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D. FREI ESTÊVÃO DE JESUS MARIA

por John Soares, em 27.12.19

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D. FREI ESTÊVÃO DE JESUS MARIA, nascido em Mafraa 26 de Dezembro de 1786 e falecido em Angra do Heroísmo a 28 de Julho de 1871, da Ordem dos Frades Menores Reformados, foi o 27.º bispo de Angra, governando formalmente a diocese no período de 1827a 1870, embora, com as convulsões provocadas pela guerra civil e pela sua adesão ao miguelismo, apenas tenha assumido o governo efectivo da diocese em 1840, e ainda assim permanecendo 19 anos, até 1859, em virtual exílio na ilha de São Miguel, aparentemente sem se atrever a entrar na sua cidade episcopal de Angra, por demais conotada com o liberalismo.
 
Foi baptizado na freguesia de Santo André de Mafra a 2 de Janeiro de 1787, ingressando em 1801, com apenas 15 anos, como noviço na ordem franciscanados Frades Menores Reformados da Província da Arrábida, na qual professou um ano depois.
 
Ganhando fama como intelectual erudito e bom músico, passou a ensinar Hermenêuticano seu convento, encargo que manteve durante 9 anos. Após o regresso da corte a Lisboa, e tendo a sua fama chegado à corte, foi convidado para confessor de D. João VI e professor da infanta D. Isabel Maria de Bragança, ganhando tal influência e distinção que recebeu a comenda da Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa e, por decreto de D. Bernardo António de Figueiredo, bispo do Algarve e então Ministério dos Negócios Eclesiásticos e de Justiça, foi a 26 de Junho de 1825proposto 14.º bispo de Meliapor, hoje Mylapore, não tendo entrado na diocese. Foi posteriormente proposto bispo de Angra, dignidade em que foi confirmado por bula do papa Leão XII, datada de 26 de Janeiro de 1828, tendo tomado posse da diocese, por procuração, a 30 de Abril de 1828.
 
Em Angra, no acto da sua posse, o Cabido presidido pelo deão Dr. João José da Cunha Ferraz, não dispensou três dias de luminárias em sinal de regozijo pela nomeação do novo bispo. O cónego José Augusto Pereira,[]afirma que a bula da confirmação trazia a obrigação de instituir na diocese um Seminário, conforme as prescrições do Concílio Tridentino e um Monte-Pio, objectivos que desde há muito os bispos de Angra prosseguiam sem êxito.
 
D. Frei Estêvão de Jesus Maria ainda estava em Lisboa, ao que parece preparando-se para partir para os Açores, quando eclodiu em Angra a revolta liberal de 22 de Junho de 1828, em resultado da qual, com o apoio do Batalhão de Caçadores n.º 5, então aquartelado no Castelo de São João Baptista do Monte Brasil, implanta definitivamente o regime liberal na Terceira. Não o sabemos se por convicção se por ser a isso forçado, o novel bispo de Angra emite a 7 de Março de 1829uma pastoral de cariz marcadamente pró-miguelista, que reforçou a 8 de Julho com um apelo à rebelião contra o regime liberal em que exaltava o governo absolutista. Esta atitude marcou o bispo como aderente ao partido miguelista, colocando-o em oposição às forças dominantes em Angra, situação que marcaria por muitas décadas o seu episcopado.
 
Tendo Angra e Lisboa seguido caminhos diferentes, assumindo-se ambas as cidades como capital de cada um dos partidos em que Portugal se dividiu durante as guerras liberais, o bispo permaneceu naturalmente em Lisboa, sendo considerada persona non grata na sua diocese. Considerado inimigo dos direitos inauferíveis da rainha D. Maria II de Portugal, mantendo-se refugiado em Lisboa e sofrendo na diocese os maiores insultos.
 
Quando D. Pedro de Bragança se instalou nos Açores, uma das principais reivindicações dos liberais açorianos era a nomeação de um bispo liberal, que aceitasse as novas regras democráticas entretanto instituídas. Na impossibilidade de nomear um bispo, face ao não reconhecimento do novo regime pela Santa Sé e à certeza de que seria negada a bula de confirmação, D. Pedro, por carta régia de 30 de Maio de 1832, nomeou governador temporal e visitador geral do Bispado, por ausência e rebeldia do bispo, o bacharel Bernardo do Canto Machado de Faria e Maia, prior da Matriz de São Sebastião de Ponta Delgada. Este prior pertencia a uma das mais importantes famílias terra tenentes da ilha de São Miguel, sendo a sua nomeação um prémio ao apoio familiar concedido à causa liberal. A nomeação foi deveras controversa, não colhendo a aceitação do Cabido nem da generalidade do clero da Terceirae das restantes ilhas.
 
Quando os liberais entraram em Lisboa, em 1834, o bispo foi naturalmente preso às ordens do governo constitucional, ficando detido durante sete meses no Convento de São Vicente de Paula, em Rilhafoles. Culminavam assim 8 anos de ausência da diocese, durante os quais as mudanças tinham sido imensas, com a Igreja Católica a perder boa parte da sua influência política e património, com as ordens religiosas extintas e boa parte das obrigações e capelas de mão morta a serem libertadas desse ónus, com manifesto prejuízo da diocese. Até os Sermões da Tábua, que se faziam nas festividades de rito inferior e que em grande número se celebravam na Sé, foram extintos em 1835.
 
Entretanto, em Lisboa, o bispo mudara de posição, jurara a Constituição Política da Nação e tinha ido progressivamente conquistando a boa vontade, ou pelo menos a tolerância, do novo poder. O fim da hostilidade selou-se quando frei Estêvão de Jesus Maria assentiu, apesar de mais antigo, na nomeação de D. frei Francisco de São Luís, que viria a ser o célebre cardeal Saraiva, para vigário capitular do Patriarcado e pouco depois para arcebispo de Lisboa. O assentimento do bispo agradou de tal maneira ao Governo que o seu passado foi esquecido e foi promovida a sua reintegração na Diocese de Angra.
 
Finalmente, em finais 1839 decidiu-se finalmente partir para a sua diocese, não sem antes de publicar em Lisboa, em folha avulsa e de grande formato, uma notável e conciliadora pastoral, datada de 19 de Outubro de 1839. Nos Açores, em vez de se dirigir à sua Sé Catedral, em Angra, preferiu quedar-se por Ponta Delgada, onde fez entrada solene e se hospedou na casa da influente família Cymbron, na rua de Santa Bárbara.
 
Não obstante a grande oposição que se lhe moveu na Terceira, e mesmo em Lisboa, onde o assunto foi tema de diversas intervenções parlamentares, permaneceu em São Miguel cerca de 19 anos. Embora os seus defensores afirmem que a continuada presença em São Miguel se deveria à maior facilidade de receber a respectiva côngrua, paga pela rica alfândega da cidade de Ponta Delgada enquanto ali residisse, a principal razão seria a relutância em enfrentar uma cidade e um Cabido que lhe eram tão hostis e que lhe haviam vituperado os maiores insultos durante a Guerra Civil.
 
Apenas a 21 de Setembro de 1859, depois do deputado José Silvestre Ribeiro, com apoio do faialense António José de Ávila, futuro duque de Ávila e Bolama, ter no parlamento criticado duramente a situação episcopal nos Açores, e depois passadas quase duas décadas de auto-exílio em São Miguel, o bispo chegou a Angra. Dirigiu nessa ocasião na Catedral uma saudação congratulatória, ocupando, enfim, a sua Cátedra.
 
Homem conservador e oposto a muitas das novidades que o novo regime ia paulatinamente introduzindo, notabilizou-se por uma exposição de protesto dirigida ao Governo, contra a forma como o decreto de 17 de Maio de 1832, ainda do tempo de Mouzinho da Silveira, estava a ser executado nos Açorespela Comissão da Reforma Eclesiástica nos Açores entretanto formada. Foi atendido em boa parte, o que demonstra a condescendência que entretanto granjeara da parte do poder liberal.
 
A principal acção do prelado foi a criação do Seminário Episcopal de Angra, inaugurado a 9 de Novembro de 1862no Convento de São Francisco de Angra, depois de feitas as necessárias remodelações.
 
Outro facto que o notabilizou foi a realização da controversa Missão de 1866, com influência dos banidos Jesuítas, que decorreu nos Açores sob a liderança do célebre padre Carlos João Rademaker, S.J. (1828-1885) e incluindo outros sacerdotes notáveis, nomeadamente os padres João Rebelo Cardoso de Meneses, Luís Prosperi e frei José do Bom Sucesso Guerreiro.
 
Embora a idade não lhe permitisse tomar parte no Primeiro Concílio do Vaticano, ainda assim defendeu a Infalibilidade Pontifícia na definição ex cathedra de tudo o que pertence à fé e aos costumes.
 
Em 1870, aos 83 anos, doente, solicitou a nomeação como coadjutor do seu particular amigo e braço direito, o vigário geral Dr. Ferreira de Sousa, que lhe foi negado. Perante a recusa, nomeou, a 31 de Maio de 1870, o referido vigário geral como governador do bispado e retirou-se para a Quinta da Misericórdia, no lugar do Pico da Urze, arredores de Angra. Faleceu naquela quinta a 28 de Julho seguinte.
 
Face a lei que proibia os tradicionais enterramentos na Sé, foi o primeiro bispo a ser sepultado no cemitério de Nossa Senhora do Livramento, onde lhe foi erigido, por subscrição pública, um mausoléupara onde transitaram os seus restos mortais. Conta-se que ao passar o enterro no Alto das Covas uma pomba branca pousara sobre o ataúde.

 

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publicado às 12:21


Nunca deixe Deus fora de seus planos ...

por John Soares, em 26.12.19

111.jpgNunca deixe Deus fora de seus planos,

Ele é fundamental para que tudo dê certo.

 

Muitas vezes, nós fazemos planos e nos esquecemos de um dos principais elementos de cada um deles: Deus.

 

Planejamos o nosso sucesso, crescimento profissional e pessoal, felicidade e prosperidade e esquecemos de incluir Aquele que será o responsável para que todas as coisas aconteçam da maneira como esperamos.

 

Deus é uma peça fundamental para o sucesso em todas as áreas de nossa vida, é Ele quem está no controle de todos os acontecimentos do mundo, e cada um de nossos desejos passa por Suas mãos antes de tornar-se realidade.

 

Podemos desdenhar de Deus e de Seu poder, mas a realidade é que, por mais capazes de sejamos, nunca vamos muito longe sem a Sua bênção e apoio. Deus é quem cuida de nós, quem guia nossos passos desde o primeiro dia de vida.

 

Por mais que tentemos lutar contra Deus, nunca poderemos escapar de Sua influência. Cada coisa, por menor que seja, só acontecesse conosco depois de Sua permissão.

 

Cada sonho de vida e mudança de realidade só se torna possível se Deus autorizar.

Você pode sonhar e planejar infinitas coisas para si mesmo e sua trajetória, mas se se esquecer de fazer de Deus seu amigo e conversar com Ele sobre tudo aquilo que deseja, terá dificuldade de ver a realização de todos os planos que você elabora.

 

Deus é o melhor amigo e aliado que você pode ter a qualquer momento, Ele o apoiará unicamente por amor, e não nutrirá nenhum sentimento negativo por você, como inveja, algo muito comum em muitas pessoas ao seu redor.

 

Ele quer que você seja feliz, que tenha aquilo com que sempre sonhou e fará tudo o que for necessário para que você seja bem-sucedido. Não há propósito em mantê-lo distante de sua vida.

 

Abandone o pensamento de que você é completamente autossuficiente e que não precisa de mais ninguém para viver aquilo com que sempre sonhou.

 

Ninguém faz nada sozinho nesse mundo, precisamos de outras pessoas e também precisamos de Deus para que nossos caminhos sejam sempre abençoados.

 

Não deixe Deus fora de seus planos, deixe os fofoqueiros, invejosos, encrenqueiros e infelizes, esses sim merecem estar bem distantes da sua vida. Deus merece proximidade, gratidão e muito amor, porque sempre é fiel e comprometido a lhe proporcionar apenas as melhores coisas dessa vida.


Por : Luiza Fletcher

 

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publicado às 21:43


NADA DURA PARA SEMPRE ...

por John Soares, em 26.12.19

111.jpgNada dura para sempre, nem as dores nem as alegrias.
Tudo na vida é aprendizado. Tudo na vida se supera.

Talvez isso já tenha até ficado óbvio demais, mas é provável que ainda não tenha sido levado tão a sério.

Ou talvez sejam as pressões, surpresas e desencontros os responsáveis por esquecermos que a vida é mesmo assim. Nela, nada é definitivo, nem a tempestade nem a bonança são eternas.

Quiséramos nós que as alegrias fossem permanentes. Quiséramos! Seria magnífico se o passar dos dias não fosse deixando as pequenas alegrias para trás, muito menos as grandes. Ou quiséramos nós que as tristezas durassem apenas uma noite. Certamente adoraríamos poder acordar na manhã seguinte e saber que nossas tempestades internas foram apenas isso e que  desaparecerão sem deixar grandes estragos.

Mas é possível que a vida não alcançasse a mesma importância, se fosse assim, ou a mesma graça.

Não lutaríamos tanto para fazer acontecer, se a alegria ficasse ali, todos os dias, certamente nos daríamos por satisfeitos e completos, sem precisar de muito. Do mesmo modo, não teríamos força para seguir em frente, se tudo se resumisse a dores que não tivessem a possibilidade de ser superadas.

A vida é uma mescla de felicidade e dificuldades, é feita de dúvidas, tropeços e arranhões, mas também é preenchida por conquistas, descobertas e realizações.

É certo que nem sempre é 50 a 50, que as porcentagens de um e de outro nem sempre são equivalentes. Não há uma escala perfeita, a vida não segue um plano básico para todos, e o bom e o mal não se intercalam assim, pura e simplesmente.

“Tudo na vida se supera.”

Em algumas ocasiões, as durezas nos enfraquecem e nos deixam sem rumo. É difícil levantar e seguir, quando as dores se derramam sobre nós. Para esses momentos é que se torna indispensável lembrar que “nada dura para sempre, nem as dores nem as alegrias. Tudo na vida é aprendizado. Tudo na vida se supera”. (Caio Fernando Abreu)

Algumas pessoas não se lembram de que as alegrias não são permanentes. A expressão tudo passa define perfeitamente o que a vida tenta, com muito custo, nos ensinar. Há quem viva na soberba por se sentir por cima, sem a consciência de que um dia viverá alguns “baixos” e muito provavelmente não estará suficientemente preparado para lidar com isso. Tudo pelo simples fato de nunca ter admitido tal possibilidade. De outra forma, há quem viva de cabeça baixa e ombros curvados, porque não consegue ver a luz no fim do seu túnel de problemas.

Para os dois casos, é necessário ter em mente que tudo muda, que nada é permanente, que não há bem ou mal que dure para sempre.

É sensatez não esperar que a vida seja previsível, porque ela nunca será; é sabedoria não desanimar diante das derrotas, dificuldades, erros ou decepções. A dor pode nos tirar dos eixos por um tempo, mas ela coloca nossa vida em outro patamar, na medida em que nos ensina e nos torna mais fortes e resistentes.


A vida é, de fato, uma roda-gigante, com a eterna missão de desafiar nossa capacidade de nos tornar flexíveis ao seu movimento. Alguns baixos sempre existirão, é verdade, e isso não se pode evitar, mas quando se está em cima, a vista sempre será bonita e prazerosa.


Por : Alessandra Ferrari Piassarollo

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publicado às 17:17


A VIDA VEM, E MUDA TUDO ...

por John Soares, em 26.12.19

111.jpgQuando a gente acha que tem todas as respostas,
vem a vida e muda todas as perguntas.

Sempre me emociona ouvir a música “Perfect”, na voz de Ed Sheeran. A melodia eleva minhas vibrações e a letra desperta minha porção poeta que, muitas vezes, fica em segundo plano. Essa doce melodia acaba me transportando mentalmente para um lugar lindo, onde danço sozinha com os pés na grama macia. Nossos “lugares mentais” são oásis onde podemos relaxar e nos energizar. Esses lugares existem, são perfeitos, criações que dependem unicamente de quem os desejar.

 

Dessa vez, preferi me manter na frente do computador para refletir sobre essa perfeição a que aspiramos e que, na verdade, só existe em alguns breves momentos em nossos pensamentos. Quem busca perfeição em pessoas e situações acaba se desiludindo sempre e, ainda pior, acaba se revoltando, até porque mais do que viver, nós convivemos, e o que é perfeição para um pode não ser para outro. Acredito que aceitar a perfeição como uma ilusão pode ser muito saudável, pois nos motiva a aceitar situações e pessoas, buscando mudar exclusivamente aquilo que nos é próprio.

É preciso agir e saber esperar seus frutos

Viver é muito mais do que sonhar, é agir e esperar o tempo necessário. Como se fosse uma safra, há o tempo para o plantio e o tempo para a colheita. É, essencialmente, uma busca de aperfeiçoamento pessoal e social, já que também temos nossas cotas de responsabilidade com o meio em que vivemos. Acontece que essa “safra” é contínua, sempre é preciso agir e aguardar os resultados.

Nunca estamos prontos, passamos por situações e vamos aprendendo com elas. As pessoas que amamos são as que têm maior potencial de nos ensinar, porque são elas que nos decepcionam e nos inspiram a nos reinventar. Não dá para ter a resposta pronta, o máximo que podemos fazer é querer aprender sempre, e nos esforçar e fazer o que podemos, o que entendemos que necessita ser feito. É preciso aceitar que esse entendimento também vai mudar, vai se ampliar e, muitas vezes, teremos de nos perdoar. Nesse processo evolutivo, precisamos compreender nossos atos do passado, afinal não pensávamos antes como pensamos hoje.

 

Assim é a vida. Vamos vivendo e aprendendo, um movimento de ser a cada dia melhor do que fomos ontem. Essa é a essência e aí está a beleza. 

 

Por : Suely Buriasco 

 

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publicado às 16:50


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