta cousa.
- Tã falta de quié? Só se fô de sarna pa se coçárim. Todes tã cama, mâsa e roupa lavada. Quié que quérim más?
- Quié que quérim, ti Jedé? 
- Sã, de quié que se quêxim? Todes tã tude. As casas dagora sã todas melhós cás casas dos riques do mê tempe de rapá. Mas isse vá mudá.
- Vá mudá? O quié que vá mudá, ti Jedé?
- Nã vá mudá. Já tá é mudande. Já tã fazende de nove o cagente faziim antigamente e que todes pensavim que nã voltava pa trás. 
- O quié que tã fazende cmantigamente?
- Agora quim vá à loje tã que levá uma saca. Já nã dã sacas na loje. Tã de nove começande a andá a pé cmantigamente.
- Issé verdade.
- E o dcmâ maque tamã tá voltande pa trás.
- O dcmâ? Vá sâ atravâs cmno tempe do ti Jedé?
- Quandê me criê a gente comiim era quaise só pã e calde de fêjã ou de favas. Quande calhava, cum bocadim de chourice e pronto.
- E depous?
- Depous? Vêi o tempe im quera tude rique e todos só comiim prates cheies de carne sim pã nim nada e cousas da loje. E comiim até arrebantá. E ningã comia calde. Agora dizim ca Terra nã aguenta coísse tude.
- Aguenta, aguenta.
-Nã sê, nã. Ma que temes que cmâ de nove é calde e cousas assã. As ervas, cantes erim pás galinhas e pós porcos, tã comendelas nos restaurantes fines. Qualqué dia, se calhá, o decmâ vá sâ cmantigamente: uma sardinha pa trâs e pã com pimenta da terra com fartura. Se calhá isse ainda vá voltá pa trás.

 

Por : Roberto Pereira Rodrigues

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publicado às 12:55


Tarde demais ...

por John Soares, em 14.06.19

48_n.jpg

... Tarde demais ...
... Versão de S. Miguel, Açores ...

Foi sempre assim. E foi assim com quase todos. Escapam os loucos e as crianças, os únicos que talvez saibam a verdade: que o tempo é irrepetível e que, se perdida uma oportunidade, ela jamais será recuperada e ficará perdida para sempre. O dia de amanhã, apesar de também ter 24 horas e de, em tudo, se parecer ao de hoje, não permitirá substituir nunca aquilo que, por uma qualquer razão, quase sempre fútil, não fizermos e se impunha fazer hoje. Jamais recuperaremos esse tempo.
Os loucos e as crianças ignoram por completo o tão arreigadamente defendido sentido de oportunidade ou da conveniência. Eles sabem como ninguém que o momento em que estão é que conta. Não o que há-de vir, se realmente algum dia vier.
Os adultos, os sensatos, os ponderados, os cautelosos, os indecisos, e tudo isso que quer dizer o mesmo, em geral constroem a vida baseados num engano que a destruirá para sempre: agem convencidos de que a vida é eterna. Fingem acreditar que o tempo durará para sempre, apesar de todos os dias serem confrontados com inúmeros casos de pessoas para quem o tempo deixou de existir ou, continuando a existir, é como se já não existisse, tão miserável é a vida que levam. 
Cada segundo de vida em que se não faz o que precisa ser feito, tal como o deseja uma criança, que sabe como ninguém a urgência das coisas, como a de brincar com o pai e com a mãe naquele preciso momento, obtendo sem piedade como resposta que tal não é possível por terem todos de ir dormir por no dia seguinte ser dia de trabalho e de escola, ou por uma qualquer outra razão igualmente fútil para as crianças. 
Assim também são os loucos: não valorizam minimamente o sentido de conveniência ou de de oportunidade, tão conhecidos e assimilados por todos nós, os lúcidos, os sensatos, os ponderados os ajuizados. Para os loucos o futuro e o passado não existem. Apenas conta o presente.
Mas alguns, os mais lúcidos e, por isso mesmo, os mais infelizes, talvez um dia e demasiado tarde perceberão que as suas vidas, tal como as dos demais, foram feitas num enormíssimo equívoco, que se traduziu num logro do qual, agora e no pouco tempo que lhes resta, já não irão a tempo de fugir.
- Ê nã sê cmué quê vivi toda vida cmacégue.
- Prequié que tás dezende issagora?
- Prequié? Tou quaise com 80 ânes, tome todes dias 7 compremides, péne pa me levantá da cama e pa andá um bocadim. Penê pa chega aqui à Trinchera pa falá um bocadim com quim cá tivé. 
- E depous? Tás melhó que muntches que nim sequé se conseguim alevantá e outros, a maió parte dos da nossidadade, já morrârim. Nã te quêxes.
- Quêxe-me. Mas só me quêxe de mim mâme. Só agora, ós 80 ânes, quandê já não posse fazâ nada e quande ningã me quê pra nada é quê percebi quê istraguê a minha vida.
- Ó home, nã digas isse. Tomárim todes târim uma vida cmá tua.
- Tás inganade. Quim tã ou quim tâve uma vida boa fou quim fâz na altura certa o que tinha que fazâ. Cmuma criança brinca quande qué brincá e cmum tolim canta, e chora, e gritcha quande qué, sim tâ mâde que fique bã ou mal.
- Ó home, dizes cada cousa.
- Pous digue. O pió é que só agora é quê percebi isse. Já nã me serve de nada. Agora tomara ê consegui levantá-me da cama sózim. Já é só pra ísse que serve o quê aprendi agora e o quê ispere da vida.

 

Por : Roberto Pereira Rodrigues

 

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publicado às 12:17

 

O Real Canadian Portuguese Historical Museum confirma que foi um português a descobrir a América do Norte, 19 anos antes da chegada de Cristovão Colombo!

 

 

Quem o diz é o Real Canadian Portuguese Historical Museum em Toronto, no Canadá. A instituição pretende reconhecer a presença portuguesa na América do Norte 19 anos antes da chegada de Cristovão Colombo.

“Sempre houve vestígios de que o navegador português João Vaz Corte-Real esteve no Canadá em 1472, dezenove anos antes da chegada de Cristovão Colombo à América do Norte”, afirmou Suzy Soares, a presidente do Real Canadian Portuguese Historical Museum (RCPHM, sigla em inglês).

 
Real Canadian Portuguese Historical Museum - Museu do Canadá confirma que foi um português a descobrir a América
Real Canadian Portuguese Historical Museum – Museu do Canadá confirma que foi um português a descobrir a América

 

Alguns historiadores canadianos continuam, nos dias de hoje, a ter algumas dúvidas de que o antigo capitão-donatário de Angra (Açores) tenha estado onde hoje se localiza o Canadá, antes de 1492, mas em Portugal, para muitos estudiosos “é um dado adquirido”, juntando agora os vários pontos de vista e provar de que João Vaz Corte-Real “passou realmente pelo Canadá antes de Colombo”.

 

Museu do Canadá confirma que foi um português a descobrir a América
Real Canadian Portuguese Historical Museum – Museu do Canadá confirma que foi um português a descobrir a América

 

“Todos sabem da existência da Pedra de Dighton, localizada em Berkley, Massachusetts (Estados Unidos), e que tem palavras escritas que só podem ser em português. No entanto a história é muito complexa, pois há sempre várias versões dos acontecimentos”, sublinhou.

Suzy Soares estabelece como objetivo do museu ir à procura de mais provas e “reconhecer a descoberta da América” pelo navegador português João Vaz Corte-Real.

 

Museu do Canadá confirma que foi um português a descobrir a América

Real Canadian Portuguese Historical Museum – Museu do Canadá confirma que foi um português a descobrir a América

 

O Real Canadian Portuguese Historical Museum está a comemorar o 32.º aniversário, e no dia 5 de março, pelas 18:30 (23:30 de Lisboa) vai homenagear ‘João Vaz Corte-Real’ durante um jantar de gala.

No evento estará em exposição uma réplica de uma caravela com três metros de comprimento, utilizada pelo navegador na viagem até ao Canadá, e será apresentado ainda um busto de Corte-Real.

 

Museu do Canadá confirma que foi um português a descobrir a América
Nau Portuguesa – Museu do Canadá confirma
que foi um português a descobrir a América

 

O primeiro-tenente Nuno Gonçalves da Marinha Portuguesa, chefe de investigação do departamento do Museologia, vai abordar a presença portuguesa no Canadá. Já o realizador Rui Bela apresenta o documentário ‘Memórias do Mar’.

O evento terá também o objetivo de “angariar apoio financeiro para dar continuidade ao trabalho do museu”, que tem dado destaque à presença portuguesa na história do país.

 

Museu do Canadá confirma que foi um português a descobrir a América
Viagem de João Corte Real – Museu do Canadá confirma
que foi um português a descobrir a América

 

A denominação da região e mar do Labrador no Canadá, é em homenagem ao navegador português João Fernandes Lavrador que em 1498, juntamente com Pedro Barcelos, explorou aquela região.

Mathieu da Costa, provavelmente de pai português e mãe africana, foi o primeiro afrodescendente de que há registo no Canadá (1600) e o português Pedro da Silva, foi o primeiro carteiro no Canadá (1673).

 

Museu do Canadá confirma que foi um português a descobrir a América
Caravela – Museu do Canadá confirma que foi
um português a descobrir a América

 

Joe Silvey (1853) um pioneiro na colonização da costa oeste do Canadá, um exemplo de miscigenação, porque tomou duas índias como esposas, é outra das referências portuguesas em terras do Canadá.

Calcula-se que existam no Canadá cerca de 550 mil portugueses e luso descendentes, estando a grande maioria localizada na província do Ontário.

 

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publicado às 16:40


UMA LIÇÃO DE VIDA ...

por John Soares, em 11.06.19

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... UMA LIÇÃO DE VIDA ...

 

Uma mulher regava o jardim da sua casa e viu três idosos com os seus anos de experiência em frente ao teu jardim. Ela não os conhecia e disse-lhes:
– Penso que não vos conheço, mas devem ter fome. Por favor entrem na minha casa para que comam algo.
Eles perguntaram:
– O homem da casa está ?
– Não, respondeu ela, não está. 
– Então não podemos entrar, disseram eles.
Ao entardecer, quando o marido chegou, ela contou-lhe o sucedido.
– Então diz-lhes que já cheguei e convida-os a entrar.
A mulher saiu e convidou os homens a entrar na sua casa.
– Não podemos entrar numa casa os três juntos, explicaram os velhos.
– Porquê? Quis saber ela.
Um dos homens apontou para outro dos seus amigos e explicou:
– O nome dele é Riqueza.
Depois apontou para o outro.
– O nome dele é Êxito e eu chamo-me Amor.
Agora vai para dentro e decide com o teu marido qual de nós três desejam convidar para a vossa casa.
A mulher entrou em casa e contou ao seu marido o que eles lhe disseram.
O homem ficou muito feliz:
– Que bom! Já que é assim então convidemos a Riqueza, que entre e encha a nossa casa.
A sua esposa não estava de acordo:
– Querido, porque não convidamos o Êxito?
A filha do casal estava a escutar da outra esquina da casa e veio a correr:
– Não seria melhor convidar o Amor? O nosso lar ficaria então cheio de amor.
– Escutemos o conselho da nossa filha, disse o esposo à sua mulher. Vai lá fora e convida o Amor para que seja nosso hóspede.
A esposa saiu e perguntou-lhes:
– Qual de vocês é o Amor? Por favor entre e seja o nosso convidado.
O Amor sentou-se na sua cadeira e começou a avançar para a casa. Os outros 2 também se levantaram e seguiram-no.
Surpreendida, a mulher perguntou à Riqueza e ao Êxito:
– Eu só convidei o Amor, porque vêm vocês também?
Os homens responderam juntos:
– Se tivesses convidado a Riqueza ou o Êxito, os outros 2 permaneceriam cá fora, mas já que convidaste o Amor, onde ele vai, nós vamos com ele. Onde houver amor, há também riqueza e êxito.
O MEU DESEJO PARA TI É...
– Onde haja dor, desejo-te Paz e Felicidade.
– Onde haja falta de fé em ti mesmo, desejo-te uma confiança renovada na tua capacidade para superá-la.
– Onde haja medo, desejo-te amor e valor.

 

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publicado às 17:24


Ser mãe solteira ...

por John Soares, em 11.06.19

- a - 1 -.jpg

Ser mãe solteira...

 

Ser mãe solteira, divorciada, separada ou viúva é um trabalho extremamente árduo... Somente quem cria filhos sozinhos sabe perfeitamente do que estou a falar...

Em determinada altura da vida somos obrigadas a cuidar e a proteger os nossos filhos sozinhas, não importa muito as razões que levaram a esse acontecimento...

Subitamente todas as responsabilidades e decisões recaem sobre uma única pessoa...

Para além do trabalho para sustentar a família chega-se a casa e existem inúmeras tarefas para realizar... Parece que nunca terminam as actividades, as tarefas, as responsabilidades...

Gradualmente as noites tornam-se mais curtas... De 10 horas de sono, passamos para 8...6...4...nenhuma... Sim porque quando durante o dia não conseguimos realizar tudo, as noites deixam de existir... Ou pelo menos com o contexto de dormir...

Neste contexto alucinante de tarefas... Que se prolongam durante anos... Deixamos de ter tempo para nós próprias... Simplesmente porque não temos tempo...

Outras vezes por sentimentos de culpa deixamos de conviver com os outros... Para além da exaustão profunda deste ritmo, achamos que não é justo deixarmos os nossos filhos com outros e sairmos...

Isto quando existe um suporte familiar de auxílio que permita essa mãe poder respirar... Quando não existe as coisas ainda se tornam mais complicadas...

O engraçado... É que muitas das vezes do outro lado existe outra pessoa... Sim... Um filho não se faz sozinho por geração espontânea...

Engraçado como essa pessoa segue a sua vida de forma tranquila e se esquece rapidamente dos filhos que tem...

Se esquece rapidamente que estes também necessitam de atenção... De cuidados... Aliás... Engraçado... Mas as crianças todos os dias têm de se alimentar, têm o direito a estudar, a serem saudáveis e simplesmente a brincar...

É realmente estranho que rapidamente todos estes direitos se esqueçam... Que perante uma sociedade dita civilizada se pratiquem ainda os valores do século XII... Onde somente as mães têm que abdicar da sua vida e de serem pessoas para simplesmente serem mães...

Realmente entristece--me esta sociedade... Esta Justiça cega... Que valoriza mais umas chamadas ou visitas casuais e raras... Que as necessidades de alimentação da criança...

Ou então uma sociedade e justiça em que somente a mãe é responsável por responder às necessidades das crianças... Pois não existem punições, simplesmente não existe justiça...

E não me digam a mim que pensam ou protegem o bem estar das crianças... Pois o principal para uma criança é ter saúde... Ter educação... Ter alimentação... Ter amor... Quem não faz todos os sacrifícios possíveis para dar isto aos filhos... Simplesmente não as ama...

 

 

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publicado às 16:33

Palácio dos Condes de Anadia

Palácio dos Condes de Anadia

Trata-se, muito provavelmente, de um dos mais belos (e mais desconhecidos) palácios de Portugal e, após obras de restauro, está agora aberto às visitas do público. Na cidade de Mangualde ergue-se a Palácio dos Condes de Anadia, cuja construção e enriquecimento da decoração de interiores se estende ao longo de todo um século, plasmando exemplos de variadas correntes estilísticas. A casa começou a ser construída em 1644 mas o grande impulso foi no século XVIII e a construção e decoração demorou quase um século, envolvendo três gerações da família Paes do Amaral.

Palácio dos Condes de Anadia

 

Foi Miguel Paiva do Amaral quem, a partir de 1730-40, mandou construir a casa, definindo o seu programa arquitectónico. O seu filho, Miguel Pais do Amaral, e sua esposa, D. Joaquina Teodora de Sá e Meneses, ficaram indissociavelmente ligados à casa ao redimensionarem o espaço interior através da colocação de azulejos estilo rococó.

 

Palácio dos Condes da Anadia

Pensa-se que o traço deste monumento se deva ao arquitecto Nicolau Nasoni, na altura residente na cidade do Porto. O Palácio sofreu algumas alterações ainda no séc. XVIII e durante o séc. XIX, transformando-o num magnífico exemplo de um passado onde a arte e o requinte marcaram uma época importante na cultura portuguesa. A casa ficará, posteriormente, unida ao título da Anadia, pois um neto de D. Joaquina, Manuel de Sá Pais do Amaral, casa em 1821 com a condessa de Anadia.

Palácio dos Condes da Anadia

Em princípios do século XIX, o Palácio de Mangualde era conhecido por Casa dos Paes do Amaral mas, pelo casamento de Manuel Paes do Amaral de Almeida e Vasconcelos Quifel Barbarino, 10.º Senhor da Casa de Mangualde, com sua sobrinha D. Maria Luiza de Sá Pereira de Menezes de Mello Sottomayor, 3.ª Condessa de Anadia, passou a ser conhecido por “Palácio Anadia”.

Palácio dos Condes da Anadia

A casa tem uma fachada tipicamente portuguesa mas outras partes e o interior têm uma forte influência italiana, resultante das frequentes visitas da família a Itália. No interior destaca-se a colecção de azulejos que são do século XVIII e considera que talvez seja a melhor colecção em Portugal de azulejos barrocos. Foram fabricados em Coimbra.

 

Palácio dos Condes de Anadia

Caracterizado por uma marcante fachada ocidental, por uma italianizante fachada sul e por uma fachada nascente acastelada, pelas suas cantarias, pelos azulejos setecentistas, e obras de pintores como Pellegrini, Giagenti, ou Lanzarotto, o Palácio Anadia é, em Portugal, um dos mais importantes exemplos da arquitectura senhorial setecentista. O Palácio tem uma quinta adjacente com Parque e seus jardins, e uma Mata plantada no século XVIII.

 

Palácio dos Condes de Anadia

O mais notório é a fachada cor de rosa da casa mas o interior murado tem uma vinha com cerca de 10 hectares. Já no século XVIII o vinho era produzido no palácio, em lagares de pedra que podem ser vistos na adega. Ao todo são 60 hectares, localizados no centro de Mangualde. O Conjunto arquitectónico está classificado como “Imóvel de Interesse Público”.

Palácio dos Condes de Anadia

Várias figuras históricas passaram por este Palácio, como o Marechal Massena, Principe d`Essling comandante do exército francês que, em 1810, invadiu Portugal pela terceira vez, ou o El-Rei D. Luiz I, que o visitou em 1882 quando da inauguração do Caminho de Ferro da Beira Alta e mais tarde El – Rei D. Carlos I.

 

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publicado às 15:26

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