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Ensinar a lidar com as decepções da vida

por John Soares, em 28.10.19

helley.jpgComo uma esposa, mãe e santa sueca nos ensina
a lidar com as decepções da vida

Quando a vida não acaba como planejada ou você se sente um fracasso,
inspire-se em Brígida da Suécia

Há momentos na vida em que tudo parece dar errado. Então é preciso discernir cuidadosamente sobre nossas escolhas e decisões.

 

Uma esposa, mãe e religiosa de centenas de anos atrás nos dá pistas de como discernir a vontade de Deus em meio às dificuldades. Seu nome é Brígida, da Suécia, e ela é recordada pela Igreja no dia 23 de julho. Sua vida teve algumas reviravoltas surpreendentes. Mas ela conseguiu superar seus fracassos com a graça de Deus, até se tornar santa.

 

Brígida era esposa e mãe em 1300. Quando adolescente, ela se casou com um homem chamado Ulf, a quem ela amou muito. Eles tiveram oito filhos e muitas das crianças viveram até a idade adulta, o que não era comum na época.

 

Depois de embarcar em uma peregrinação juntos, Brígida viu seu marido ficar muito doente e quase morrer. Ela rezou fervorosamente por ele, e ele se recuperou. Mas então, pouco tempo depois, ele morreu.

 

Após sua morte, ela não sabia o que fazer. Ela rezava muitas horas em seu túmulo e tentava tocar a vida. Até que percebeu que Deus queria que ela fundasse uma ordem religiosa. Ela tinha 41 anos, e uma de suas tarefas foi tentar fazer com que o Papa voltasse para Roma (ele estava morando na França na época), mas não adiantou.

 

Ela mudou-se para Roma para tentar ajudar a reformar a Igreja, mas suas súplicas não foram bem sucedidas. Todos os seus planos falharam, e ela morreu em Roma, longe de sua casa e de sua família, aparentemente derrotada em seus esforços.

 

Mas o que aconteceu como resultado de sua vida? Ela e seu marido tinham vivido virtuosamente e criaram seus filhos para conhecer a Deus. Uma de suas filhas é uma santa canonizada – Santa Catarina da Suécia.

 

Depois, a ordem religiosa fundada por Brígida se espalhou e promoveu o bem em toda a Europa. Durante seu tempo em Roma, ela influenciou na Igreja apenas como testemunho de bondade e caridade.

 

Mas as pessoas não esqueceram o seu exemplo, e passaram a buscar nela a inspiração para a Deus da maneira que ela fizera. Embora as grandes coisas que ela queria realizar não se realizaram, o modo como ela vivia influenciou muitas pessoas para melhor.

 

O que a vida de Santa Brígida nos mostra é que, mesmo que nos sintamos derrotados, e mesmo que nossos planos não funcionem, nossas vidas são importantes, e Deus nunca deixa de agir.

 

Podemos nunca saber exatamente porque as coisas não funcionaram como esperávamos, mas isso não importa. Uma vida “bem sucedida” significa viver com humildade e amor enquanto se tenta seguir a Deus em tudo o que fazemos. A derrota é uma possibilidade, mas também a santidade.

Por : Cecilia Pigg

 

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publicado às 06:43


Santa Clara derrotou um exército inteiro

por John Soares, em 28.10.19

helley.jpgO dia em que Santa Clara derrotou um exército inteiro

A fiel discípula de São Francisco de Assis usou uma arma secreta

 

Santa Clara, fiel discípula de São Francisco de Assis, possuía uma forte fé em Deus. Essa fé foi colocada à prova quando um exército de soldados estava causando estragos no vale de Spoleto e voltou seus olhos para Assis.

 

Fora dos muros de Assis fica o mosteiro de São Damião, onde Santa Clara e sua pequena comunidade de freiras viveram. Quando os soldados chegaram à cidade,  o primeiro obstáculo foi este mosteiro. Por isso, eles começaram a escalar as muralhas e a aterrorizar as religiosas inocentes.

 

Santa Clara estava em seu leito, doente. Porém, as irmãs ficaram profundamente assustadas e foram imediatamente até ela, em busca de conselho. A Enciclopédia Católica narra o que acontece a seguir:

 

“Clara, calmamente levantando-se de sua cama, doente, e tomando o cibório da pequena capela ao lado de sua cela, procedeu a enfrentar os invasores em uma janela aberta contra a qual já tinham colocado uma escada. É relatado que, quando ela ergueu o Santíssimo Sacramento, os soldados que estavam prestes a entrar no mosteiro caíram para trás como se estivessem deslumbrados, e os outros que estavam prontos para segui-los levantaram voo”.

 

Ela também se ajoelhou e fez uma curta oração a Deus, pedindo-lhe que protegesse as partes restantes da cidade. Em vez de tentar encontrar outro lugar para entrar na cidade, o exército recuou e nunca mais voltou.

 

Curiosamente, esta não foi a última vez que Santa Clara salvou a cidade. Mais tarde, um soldado liderou o exército imperial contra Assis, esperando reivindicá-lo por si mesmo. Quando Santa Clara ouviu que suas tropas estavam se aproximando da cidade, ela pediu à comunidade para parar tudo e orar a Deus por proteção.

Imediatamente o exército foi disperso. O líder do exército nunca voltou e a cidade de Assis permaneceu em paz.

 

A oração e a presença eucarística de Jesus eram as armas secretas de Santa Clara, capazes de afastar exércitos inteiros. Isso nos lembra que a verdadeira fé pode “mover montanhas” e até mesmo proteger uma cidade da guerra.

Por : Philip Kosloski

 

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publicado às 06:22


A avó que salvou mais de 22 mil bebês

por John Soares, em 28.10.19

helley.jpgParte para a eternidade a avó que salvou
mais de 22 mil bebês do aborto na Itália

Sua última mensagem: “A vida é amor. Permaneçamos juntos,

continuando a pensar em nossa missão, construindo assim o futuro”

 

Paola Bonzi, fundadora dos Centros de Ajuda à Vida, na Itália, faleceu aos 76 anos na tarde da última sexta-feira, 9 de agosto, em Brindisi, onde passava férias com o marido. A obra pró-vida que ela instituiu em Milão em 1984 salvou até hoje 22.633 bebês de serem abortados.

 

Cega desde os 23 anos de idade, Paola se dedicou desde jovem à educação de crianças com deficiência. Mais tarde, também se formou em consultoria familiar e ciências religiosas.

 

Desde 1978, quando a Itália aprovou a lei do aborto, passou a trabalhar em prol das gestantes e dos nascituros, o que a levou a fundar o primeiro Centro de Ajuda à Vida junto a um hospital, a Clínica Mangiagalli. Vários outros centros se seguiram, consolidando uma vasta rede de voluntários que ampararam milhares de mães e as ajudaram a lutar pela vida e bem-estar dos bebês que elas tinham chegado a pensar em abortar.

 

A atual presidente dos Centros de Ajuda à Vida, Marina Casini Bandini, em nota sobre o falecimento de Paola Bonzi, a descreveu assim:

 

“Corajosa, gentil, empreendedora, doce, tenaz, apaixonada e sempre pronta para acolher, pessoalmente, as mães tentadas a abortar por causa de uma gravidez difícil e inesperada. Ela levava para uma dimensão calorosa e humana, feita de escuta, empatia, confiança, esperança, apoio, acolhimento, as mulheres a quem o frio da indiferença e a cultura envenenada empurravam a renunciar a dar à luz o próprio filho. [Paola] repetia sempre que as crianças nasciam graças às suas mães, porque, no coração da mulher, reside o sim à vida”.

 

Paola Bonzi mantinha uma página no Facebook para compartilhar histórias de bebês que foram salvos do aborto nos Centros de Ajuda à Vida. A última mensagem que ela postou na página termina com uma frase significativa:

 

A vida é amor. Permaneçamos juntos, continuando a pensar em nossa missão, construindo assim o futuro”.

 

O testemunho de quem foi ajudada pela obra de Paola.

 

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publicado às 06:12

helley.jpgOs poderosos conselhos de um santo para seu filho

Dicas valiosas (e atuais), que colocaram um dos filhos

de Santo Estêvão no caminho da santidade

 

Santo Estêvão da Hungria foi um rei no século XI. Governou com justiça e caridade, colocando-se sob a proteção da Virgem Maria. Ele também era um pai honesto, que fez o que pode para transmitir sua fé católica aos seus dois filhos.
Ele deve ter feito um bom trabalho porque um deles, Américo, foi canonizado na mesma cerimônia que seu pai.

 

Abaixo está um trecho de uma carta de Estêvão a Américo, em que ele destaca as virtudes necessárias para ser um bom cristão no mundo.

 

As palavras são poderosas e continuam a ressoar quase mil anos depois:

 

Meu amado filho, deleite do meu coração, esperança de posteridade, eu oro, eu ordeno que a cada momento e em tudo, fortalecido pela sua devoção a mim, você possa ajudar não apenas aos familiares ou aos mais ilustres, sejam eles líderes, homens ricos, vizinhos ou compatriotas, mas também a estrangeiros e todos os que vêm a você. Cumprindo seu dever dessa maneira, você alcançará o mais alto estado de felicidade.

 

Seja misericordioso com todos os que sofrem violência, mantendo sempre em seu coração o exemplo do Senhor, que disse: “Desejo misericórdia e não sacrifício”. Seja paciente com todos, não apenas com os poderosos, mas também com os fracos. Por fim, seja forte para que a prosperidade não o leve a muito, e a adversidade o derrube.

 

Seja humilde nesta vida, para que Deus possa te levantar na próxima.

 

Seja verdadeiramente moderado e não puna ou condene alguém de forma desmedida.

 

Seja gentil para que você nunca possa se opor à justiça.

 

Seja honroso para que você nunca possa voluntariamente trazer desgraça a ninguém.

 

Seja casto para evitar toda a impureza da luxúria, como as dores da morte. Todas essas virtudes que observei acima constituem a coroa real e, sem elas, ninguém é apto a governar aqui na terra ou a alcançar o reino celestial.


Por : Philip Kosloski 

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publicado às 06:03


Santo Estêvão da Hungria

por John Soares, em 28.10.19

helley.jpgTem rei Santo? Tem sim, Santo Estêvão da Hungria

Ele foi decisivo para a conversão do reino e teve até um filho também santo

Considerando que a santidade consiste simplesmente em participar da Vida de Deus, mantendo-se em estado de graça e em união feliz com Ele, então ela está ao alcance de qualquer pessoa disposta a isso, independentemente do seu estado de vida. Isto vale também para poderosos como nobres e reis – e não faltam casos que comprovam que o poder e o dinheiro podem, sim, ser bem empregados em prol do povo e administrados sem corromperem a alma do governante.

 

Reis e santos de várias épocas

Um dos monarcas santos mais famosos da história da Igreja é São Luis IX, rei da França entre 1226 e 1270. Modelo de pai, ele escreveu uma poderosa carta a seu filho com trechos como “Minha primeira instrução é que você deve amar o Senhor Deus com todo o coração e toda a força“, bem como “Seja bondoso com os pobres, com os desafortunados e os aflitos: dê a eles o máximo de ajuda e consolo que puder“. Outro exemplo é o rei inglês Santo Eduardo, o Confessor, nascido no ano 1003 e reconhecido como fervoroso espiritualmente, muito afável com as pessoas e grande defensor da paz; além disso, ele é padroeiro dos separados e dos casamentos difíceis. O alemão Santo Henrique II, por sua vez, é o único imperador em toda a história a ter sido declarado santo pela Igreja: neto de Carlos Magno, ele comandou o Sacro Império Romano Germânico de 1014 até 1024. Não canonizado, mas reconhecido como devoto de Nossa Senhora, o rei Alfonso IX, de Leão e Galícia, na atual Espanha, protagoniza no século XII o interessante episódio dos “dois pratos da balança”, que você pode ler aqui. Bem mais recente e com sua causa de canonização em andamento, o imperador Carlos, o último da Áustria, também era admirado como um grande homem de família, marido leal à esposa, Zita, e pai cuidadoso de 8 filhos.

 

Mas o rei de quem falaremos hoje é o santo do dia neste 16 de agosto: Santo Estêvão da Hungria.

 

Nascido no final do século X, filho do príncipe Geza e da rainha Sarolta, foi aluno de Santo Adalberto e recebeu educação cristã depois que sua família se converteu ao cristianismo, num cenário em que o povo ainda estava acostumado a adorar vários deuses. Casou-se com a beata Gisela da Baviera, irmã do imperador do Sacro Império Romano Germânico, Santo Henrique II, e, quando seu pai morreu, sucedeu-o no trono e pediu a ajuda do Papa Silvestre II para que o Ocidente reconhecesse o seu reinado. O Papa enviou então Santo Anastácio, discípulo de Santo Adalberto, para coroar o novo rei, que, na sequência, se inspirou na fé e nos valores cristãos para organizar a vida política do seu povo.

 

Além de construir igrejas e mosteiros, o rei Estêvão manteve como colaboradores de confiança os monges beneditinos, de cuja ordem vieram os primeiros bispos do novo reino.

 

Santo Estêvão e seu filho Santo Américo defenderam corajosamente os húngaros do ataque de Conrado II. No ano seguinte a essas batalhas ferozes, Américo morreu.

 

O monarca partiu desta vida em 15 de agosto de 1038, após ter conseguido com seu testemunho que muita gente do reino se convertesse. Canonizado pelo Papa São Gregório VII em 1083, é celebrado liturgicamente em 16 de agosto.

 

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publicado às 05:52


Santo Agostinho em relação à Bíblia

por John Soares, em 28.10.19

SAINT AUGUSTINE

Como Santo Agostinho conseguiu superar
o tédio em relação à Bíblia

Agostinho era um homem culto, mas não era um grande fã das Sagradas Escrituras

Para muitos cristãos, ler a Bíblia não é exatamente um passatempo divertido. Tirando algumas histórias mais interessantes, o resto da Bíblia pode parecer um conjunto chato de páginas, que não fazem o menor sentido. Se você já se sentiu assim, saiba que você não está sozinho.

 

Santo Agostinho, um dos santos mais conhecidos de todos os tempos, também não era um grande fã da Bíblia. Por muitos anos, ele evitou abrir a Bíblia e preferiu ler outra literatura que lhe fosse mais agradável.


Em suas Confissões, ele escreve:

 

“Sinto me que [agora] sintonizei com essas Escrituras, mas elas me pareciam indignas de serem comparadas com a dignidade de Tully; pois meu orgulho inflado evitava seu estilo, nem a agudeza de minha inteligência podia penetrar em seu significado interior.”

 

O estilo de escrita não agradava a Agostinho, que era um homem muito culto e preferia ler poetas e filósofos gregos a investir na linguagem insípida encontrada nas escrituras.

 

No entanto, seu coração começou a mudar quando Santo Ambrósio começou a ensiná-lo a ler as Escrituras e a ver a beleza da história da salvação:

 

“Com prazer, ouvi Ambrósio em seus sermões ao povo. Muitas vezes [ele]recomendava com mais diligência esse texto como regra: ‘a letra mata, mas o Espírito vivifica’. Afastando o véu místico, ele espiritualmente abriu o que, aceito de acordo com a carta, parecia ensinar doutrinas perversas – ensinando aqui nada que me ofendesse, embora ele ensinasse coisas que eu ainda não sabia se eram verdadeiras.”

 

Ele ainda não estava convencido de que a Bíblia era verdadeira, mas a beleza das escrituras estava lentamente se revelando a ele. Agostinho encontrou consolo lendo as Cartas de São Paulo, e ficou ainda mais fascinado quando abriu o Evangelho de João e descobriu uma conexão única entre os escritos deste apóstolo e vários ensinamentos filosóficos.

 

O que selou seu amor pelas escrituras foi uma experiência espiritual que o colocou no caminho da conversão:

 

“Eu estava dizendo essas coisas e chorando na mais amarga contrição do meu coração, quando, eis que ouvi a voz de um menino ou uma menina, não sei qual, vindo de uma casa vizinha, cantando e repetindo,  pegue e leia. Imediatamente meu semblante mudou, e comecei a pensar seriamente se era comum que crianças de qualquer tipo de jogo cantassem tais palavras; nem me lembro de ter ouvido falar disso. Então, reprimindo a torrente de minhas lágrimas, levantei-me, interpretando-o de outra maneira se não como um comando para mim do céu para abrir o livro, e para ler o primeiro capítulo que eu deveria iluminar … Assim rapidamente retornei ao lugar onde Alypius estava sentado; porque ali baixei o volume dos apóstolos quando me levantei. Eu agarrei, abri e, em silêncio, li o parágrafo em que meus olhos caíram pela primeira vez: ‘Com­por­temo-nos honestamente, como em pleno dia: nada de orgias, nada de bebedeira; nada de desonestidades nem dissoluções; nada de contendas, nada de ciúmes.Ao contrário, revesti-vos do Senhor Jesus Cristo e não façais caso da carne nem lhe satisfaçais aos apetites'(Romanos 13,13-14)… Quando a frase terminou – por uma luz, por assim dizer, de segurança infundida em meu coração – toda a tristeza da dúvida desapareceu.

 

Embora nem todos tenham uma experiência espiritual como a de Santo Agostinho, todos podem passar a gostar das Escrituras quando aprenderem a lê-la. A Bíblia não é um romance moderno e sua história pode ser confusa para um leitor iniciante. No entanto, quando a totalidade da história da salvação é explicada, a Bíblia ganha vida.


Por : Philip Kosloski 

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publicado às 05:41


Como a filha de Stalin se tornou católica

por John Soares, em 28.10.19

helley.jpgComo a filha de Stalin se tornou católica

Conheça a trajetória religiosa de Svetlana Alliluyeva

 

Aimportância dos avós na vida de alguém nunca deve ser subestimada. Isso pode ser constatado claramente na vida de Svetlana Alliluyeva, filha única do ditador soviético Josef Stalin.

 

Nascida em 1926, ela cresceu em uma atmosfera onde Deus nunca foi mencionado. Seu pai era do Partido Comunista e, no seu governo, fez o possível para minimizar o papel da religião na vida das pessoas – ou usá-la para promover a ideologia comunista.

 

No entanto, esse poder temporal não era mais forte do que o exemplo da mãe georgiana de Stalin – avó paterna de Svetlana.

 

“Os primeiros 36 anos em que vivi no estado ateu da Rússia não foram uma vida sem Deus. No entanto, fomos educados por pais ateus, por uma escola secularizada, por toda a nossa sociedade profundamente materialista. Não se falou em Deus ”, escreveu Alliluyeva em sua autobiografia Vinte Cartas a um amigo. “Minha avó paterna, Ekaterina Djugashvili, era uma camponesa quase analfabeta, precocemente viúva, mas que tinha confiança em Deus e na Igreja. Muito piedosa e trabalhadora, ela sonhava em tornar seu filho – meu pai – um padre”.

 

Esse sonho nunca se concretizou, é claro.

 

A mãe da mãe de Svetlana, Olga Allilouieva, também desempenhou um papel importante na vida dela: “Ela falava conosco de bom grado sobre Deus: dela ouvimos pela primeira vez palavras como alma e Deus”, testemunhou. “Para ela, Deus e a alma eram os próprios fundamentos da vida. Agradeço a Deus que ele tenha permitido que minhas queridas avós nos transmitissem as sementes da fé; apesar de serem obsequiosamente exteriores à nova ordem das coisas, elas mantiveram sua fé em Deus e Cristo profundamente em seus corações ”, concluiu.

 

Essas sementes foram nutridas pela experiência de vida e regadas por lágrimas. Alliluyeva lembrou quando, pela primeira vez em sua vida, orou a Deus por cura. Foi em nome de seu filho de 18 anos, que estava muito doente. “Eu não conhecia nenhuma oração, nem mesmo o Pai Nosso”, escreveu ela. “Ele me ouvia, eu sabia. Após a cura, um intenso sentimento da presença de Deus me invadiu. ”

 

Com o tempo, ela conheceu o Pe. Nicolás Goloubtzov, que batizava secretamente adultos que viviam sem fé. “Eu precisava ser instruída sobre os dogmas fundamentais do cristianismo”, disse ela. Ela foi batizada na Igreja Ortodoxa Russa em 20 de maio de 1962.

 

Cinco anos depois, depois de desertar da União Soviética e ir morar na Suíça, ela encontrou católicos romanos pela primeira vez. Ao mudar-se para os Estados Unidos, encontrou uma enorme diversidade de tradições religiosas.

 

Um dia, ela recebeu uma carta de um padre católico da Pensilvânia, que a convidou para fazer uma peregrinação a Fátima, por ocasião do 50º aniversário das aparições de Nossa Senhora. Ela não pode ir, mas manteve uma correspondência de quase 20 anos com o padre. Em 1976, ela fez amizade com um casal católico na Califórnia e viveu com eles por dois anos.

 

Em 1982, ela e a filha se mudaram para Cambridge, Inglaterra. “Meus contatos com os católicos sempre foram naturais, calmos e encorajadores”, lembrou ela. “Ler livros notáveis ​​como Raissa Maritain [a esposa russa de Jacques Maritain e convertida ao catolicismo] me ajudou a me aproximar cada vez mais da Igreja Católica.”

 

Ela acabou entrando na Igreja Católica e tornou-se uma frequentadora de Missas diariamente. “Antes, eu não estava disposta a perdoar e a me arrepender, e nunca fui capaz de amar meus inimigos”, escreveu ela. “Mas me sinto muito diferente de antes, já que assisto à Missa todos os dias. A Eucaristia foi vivificada e necessária para mim. O sacramento da reconciliação com Deus a quem ofendemos, abandonamos e traímos todos os dias, o sentimento de culpa e tristeza que nos invade: tudo isso torna necessário recebê-lo com frequência ”.


Por : John Burger

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publicado às 05:32

SAINT MARIA DE MATTIAS

O dia em que a Virgem Maria apareceu
para uma menina no espelho


Este foi apenas o começo de uma vida entregue a Deus

 

Maria de Mattias nasceu e foi batizada em 4 de fevereiro de 1805, na pequena cidade de Vallecorsa, a cerca de 80 quilômetros ao sul de Roma. O pai dela, Giovanni de Mattias, era de uma família importante da região e era bem-sucedido.

 

Maria foi a segunda de quatro filhos. Sua irmã Vincenza era 11 anos mais velha que ela, então elas não tinham muito em comum socialmente. Seus dois irmãos, Antonio e Michele, eram muitos anos mais novos.

 

Durante esse período, a turbulência política era constante em Vallecorsa. Muitos dos jovens locais eram membros de gangues e estavam continuamente invadindo e intimidando os moradores. Líderes de gangues planejavam sequestros porque crianças de famílias com dinheiro geralmente rendiam valiosos resgates. Maria, sendo de uma família com dinheiro, era alvo dos sequestradoras. Ela não saia de casa, a menos que fosse acompanhada pelo pai.

 

Maria era bastante vaidosa e gostava de apreciar sua imagem no espelho enquanto escovava seus longos cabelos loiros. No entanto, tudo mudou quando ela se aproximava dos 16 anos. Um dia, enquanto se arrumava, viu uma senhora olhando para ela de “dentro” do espelho. Maria ficou bastante assustada, e então a senhora disse: “Venha comigo”.

 

Maria começou a conversar com a senhora e pediu sua ajuda. Ela queria aprender a ler. Seu pai achava que as meninas não precisavam saber ler ou escrever. A senhora disse-lhe para não se preocupar e que ela a ajudaria. Logo, Maria conseguiu pegar cartas e colocá-las em palavras e, em pouco tempo, a jovem estava lendo. Com a ajuda celestial de uma senhora extraordinária, ela havia aprendido a ler.

 

Ela continuou, e logo estava lendo livros espirituais que a família tinha em casa. A senhora revelou-se como a Mãe Santíssima e, durante várias outras conversas, Maria percebeu que deveria dedicar sua vida a Deus. A única coisa que faltava para ela era descobrir como.

 

Durante a estação quaresmal de 1822, Gaspar del Bufalo (o fundador dos Missionários do Sangue Precioso) chegou à cidade com sua equipe missionária para pregar. A missão continuou por três semanas, e os missionários pregaram sobre morte, julgamento, punição, inferno, amor,  misericórdia e perdão de Deus.

 

Maria ouviu Gaspar pedir a seus ouvintes que imitassem Jesus, dando a vida pelos irmãos e irmãs que precisavam.

 

Quando a missão terminou, Maria de Mattias estava cheia de amor pelo próximo e  determinada a trazer conversão e salvação àqueles que Cristo amava.

 

Gaspar del Bufalo tinha um braço direito chamado John Merlini. Dois anos depois, Merlini foi a Vallecorsa para pregar a missão. Merlini e seus seguidores estavam ocupados, reunindo associações para meninas, mulheres, meninos, homens e padres. Maria sentiu-se atraída por esse homem, mas teve medo de se aproximar dele.

 

Finalmente, ela o fez, e eles se tornaram bons amigos. Merlini a colocou no comando das Filhas de Maria, a associação das meninas. Maria assumiu o comando, e mais e mais meninas começaram a vir à sua casa para conversar, estudar e rezar. Em pouco tempo, mulheres mais velhas estavam chegando à casa. A casa de Mattias havia se transformado em uma escola para jovens e idosos.

 

Em 4 de março de 1834, aos 29 anos, sob a orientação e ajuda de John Merlini, Maria fundou as Irmãs Adoradoras do Sangue de Cristo. A ordem foi estabelecida principalmente para ser uma ordem de ensino. Maria fez um voto público de castidade e John Merlini deu a ela um pequeno coração de ouro impresso com três gotas de sangue. Isso se tornou o símbolo da ordem, e até hoje um coração de prata com três pontos vermelhos é usado pelas irmãs em todo o mundo. O papa Pio IX deu a aprovação papal à Ordem em 1855, e John Merlini se tornou o diretor espiritual de Maria.

 

Hoje, mais de 2.000 irmãs continuam o trabalho de sua fundadora em países de todo o mundo, incluindo Brasil, Vietnã, Coréia do Sul, Estados Unidos, Bolívia, Guatemala e até Libéria, onde cinco das irmãs foram martirizadas em 1992.


Por : Larry Peterson 

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publicado às 05:20


A santidade é para todos !

por John Soares, em 28.10.19

helley.jpgSantidade em família:
Histórias de pais e irmãos santos.

A santidade é para todos !

 
No Catecismo da Igreja, nos documentos e na Palavra de Deus, o convite a uma vida de perfeição da caridade e a plenitude da vida cristã é indicado como vocação universal de todos os batizados.

 

Nesse caminho, não estamos sozinhos. Ao longo da história, muitos foram os homens e mulheres que trilharam o caminho da perfeição, da renúncia e do combate espiritual para viver uma vida em plena comunhão com Deus.

 

Papa Francisco lembra que os santos são “amigos de Deus” e nos mostram que buscar uma vida de santidade “não decepciona”.

 

De modo mais simples, Francisco ainda lembra que é na vida cotidiana que somos chamados a viver segundo o Espírito. “Ali onde você trabalha você pode se tornar santo”. Mas também na família, onde partilhamos de modo mais íntimo a nossa vida, é que devemos buscar viver a santidade. Não é fácil, mas é possível!

 

Veja o exemplo dos pais santos, Emília e Basílio, que viveram no século quatro depois de Cristo.

 

Emília, filha de um mártir, teve nove filhos e destes, quatro se tornaram santos: São Basílio Magno, Santa Macrina, São Gregório de Nissa e São Pedro Sebaste.

 

A santidade dessa família se apresenta entre os ritos da Igreja do Oriente e do Ocidente.

 

Dos quatro filhos do casal, destaca-se São Basílio Magno, que é doutor da Igreja.

 

São Basílio Magno também conviveu com outro santo, São Gregório Nazianzeno. Reúne em sua pessoa um grande homem da Igreja e teólogo, fundador do monacato oriental e perfeito humanista.

 

Santa Macrina, a jovem. Recebeu esse nome porque o herdou de sua avó. Era a filha mais velha e, junto da mãe, formaram um convento onde viveram uma vida modesta, de oração e ajudando os pobres. Ela teve importante papel da educação dos irmãos, o que é descrito por eles em seus escritos.

 

São Gregório de Nissa pode ser comparado a Tomás de Aquino por enfrentar os problemas em sintonia com a fé e a razão.

 

São Pedro de Sebaste era o mais jovem dos irmãos e foi muito instruído pela sua irmã. Morou junto com o irmão Basílio, no mosteiro masculino fundado por sua mãe e ali viveu dividido entre os estudos, na ajuda aos necessitados e na oração.

 

Além dessa família, a Igreja conta ainda com o exemplo de muitos irmãos santos e casais santos.

 

Um bom exemplo, e mais recente, é o do casal Luís Martin e Maria Zélia Guérin, pais de Santa Teresinha do Menino Jesus, que viveram o serviço cristão na família, construindo dia após dia um ambiente cheio de fé e amor; e, neste clima, germinaram as vocações de três das filhas, entre elas, Santa Teresinha.

 

Os santos são nossos amigos e estão à porta, mostrando a beleza e a felicidade de encontrar em Cristo nossa missão, que nos faz viver em plenitude e nos humaniza por inteiro.

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publicado às 05:07


A jovem que se livrou do diabo ...

por John Soares, em 28.10.19

helley.jpgA incrível história da jovem que se livrou do diabo 
porque se chamava Maria

Este Santo Nome tem poder!

Santo Afonso Maria de Ligório relata em seu livro “As Glórias de Maria” (Cap. X) que, seguindo as referências de outros dois autores católicos, por volta do ano 1465 vivia em Güeldres (Holanda) uma jovem chamada Maria que foi levar alguns recados à Nimega (Países Baixos) e ali foi tratada grosseiramente pela sua tia.

 

No caminho de volta, a jovem desconsolada e com raiva invocou a ajuda do demônio e este apareceu em forma de homem e prometeu ajudá-la com algumas condições.

 

“‘Não lhe peço outra coisa – disse o inimigo – mas de agora em diante não faça novamente o sinal da cruz e mude de nome’. ‘Quanto ao primeiro, não farei mais o sinal da cruz – respondeu-lhe –, mas meu nome de Maria, não mudarei. Gosto muito dele’. ‘Então eu não te ajudarei’, replicou o demônio”.

 
 

Certo dia, a jovem disse ao inimigo que desejava ir à sua terra, o demônio odiou essa ideia, mas finalmente consentiu. Ao chegar à cidade de Nimega, descobriram que estava tendo uma apresentação na Praça a vida de Santa Maria.

 

“Ao ver tal apresentação, a pobre M, por aquela pequena devoção à Mãe de Deus que havia conservado, começou a chorar. ‘O que fazemos aqui? – disse-lhe o companheiro – Você quer que representemos outra comedia?’ Agarrou o seu braço para tirá-la daquele lugar, mas ela resistia, então ao ver que a perdia, enfurecido a levantou e a lançou no meio do teatro”.

Em seguida, a jovem contou sua triste história, foi confessar-se com o pároco, que a remeteu ao Bispo e este ao Papa. O Pontífice, depois de ouvir sua confissão impôs como penitência levar sempre três argolas de ferro: uma no pescoço e uma em cada braço.

 

A jovem Maria obedeceu e foi para Maestricht (Países Baixos), onde viveu em um mosteiro para penitentes.

 

“Ali viveu quatorze anos fazendo grandes penitências. Uma manhã, ao levantar-se viu que as três argolas tinham quebrado. Dois anos depois, morreu com fama de santidade; e pediu para ser enterrada com aquelas três argolas que, de escrava do inferno, tinham-na transformado em feliz escrava da sua libertadora”.

 

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publicado às 04:59

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