Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]




Não basta conquistar, é preciso manter ...

por John Soares, em 07.01.20

- 111.jpg

 

Não são raros os amores que começam fervorosos e acabam mais gelados que um iceberg e o motivo, 
acredite,  não é nada surpreendente: as pessoas esquecem de manter o relacionamento que conquistaram.


Não são raros os amores que começam fervorosos e acabam mais gelados que um iceberg e o motivo, acredite, não é nada surpreendente: as pessoas esquecem de manter o relacionamento que conquistaram.

 

Conquistar não exige muito esforço. Um pouco de paixão (acompanhada de corações acelerados, ligações diárias e saudades excessivas), de charme e romantismo conseguem isso. Mas, para manter um relacionamento as pessoas precisam de doses cavalares de paixão, amor incondicional, respeito, vontade e o mais importante: disposição para fazer dar certo.

 

Para começo de conversa, é necessário entender que um relacionamento possui duas vertentes: o amor e a paixão. E sim, são dois sentimentos diferentes e paralelos e, por isso, tantas pessoas os confundem. Enquanto o amor é definido pelo companheirismo, pela parceria e pela cumplicidade, a paixão á formada pelo contato da pele, pelo olhar e pela admiração. E, não, um não supre o outro.

 

Quando amamos temos medo de perder. Protegemos. Cuidamos. Como diz Carpinejar: “porque amor é justamente isso, é ficar inseguro, é ter aquele medo de perder a pessoa todo dia, é ter medo de se perder todo dia. É você se ver mergulhado, enredado, em algo que você não tem mais controle.”

 
O amor é o mais perfeito antídoto contra o egoísmo que existe. Quando amamos, de verdade, aprendemos a dividir um espaço na cama, a chave do carro, o controle da TV… a vida! E a paixão faz você ter prazer em fazer tudo isso! A paixão nos faz sentir vivos, alegres, completos. Gabriel García Marquez tinha um dos mais sensatos pensamentos sobre a paixão: “como provar aos homens o quanto estão enganados ao pensar que deixam de se apaixonar quando envelhecem, sem saber que envelhecem, justamente, quando deixam de se apaixonar?!”
 

O problema está em manter o que foi conquistado. Existe uma grande ilusão, criada pela sociedade, de que tudo o que foi conquistado é nosso por direito. Grande erro! Passou no concurso? Não precisa mais estudar! Casou? Não precisa mais se preocupar com a aparência. Comprou uma casa? Não precisa mais economizar. Que ilusão!

 

A grande verdade é que, grande parte das mulheres nunca sabem o que querem e, dos homens, é que nunca valorizam o que já possuem. Amor exige extremo cuidado e atenção diária. Não dá para, depois de uma briga, dormir em camas separadas, nem ficar sem conversar por dias, tão pouco provocar ciúmes achando que isso irá apimentar a relação.

 

É preciso cuidar do que nos é sagrado! Amor é coisa para gente grande. Grande de idade, alma e espírito. Drummond em toda a sua sabedoria dizia que não podíamos permitir que a rotina nos cegasse a ponto de não enxergarmos o essencial: “por isso, preste atenção nos sinais – não deixe que as loucuras do dia-a-dia o deixem cego para a melhor coisa da vida: O AMOR.”

 

As pessoas se perderam um pouco nesse conceito de independência. Conquistamos o nosso espaço no mundo, atuamos em carreiras profissionais diversas, somos livres para decidir se queremos ou não casar, mas ainda continuamos carentes de amor. Não sabemos dar e receber afeto. Não sabemos amar sem ter ciúmes, não sabemos casar sem ter um papel que indique posse. Simplesmente, não sabemos!

 

Amor vai além de tudo isso. Amor é quando, mesmo sem precisar de ninguém para pagar seus boletos, nem opinar sobre sua vida, você deseja estar ao lado de alguém especial. Alguém disposto a fazer dar certo, sem neuras, sem traumas e sem cobranças. Resumindo: um companheiro de vida. De vida toda!

 

São esses os sentimentos que nos fazem começar uma história. E são eles que nos deveriam motivar a continuar. Então, pense bem…o amor pode sim acabar, mas isso, meu caro, quem decide é você.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 18:26

- 111.jpg
Não se culpe por se afastar de algumas pessoas 
e fechar algumas portas

A vida precisa de faxina. De reciclagem. De ressignificação.

 

 

De tempos em tempos, precisa que a gente mude os móveis de lugar, troque o tapete, pinte a parede de uma cor diferente. Depois de algum tempo, precisa que a gente rasgue alguns papéis, libere espaço nas gavetas, ventile o ambiente, se desapegue daquilo que deixou de ter significado.

 

Eu costumava me sentir culpado de jogar a maioria dos cadernos antigos das minhas filhas fora. Porém, no ano seguinte, outra pilha de cadernos se somava à anterior, e eu acabava descartando aqueles que havia guardado. Hoje, conservo apenas um de cada ano, e pode ser que lá na frente eu descubra que não faz mais sentido guarda-los também. Porém, no momento ainda é importante para mim. No momento ainda faz sentido manter aqueles cadernos encapados com adesivos do Minecraft que mostram a evolução da letrinha cursiva e me lembram a fugacidade da infância.

 

Leva tempo até que a gente se sinta pronto para se desapegar de histórias, objetos, hábitos e pessoas que se quebraram. Como um vaso quebrado, insistimos em colar os cacos, imaginando que podemos manter a peça intacta, como era anteriormente. Nos apegamos aos fragmentos e esquecemos que coisas boas acontecem para quem libera espaços, para quem redimensiona o passado e dá uma chance ao futuro.

 

Não se trata de vingança. Mas às vezes você tem que parar de direcionar o seu afeto e a sua atenção para quem não é recíproco com você. Deixar de mandar mensagens para quem só aparece quando tem interesse, parar de insistir num encontro para um café com quem sempre arruma uma desculpa, manter distância de quem tenta te diminuir, deixar de ter expectativas após longos silêncios e prolongadas ausências, aprender a se proteger e se valorizar, entendendo que nem sempre gostar muito de alguém é pré-requisito para essa pessoa também gostar muito de você.

Nem sempre ter afeição por alguém é o suficiente para essa relação funcionar. De vez em quando você tem que ter feeling, sensibilidade e diplomacia para se resguardar e se afastar. Fomos educados a agir com tolerância e perdão, mas isso não significa autorizar que algumas pessoas nos subtraiam, ou que nossas vidas fiquem suspensas à espera de um gesto de reciprocidade que nunca ocorrerá. De vez em quando você tem que acordar e perceber que esteve remando o barco sozinho, e que já é hora de parar.

 

A vida precisa de faxina. E isso inclui fechar algumas portas e dar fim a algumas histórias. Nem tudo cabe em nossa nova etapa de vida, e temos que ser corajosos para abrir mão daquilo que um dia teve significado e hoje não tem mais. Nem sempre é fácil encerrar um capítulo. Porém, às vezes o capítulo já se encerrou faz tempo, só a gente não percebeu.

 

Por fim, não se esqueça do ditado que diz: “Não guarde lugar para quem não tem intenção de sentar ao seu lado”. Algumas pessoas não valem nosso esforço. Não valem nosso empenho nem intenção de proximidade. Elas simplesmente não fazem questão. E insistir em manter um laço sem reciprocidade só irá nos desgastar, cansar, decepcionar. Quanto antes você entender isso, mais cedo aprenderá a valorizar quem está ao seu lado, seus afetos verdadeiros, sua história bem contada. E enfim adquirirá uma espécie de amor próprio que não lhe permitirá mais remendar porcelanas quebradas. Entenderá de finais e recomeços, e aprenderá a não sentir um pingo de culpa por se amar em primeiro lugar.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 11:17


Escolha ser gentil ...

por John Soares, em 07.01.20

111 (2).jpg

Quando tiver que escolher entre estar certo e ser gentil,
escolha ser gentil ... 


Escolher ser gentil a estar certo é ter a capacidade de ser tolerante com a diversidade de pensamento, vivências e escolhas. É conseguir colocar a doçura, o amor e a compreensão à frente da intransigência, teimosia e tirania. É acreditar que você não precisa convencer ninguém de nada, que não é necessário fazer longos discursos acerca de seu ponto de vista, nem deixar de “seguir” alguém só porque ele não pensa igual a você.

 

Temos vivido tempos de discussões acaloradas nas redes sociais, nos grupos de whatsapp e até em mesas de bar por causa de divergências políticas, sociais e religiosas. Na maioria das vezes, opto pelo silêncio e tenho preferência por outros assuntos, mais leves, mais bem-humorados ou que acrescentem algo bom à minha vida.

 

De repente todo mundo virou “pai e mãe” de um partido, de uma religião, de um grupo social. De uma hora para outra, vestimos a camisa de um político, de uma ideologia, e nos comportamos como defensores leais e fiéis de uma ordem. Divulgamos vídeos editados, muitas vezes repletos de informações falsas, perdemos horas à frente do celular vasculhando documentos que comprovem nossa teoria, nos impacientamos e até brigamos com quem ousa pensar diferente de nós. Amigos, colegas de trabalho, familiares e até cônjuges se separam em nome do tal “amor à causa”.

 

Muitas vezes, aqueles que não participam das discussões e preferem se calar ou mudar de assunto são considerados “em cima do muro”, omissos e sem opinião. Porém, estar calado ou preferir se abster de dar seu parecer não é sinônimo de falta de personalidade ou convicção. Algumas pessoas preferem guardar sua energia para coisas mais importantes. Ou se resguardam de desgastes desnecessários. Ou, ainda, não acreditam que “vencer” uma argumentação as tornará pessoas melhores. E, finalmente, preferem ser gentis a estarem com a razão.

 

Foi no livro de R. J. Palacio que me deparei com uma das frases que mais gosto atualmente: “Quando tiver que escolher entre estar certo e ser gentil, escolha ser gentil”. Pois a vida já é tão complicada por si só, já são tantos sustos, perdas, falhas e desafios que enfrentamos dia a dia, que não deveria sobrar energia para embates desnecessários, com o único objetivo de provar o quanto estamos certos e cheios de verdade em nossos posicionamentos. Se usássemos essa energia e esse tempo praticando a gentileza, tentando tornar o dia de alguém mais suave ou doce, guardando nossa explosão de argumentos e certezas para nós mesmos e não tentando convencer ninguém de nada, certamente teríamos um mundo melhor, bem mais fácil de habitar.

 

É impressionante notar como as pessoas perdem a compostura ao defender seu ponto de vista, nem sempre perfeito e verdadeiro, mas fruto de sua formação e vivência até o momento. É impressionante perceber que as pessoas não entendem que aquilo que é melhor para elas nem sempre será bom para o outro, e por isso não precisam tentar vender aquilo que escolheram para si, porque quiseram. É impressionante ver como as pessoas deturpam os reais ensinamentos do amor, preferindo discutir, muitas vezes ofendendo, ou mesmo segregando, em nome de uma “missão de cura” de alguém.

 

Escolher ser gentil a ter razão não nos torna omissos. Omisso é quem é negligente, quem falta com a presença ou a palavra em momentos decisivos, quem deixa de fazer o bem podendo fazê-lo. Preferir ser gentil a estar certo é ter a capacidade de ser tolerante com as divergências, com os pontos de vista diferentes, com a diversidade de pensamento, vivências e escolhas. É conseguir colocar a doçura, o amor e a compreensão à frente da intransigência, teimosia e tirania. É acreditar que você não precisa convencer ninguém de nada, que não é necessário fazer longos discursos ou palestras acerca de seu ponto de vista, nem deixar de “seguir” alguém só porque ele pensa diferente de você.

 

Ao escolher ser gentil, você deixa a rigidez de lado e adquire leveza de pensamento e ação. Você dá passagem para o carro que força caminho ao seu lado, cede lugar no ônibus para a adolescente impaciente, se segura para não fazer um discurso irritado com o vizinho abusado. Você chega em casa e não quer ganhar a disputa de quem teve o dia mais exaustivo ou estressante, mas entende que o mais importante é estar bem com aqueles que ama. Você descobre que não precisa dar lição de moral em ninguém, que não lhe cabe fazer justiça ou provar a todo custo suas certezas, que não precisa divulgar aos quatro ventos suas decisões políticas, religiosas ou sociais. Ao contrário, entende que, mais importante que estar certo, é conseguir preservar seus afetos e suas relações. Você começa a falar e agir com suavidade, tomando cuidado com a bagagem e o coração do outro. Você aprende que a gentileza não é afeita a grandes gestos, mas resultado de delicadezas miúdas, muitas vezes despercebidas, que jamais serão esquecidas.

 

Finalmente, tenho que concordar com a escritora e grande amiga Josie Conti, que escreveu a melhor definição de gentileza que eu já li: “Gentil é aquele que passa pela vida do outro, toca-o com leveza e o marca, onde ninguém mais pode ver…”

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 00:27


Elegância ...

por John Soares, em 06.01.20

111.jpg

 

Gosto de gente simples. Gente pé no chão. Gente que aprendeu que luxo não se trata de afetação, ostentação ou presunção. Gente que sabe que elegância não é esnobismo ou arrogância. Elegância é, antes de tudo, saber se comportar com uma simplicidade sofisticada e uma sabedoria discreta perante a vida.

 

 

Gosto de gente simples. Gente pé no chão. Gente que aprendeu que luxo não se trata de afetação, ostentação ou presunção. Gente que sabe que elegância não é esnobismo ou arrogância. Elegância é, antes de tudo, saber se comportar com uma simplicidade sofisticada e uma sabedoria discreta perante a vida.

 

Coco Chanel dizia: “Não é a aparência, é a essência. Não é o dinheiro, é a educação. Não é a roupa, é a classe”. Eu, igualmente, acredito que ser elegante vai muito além de conhecer e assimilar regras cerimoniais ou juntar dinheiro para comprar uma jóia cara. Ser elegante é adquirir um conjunto de bons hábitos que revelam uma civilidade harmoniosa por dentro e por fora. É aprender agir com cortesia, empatia, gentileza, cuidado, educação e discrição. É descobrir o quanto é vulgar lavar roupa suja em praça pública; cuspir no prato em que comeu; participar de fofocas e boca a boca; fazer discursos inflamados sobre política e religião; assediar sem consentimento; criticar mais que elogiar; fazer diferença entre as pessoas; exagerar na roupa transparente, no tom de voz, na vontade de aparecer e na obscenidade.

 

Engana-se quem pensa que o contrário de luxo é a escassez de bens e recursos. Luxo é se despir de excessos. É descobrir que você não precisa exagerar na maquiagem, no brilho da roupa, no tom de voz, na quantidade de perfume, no filtro da selfie, na indiscrição. Luxo é conhecer seu lugar, não invadir a privacidade alheia, respeitar os limites (seus e dos outros), ser polido e refinado. Luxo é saber ser sofisticado na simplicidade, não desperdiçar, não esbanjar, não ostentar. Luxo é prestar atenção às próprias maneiras, e, na dúvida, agir com mais sobriedade que vulgaridade.

 

Pessoas elegantes não precisam impressionar ninguém, e por isso agradam a si mesmas em primeiro lugar. Não necessitam ostentar o último modelo de celular, não se incomodam em repetir vestidos, não competem pelo número de curtidas na última foto da viagem. Pessoas elegantes investem mais no brilho do olhar que na plástica das pálpebras, mais na naturalidade do sorriso que no preenchimento dos lábios, mais no caimento da vestimenta que na etiqueta famosa bordada na lapela.

 

A monarquia britânica, com suas Kates, Meghans e Rainha Elizabeth são referência de elegância e sofisticação para o mundo todo, não somente pela fortuna, mas, acima de tudo, pela classe, discrição, educação e ausência de excessos. A maquiagem sóbria de Meghan Markle e o hábito de Kate Middleton de repetir suas vestimentas vieram reforçar a ideia do quanto é bonito, fino, clássico, elegante e muito sofisticado adotar um estilo sóbrio, desprovido de exageros e despropósitos. É como diz o velho ditado: “menos é mais”.

 

A elegância está no comportamento, e não na posse disso ou daquilo. Já vi muita gente desprovida de recursos ter gestos nobres, e muita gente endinheirada ser extremamente desagradável e mesquinha. Isso me dá a certeza que não se mede grandeza por riqueza nem elegância por aparência.

 

Finalmente uma historinha: Quando eu tinha dezenove anos, fui conhecer a família do meu namorado na época. No dia de ir embora, ao acordar e ainda sonolenta, ouvi a mãe dele falando com a filha (que morava fora) ao telefone. Ela me descrevia exatamente assim: “ela é muito simples…” e me recordo que naquele dia, no auge da minha imaturidade, fiquei meio perdida, sem entender se aquilo era uma crítica ou elogio. Hoje, mais de vinte anos depois, me sinto privilegiada de ter passado essa impressão, e contente com a percepção dela. Porque sei que o meu valor não estava na minha fachada, e sim dentro de mim. Hoje continuamos próximas, amigas, e nos admiramos mutualmente. Nunca lhe contei esse episódio, e talvez fosse deselegante comentar que meus ouvidos captaram mais do que o necessário naquela manhã. Porém, mais tarde, esse incidente me trouxe lucidez. A compreensão de que, se houver educação e essência, a elegância chegará com a maturidade e o bom gosto. Pois como dizem por aí: “O mais importante não é ter, e sim ser…”

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 23:53

111 (2).jpg


Amadurecer é adquirir a percepção correta de onde devemos nos demorar. E isso você só aprende quando faz algumas escolhas erradas. Depois de errar, você começa a perceber o que é realmente bom. E começa a valorizar o que lhe traz paz, alegria, certeza, satisfação, realização.



Há um filme antigo que gosto muito, e que sempre me encanta com sua filosofia. “Um homem de família” (The Family Man) estrelado por Nicolas Cage, conta a história de Jack Campbell, um empresário bem sucedido de Nova York que, de repente, acorda no subúrbio tendo uma vida completamente diferente: a vida que ele não escolheu, mas que poderia ser sua, caso tivesse feito outras escolhas. Ao se deparar com essa nova versão de si mesmo, ele se assusta com a falta de dinheiro, de luxo, de status. Mas percebe, aos poucos, que teve outros ganhos, muito mais satisfatórios. Porém, quando ele começa a se sentir realmente feliz, percebe que essa sua segunda versão pode não ser real. Para quem nunca assistiu, vale a pena procurar o filme para ver. Não vou contar qual versão prevalece, mas quero me deter em algo que acredito que é comum acontecer: muitas vezes fazemos escolhas sem total consciência ou amadurecimento para discernir se aquilo nos trará felicidade a longo prazo. Porém, com o tempo e o distanciamento daquela situação, podemos ter o real entendimento. Infelizmente, nem sempre conseguimos recuperar o que não escolhemos, e nesse caso teremos que lidar com o arrependimento.

 

Leandro Karnal, cujo vídeo no Youtube me inspirou a escrever esse texto, diz que a tal experiência de vida, que você só adquire quando você fracassa, só aparece quando você tem a possibilidade de olhar pra trás de um modo mais amadurecido.

 

Acredito que amadurecer é adquirir a percepção correta de onde devemos nos demorar. E isso você só aprende quando faz algumas escolhas erradas. Depois de errar, você começa a perceber o que é realmente bom. E começa a valorizar o que lhe traz paz, alegria, certeza, satisfação, realização.

 

Às vezes a gente só vai ter a dimensão do que viveu quando o tempo e a distância tiverem cumprido seu papel. Olhar para as situações vividas no passado de um modo mais amadurecido é conseguir ter clareza, algo que só é possível quando já se passou tempo demais, e estamos longe das cobranças e contradições do momento em que as situações se desenrolaram. Muitas vezes olhamos para trás com satisfação, ao perceber que nossas escolhas foram certeiras. Outras vezes, essa lucidez amadurecida nos mostra que fizemos escolhas ruins, magoamos pessoas, ferimos a nós mesmos… e então teremos que lidar com o arrependimento.

 

No filme que citei, Nicolas Cage interpreta um homem que se vê vivendo duas vidas, cada uma com um tipo de escolha. É claro que em ambas as existências ele teve perdas e ganhos, e é assim pra todo mundo. Alguém já disse que cada escolha é uma renúncia, mas a história se complica quando nos arrependemos de algo. Porém, ainda assim, o arrependimento tem a utilidade de nos lapidar, ajudando-nos a ser melhores com os outros e com nós mesmos.

 

A gente gostaria que o tempo só trouxesse amadurecimento e entendimento. Mas ele também traz arrependimento. Lidar com as feridas que abrimos _ nos outros e em nós mesmos _ mesmo sem intenção, é muito difícil quando já não resta nenhuma chance de voltar atrás.

 

A tal experiência de vida ensina que é muito doloroso viver carregando culpa e arrependimento. Por isso torna-se primordial aprendermos com os erros do passado e sermos cuidadosos no trato com as pessoas. Esperar a poeira baixar e o calor do momento se dissipar antes de magoar, acusar, intimidar, revidar.

 

E finalmente devemos ter consciência de que para algumas coisas não há retorno nem remédio, e é muito doloroso perceber que só fomos capazes de adquirir compreensão da felicidade que tivemos tarde demais…

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 22:52


É preciso perdoar nossos pais ...

por John Soares, em 06.01.20

111.jpg


Demorei muito tempo para amadurecer e começar a enxergar em meu pai sua humanidade. Para começar a entender que ele não era diferente de mim, e carregava dentro dele os mesmos sentimentos de inadequação, insegurança, bondade, tristeza, felicidade, raiva e amor que eu mesma carregava.


Há um texto de Martha Medeiros que gosto muito, intitulado “Meu herói, meu bandido”, que diz que quando crescemos, encaramos uma duríssima travessia, chamada de “cair na real”. É quando começamos a enxergar nosso pai, antes gigante, do nosso tamanho. Com a maturidade, as proporções ganham sentido e clareza. E descobrimos que ninguém é herói, ninguém é bandido. Ele é um homem, e, com a percepção correta, passamos a visualizar sua humanidade.

 

Esse texto me faz lembrar o final da letra de “Pais e Filhos”, em que Renato Russo canta lindamente: “Você culpa seus pais por tudo, isso é absurdo; são crianças como você, o que você vai ser quando você crescer”.

 

Durante muito tempo não compreendi meu pai. Durante boa parte de nossa convivência diária, o enxerguei diferente do que ele realmente era. Desperdicei muitos momentos tendo medo de suas reações, assustada com suas inconstâncias, ansiosa perante seu silêncio, receosa de estar incomodando, apavorada com a possibilidade de provocar nele uma resposta ríspida ou passional.

 

Demorei bastante tempo para amadurecer e começar a enxergar em meu pai sua humanidade. Para começar a entender que ele não era diferente de mim, e carregava dentro dele os mesmos sentimentos de inadequação, insegurança, bondade, tristeza, felicidade, raiva e amor que eu mesma carregava. Ele não era herói nem bandido, como disse Martha Medeiros, mas era um homem tentando ser pai, além das outras inúmeras funções que acumulava.

 

Meu pai nem sempre acertava, nem sempre falhava, mas talvez meu olhar sobre ele tivesse um peso e uma cobrança maiores que o comum.


Antes de “cairmos na real”, idealizamos muito. Projetamos aquilo que acreditamos ser o ideal e desejamos silenciosamente que os objetos de nosso afeto cumpram o combinado. Quando não cumprem, nos frustramos, nos fechamos, nos afastamos. Como a letra de Renato Russo, começamos a culpar nossos pais por tudo. Felizmente, crescemos. E com a cabeça no lugar, começamos a perceber que, independente deles terem acertado ou falhado, já passou. Daqui pra frente, cabe a nós fazermos o melhor que pudermos por nós mesmos.

 

O tempo voa. Num dia somos filhos, no outro somos pais. De repente tudo se funde e nos surpreendemos entendendo nossos velhos. Compreendendo os gestos de preocupação, limite e até descontrole. Repetindo as exigências, regras e imposições. Percebendo que eram meninos como nós, e se esforçavam para serem provedores de afeto e segurança mesmo quando eram assolados por medos e insatisfações. Vamos descobrindo que nem tudo foi perfeito, mas começamos a perdoar.

 

É preciso perdoar nossos pais. É preciso cair na real e entender que, ao idealizar a paternidade e o amor de um pai, acabamos desejando objetivos inatingíveis. É preciso amadurecer a ponto de compreender que os traumas familiares não começaram com você, e que se algo lhe incomodou muito como filho, cabe a você perdoar seu pai para que a história não se repita nem se perpetue nas gerações vindouras.

 

Crescer talvez seja o momento em que passamos a acomodar nossos anseios e exigências sob um teto de realidade e possibilidade. Vamos descobrindo que haverá dias em que as coisas não serão como desejamos, elas serão como são, e tudo bem. Diminuindo as expectativas e aumentando a capacidade de perdoar aprendemos que a vida é mesmo limitada, e está tudo certo também. Somos imperfeitos, as pessoas que amamos falham, nem sempre nossas expectativas são correspondidas. E, depois de cair, a gente tem que se levantar, mesmo que não haja ninguém para nos ajudar.

 

Meu pai chorou na minha formatura feito menino. Eu tinha vinte e um anos, e por isso me surpreendi. Hoje, mais amadurecida e enxergando nele sua humanidade, percebo que sua emoção era genuína e repleta de significados. Pois por trás da aparente fragilidade, ele me mostrava que minha formatura o aproximava da formatura e da juventude dele. Imagino que naquele instante os dois momentos se fundiram, e ele reviveu através de mim, sua própria história. Suponho que o mesmo ocorrerá comigo, quando meu filho se formar ou se casar. Somos todos linhas do mesmo novelo, e reconhecer que carregamos um legado tanto de falhas e imperfeições quanto de amor e coragem, nos ajuda a ventilar as feridas e aceitar a fragilidade e limitação das coisas e das pessoas… 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 22:45

111 (2).jpg

 

A gente se acostumou a receber e a aceitar pouco, e quando recebemos muito, que susto! Supomos que houve um engano, erraram o endereço, estão pregando uma peça na gente. A gente se acostumou a querer pouco, e ensinamos aos outros que merecíamos pouco também.

 

 

O atleta Bo se apaixona pela menina Will, e ela, insegura com seu peso e seu físico, faz de tudo para afastá-lo, ou pelo menos para que ele enxergue que se enganou e escolheu a pessoa errada. Na cabeça dela, quanto antes ele souber que ela é “horrível”, melhor.

 

O filme “Dumplin”, baseado no livro homônimo de Julie Murphy, traz à tona o tema da autoestima, autoconfiança e insegurança. Apesar da história central não girar em torno do romance vivido por Willowdean Dickson (Danielle McDonald) e Bo Larson (Luke Benward), me fez refletir sobre o quanto nos acovardamos diante de alguns presentes inesperados da vida. O quanto desdenhamos a felicidade quando não nos julgamos merecedores. O quanto podemos recusar o afeto de alguém simplesmente por não nos considerarmos bons o bastante para esse alguém.

 

Rupi Kaur tem uma frase que gosto muito que diz assim: “Como você ama a si mesma é como você ensina todo mundo a te amar”. Essa frase me faz pensar que a gente se acostumou a receber e a aceitar pouco, e quando recebemos muito, que susto! Supomos que houve um engano, erraram o endereço, estão pregando uma peça na gente. A gente não se conforma em ser o objeto de desejo de alguém. A gente se assusta ao ser eleito interessante. A gente se esquece que se acostumou a querer pouco, e ensinamos aos outros que merecíamos pouco também.

 

Você pode ter a autoestima lá em cima, mas quando afasta alguém ou sabota a própria felicidade por não dar conta de lidar com tanta areia para o seu caminhão, está atestando que prefere a paz permanente da derrota que a alegria volátil do êxito.

 

A gente precisa parar com essa mania de afugentar as bênçãos como se não desse conta de lidar com elas. Como se a infelicidade fosse mais certa, confiável e confortável. Como se ser eleito pela sorte fosse uma pegadinha de mal gosto ou um sonho passageiro do qual logo iremos acordar.

 

Insegurança é isso: Preferir se refugiar numa vida segura, restrita e infeliz a ousar afrouxar nossas defesas e expor nossa vulnerabilidade correndo o risco de ser um pouco mais feliz.

 

Quando adquirimos autoconfiança não perdemos o medo, mas suportamos melhor as derrotas. Quando nos tornamos autoconfiantes não se esgotam as preocupações, mas aprendemos a tolerar as imperfeições, sem desistir de nós mesmos diante das primeiras aflições.

 

Descobrir que podemos viver sem comparações, mas respeitando e valorizando a diversidade de corpos, rostos, cabelos, tons de pele e estruturas ósseas nos ajuda a entender que no final das contas, ninguém é muita areia para o caminhão de ninguém.

 

Que possamos amadurecer com sabedoria, aceitando que somos geniais o bastante para merecermos amores incríveis, inteiros e loucos para atravessarem a vida conosco. E que não nos falte a capacidade de viver e amar com intensidade, arriscando ser um pouco mais feliz em nossa vulnerabilidade.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 20:58

111.jpg

 

Peça em namoro, peça em casamento, comemore com balões. Olhe nos olhos, quebre as idealizações,
não viva de suposições. Decida, assuma a postura de “ou vai ou racha”, não confunda outros corações.


Não te demores em decidir o que deseja.

 

Não te demores em amar.

 

Não te demores em se declarar.

 

Nem tudo estará disponível por muito tempo.

 

Nem sempre quem você acredita que esteja na sua, estará eternamente.

 

Nem sempre quem te espera hoje, terá paciência de te esperar perpetuamente.

 

Não ache que a partida está ganha.

 

Que as pessoas que nos amam não desistem de nós.

 

Que o tempo não leva embora pessoas caras.

 

Que os filhos não crescem.

 

Não conte com o futuro, viva o hoje.

 

Diga que ama hoje.

 

Vá ao encontro daqueles que ama hoje.

 

Peça em namoro, peça em casamento, comemore com balões.

 

Tome coragem, encare aquele medo, vença as inibições.

 

Olhe nos olhos, quebre as idealizações, não viva de suposições.

 

Decida, assuma a postura de “ou vai ou racha”, não confunda outros corações.

 

Não atrase sorrisos e gentilezas, não economize abraços e delicadezas.

 

Não prenda quem você não quer que fique; deixe ir quem não tem a intenção de ficar.

 

Use roupa de cama nova, sirva em taças de cristal, dance como se fosse carnaval.

 

Não te demores em valorizar quem se importa, quem faz tudo por um sorriso teu, quem ao

seu lado permaneceu.

 

Não te demores em descobrir o que é importante, o que nunca mais se repetirá e, principalmente, onde deves se demorar…

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 20:20

111 (2).jpg


Leva tempo até que a gente aprenda que nosso valor não está nos elogios que recebemos ou nas decepções que não causamos, mas sim naquilo que a gente é realmente, independente das opiniões a nosso respeito.


Viver querendo agradar, desejando nunca desapontar ninguém, aspirando a perfeição, buscando corresponder a todas as expectativas, almejando jamais ser criticado… tudo isso cansa e provoca um desgaste enorme, uma perda de energia e um desrespeito tremendo por nós mesmos.

 

Leva tempo até que a gente aprenda que nosso valor não está nos elogios que recebemos ou nas decepções que não causamos, mas sim naquilo que a gente é realmente, independente das opiniões a nosso respeito.

 

É claro que não podemos viver isolados em nossas bolhas, centrados no próprio umbigo, desprezando todo o resto, mas de vez em quando é necessária uma boa dose de autoconfiança para dar um fod#-se a toda e qualquer exigência a nosso respeito e adquirirmos uma fé enorme em nosso jeito único de ser e de escolher, independente do que esperam de nós.

 

Certa vez li uma frase que dizia mais ou menos assim: “Autoestima não significa “eles vão gostar de mim”. Autoestima significa “tudo bem se eles não gostarem””. E é exatamente isso. Às vezes a gente foca tanto no desejo de agradar, na vontade de ser aceito, na expectativa de ser amado, que se afasta do mais importante: nós mesmos. Quando nosso desejo de ser amado pelo outro supera o respeito que temos por nós mesmos, perdemos a capacidade de impor limites, de dizer “não”, de nos resguardar, de nos reservar o direito de seguir nosso coração.

 

Viver preocupado com o que as pessoas pensam a meu respeito, com o que as pessoas esperam de mim, com o que as pessoas desejam que eu seja… é uma das formas mais cruéis de se viver e se posicionar na vida. As pessoas podem achar o que quiserem, podem me amar ou me odiar, isso não muda quem eu sou.

 

Zele por aqueles que ama, respeite os que te cercam, honre sua família. Mas não se afaste de si mesmo só pelo desejo de agradar ou por não suportar as críticas.

 

Viver querendo agradar nos torna marionetes na mão de quem se vale da boa vontade alheia para satisfazer os próprios caprichos. Frustrações fazem parte da vida, e vez ou outra você irá frustrar ou decepcionar alguém, mas isso não coloca por água abaixo todo o valor que você tem. Aprenda a suportar a ideia de que você não é infalível. Você também erra, também tem limites, também é imperfeito, e está tudo bem.

 

Faça o seu possível e peça a Deus que cuide do impossível. Você não controla tudo, não dá conta de tudo, não é infalível. Absolva seus erros, perdoe suas limitações, respeite seu tempo. Aprenda a dar limites, a dizer “não” àquela solicitação, à andar no seu ritmo. Você irá descobrir que aqueles que te amam e te respeitam não deixam de estar ao seu lado quando algo não sai conforme o combinado. Ame-se o bastante para entender que nem sempre será aceito como gostaria, e está tudo bem. E, finalmente, não se cobre tanto. Entenda que mais importante que fazer tudo certo é conseguir se perdoar quando algo dá errado, pois como diz o ditado: “Seja uma boa pessoa. Mas não perca seu tempo provando isso”.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 20:01

111.jpg
Se a pessoa sabe do seu interesse, sabe onde te encontrar e não te procurou, esqueça. Bloqueie da vida, delete o hábito de fuçar o perfil dela nas redes sociais, se distraia com outros assuntos, respire fundo e desligue o celular quando o dedo coçar para se conectar.


Na minha adolescência, descobri as revistas de fofocas. A cada semana, corria para a banca de jornal e comprava aquela cuja capa tinha o maior babado ou trazia as informações mais detalhadas sobre meu famoso preferido. Devorava a revista em instantes e me divertia acompanhando a realidade daquelas pessoas tão próximas e distantes de mim. Na semana seguinte, uma nova manchete estampava a próxima capa e, durante alguns minutos da minha semana, eu me distraía da minha própria realidade e ia acompanhar outros mundos.

 

Era um vício de menina, e não me ocupava tanto tempo. O que eu não imaginava naquela época é que a curiosidade da humanidade pela vida das celebridades seria substituída pelo hábito de seguir, acompanhar, vigiar e até perseguir vidas comuns, de pessoas próximas, tão importantes ou tão insignificantes para nós.

 

Vivemos uma era de superexposição, que gera uma super curiosidade, com uma super possibilidade de espionar e vigiar. Pessoas super comuns agem como super detetives, e pessoas super banais são vigiadas como super celebridades. Porém, isso também gera uma super ansiedade e uma super possibilidade de se frustrar e de se machucar repetidas vezes.

Não bastasse isso, a história toda se complica quando há amor, paixão ou interesse envolvido, principalmente o não correspondido. De repente tudo ficou muito fácil e acessível, e num piscar de olhos lá está você, fuçando pela milésima vez num mesmo dia, o perfil da pessoa. Não que isso lhe traga algum tipo de recompensa ou conforto – porque não traz – mas sim porque você já não sabe viver de outro jeito, já não encontra maneiras de aplacar essa ansiedade, já está completamente viciado em fuçar e espionar, como se isso trouxesse algum tipo de alívio e paz. Só que não traz…

 

Há uma frase, cuja autoria desconheço, que diz: “Para curar uma ferida, você precisa parar de conversar com ela”. E o mesmo se aplica a essas visitas que você insiste em fazer ao perfil de quem não está nem aí para você. Pare de cutucar essa ferida, pare de se machucar repetidas vezes, pare de acreditar que “tendo controle” sobre a vida do outro você controla tudo. Pare de tentar aplacar essa ansiedade assim.

 

Se a pessoa sabe do seu interesse, sabe onde te encontrar e não te procurou, esqueça. Bloqueie da vida, delete o hábito de fuçar o perfil dela nas redes sociais, se distraia com outros assuntos, respire fundo e desligue o celular quando o dedo coçar para se conectar.

 

A gente se engana e se trai constantemente. E mesmo sabendo o quanto dói, o quanto nos desaponta e despedaça, a gente insiste. Insiste em justificar ausências, em amenizar desinteresse, em atenuar desconsideração. Até que chega uma hora em que não dá mais. Porém, nem sempre a gente vira a mesa como deveria. Bloqueia no WhatsApp e no Facebook mas faz um perfil falso para fuçar ou pede a senha da amiga para bisbilhotar.

 

Se for para bloquear, bloqueie de verdade. Bloqueie e desista de explorar, espiar, vasculhar, fuçar, investigar. Bloqueie e não visite o perfil de parentes ou amigos da pessoa. Bloqueie e se ocupe com outros interesses. Bloqueie e não cutuque essa ferida. Bloqueie e siga a sua vida.

 

O tempo das revistas de fofocas passou, e hoje percebo que apesar de entreter, não acrescentaram nada à minha vida. Do mesmo, de vez em quando é necessário ficar off-line. Desconectar para apaziguar o espírito, para desintoxicar a alma, para se reconectar com o que é essencial. Quanto mais em Off você viver, menos necessidade de On você vai ter. E, aos poucos, as coisas vão dar certo. Você perceberá o que deve escolher, e onde realmente vale a pena permanecer.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 19:46

Pág. 1/3



Mais sobre mim

foto do autor


Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.


Arquivo

  1. 2020
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2019
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D