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Independência dos Estados Unidos (1776)

por John Soares, em 12.01.21

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A Independência dos Estados Unidos, também chamada de Revolução Americana, foi declarada no dia 4 de julho de 1776.

 
A partir deste momento, a Inglaterra deixou de comandar os destinos dos americanos.
Inicialmente, de 1776 a 1787, os Estados Unidos ficaram sob o regime de Confederação, onde não havia um governo central e cada estado era soberano.
Posteriormente, em 1787, foi promulgada a Constituição, que uniu os territórios sob o regime de república presidencialista.
 
Antecedentes da Independência dos Estados Unidos
Após a Guerra dos Sete Anos (1756-1763), o Parlamento inglês decidiu aumentar as taxas nas 13 Colônias para cobrir os custos do conflito.
Os colonos também teriam que arcar com a construção de fortes, manter os soldados deslocados para o território americano e foram proibidos de atravessar os Montes Apalaches.
Desta maneira, George Grenville, primeiro-ministro britânico, enviou uma força militar de 10 mil homens, para a América. Um terço das despesas seria abonado com dois novos impostos: a Lei do Açúcar (Sugar Act) e a Lei do Selo (Stamp Act).
A Lei do Açúcar (1764) estabelecia novas taxas alfandegárias sobre grandes quantidades deste produto. No ano seguinte, foi aprovada a Lei do Selo, que obrigava o uso de uma estampa em documentos, livros, jornais, baralhos etc. Esta lei foi tão impopular e aconteceram tantos protestos, que o governo inglês a revogou.Em 1767, diante de novas taxas sobre vidros, papéis, tintas e a Lei do Chá (Tea Act), que dava o monopólio desse comércio à Companhia das Índias Ocidentais, a crise eclodiu.
Descontentes, os colonos argumentaram que as leis eram ilegais. Afinal, eles faziam parte do Reino, mas não tinham representantes no Parlamento na metrópole. Este sentimento foi resumido no slogan “no taxation without representation” (nenhuma tributação sem representação). A reclamação, contudo, foi ignorada pelos ingleses.
Em 1770, ocorreu o Massacre de Boston, uma briga entre colonos e soldados ingleses que terminou com a morte de cinco colonos americanos. O fato rapidamente se tornou em um ato de propaganda contra os ingleses e animou ainda mais os colonos que desejavam a separação da Inglaterra.
Três anos mais tarde, em dezembro de 1773, como protesto pela Lei do Chá, vários colonos invadiram navios que estavam ancorados no porto de Boston e jogaram o carregamento de chá ao mar. O episódio ficou conhecido como “Festa do Chá de Boston”.
Em represália, em 1774, o governo inglês decretou os Atos Intoleráveis (ou Leis Intoleráveis), que atingiam, especialmente, os habitantes de Massachustes.
Os Atos Intoleráveis fecharam o porto de Boston até ser paga a indenização pelo chá destruído, se proibiram as reuniões, manifestações públicas contra o rei da Inglaterra, entre outros.Indignados com as Leis Intoleráveis, representantes dos colonos reuniram-se no Primeiro Congresso Continental da Filadélfia, realizado em setembro de 1774. Nele, resolveram enviar ao governo inglês um pedido para que fossem revogados os Atos Intoleráveis.
A resposta inglesa foi negativa e ingleses e colonos se enfrentaram nas batalhas de Lexington e Concord.
Ante as hostilidades, em 1775, os delegados dos estados voltaram a se reunir no Segundo Congresso Continental da Filadélfia onde declararam guerra à Inglaterra.
Nesta mesma ocasião, George Washington foi nomeado comandante das forças americanas e Thomas Jefferson ficou encarregado de redigir a Declaração de Independência. Esta foi aprovada no dia 4 de julho de 1776, colocando fim à dominação da Inglaterra no território americano.
Como era de se esperar, a Inglaterra enviou milhares de soldados para recuperar a região e o conflito se estenderia até 1783. Durante a luta pela Independência, os colonos contaram com a ajuda militar da Espanha, Holanda e França.
A Inglaterra foi derrotada e reconheceria a independência dos Estados Unidos através do Tratado de Paris, em 1783.
 
Consequências da Revolução Americana
A Revolução Americana separou os Estados Unidos da Inglaterra e inspiraria movimentos como a Revolução Francesa e as independências das colônias da América Latina.
Também foi a primeira vez que se colocaram em prática os princípios do Iluminismo, como a separação de poderes, a garantia à liberdade individual e à igualdade social.
Uma vez conquistada a independência, os colonos americanos começaram a expandir-se para o Oeste onde chocariam com os espanhóis, os nativos americanos e a questão da escravidão.
 
E. Históricos

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publicado às 19:39


REVOLUÇÃO CUBANA

por John Soares, em 12.01.21

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A Revolução Cubana, ocorrida em 1959, foi um movimento guerrilheiro que derrubou o governo ditatorial de Fulgêncio Batista.

 

A Revolução implantou em Cuba o regime socialista e vinculou a ilha caribenha política e economicamente à União Soviética..
 
Contexto Histórico
A Independência de Cuba, foi obtida através de uma guerra entre Estados Unidos e Espanha. Em 1898, com a derrota espanhola, os Estados Unidos passam a exercer uma influência considerável na ilha.
Para consolidá-la, o Senado americano aprova o projeto do senador Oliver Platt e obriga os cubanos a incorporarem à sua Constituição a "Emenda Platt". Esta dava aos americanos o direito de intervir no país em caso de instabilidade política.
Assim, houve o início à tutela político-econômica e militar norte-americana sobre Cuba. Esta incluía, em 1903, a concessão de um território de 117 km2 em Guantánamo, no sul da ilha. Posteriormente, seria construída uma base naval e uma prisão na região.
Na década de 1950, a economia cubana baseava-se quase exclusivamente na produção de açúcar e 35% da fabricação eram controlados por capitais norte-americanos.
Estes também exerciam influência sobres as terras, o turismo, os cassinos e as indústrias leves. Cerca de 80% das importações de Cuba provinham dos Estados Unidos.Em 1952, o presidente Fulgêncio Batista (1901-1973), um ex-sargento que havia governado a ilha anteriormente, assumiu o poder através de um golpe de Estado. Apoiado pelos norte-americanos, Batista instalou um regime corrupto e violento.
Em julho de 1953, sob a liderança do advogado Fidel Castro, os setores democráticos, se uniram contra a influência dos Estados Unidos e do governo de Fulgêncio Batista.
Com o intuito de derrotá-los, lançaram-se em um ataque suicida contra o quartel de Moncada, em Santiago de Cuba.
Vencida a ação revolucionária, Fidel Castro foi para a prisão, de onde sairia dois anos depois e se exilou no México.Do México, Fidel Castro, organizou um grupo de guerrilheiros, com o apoio de revolucionários como Ernesto “Che” Guevara, Camilo Cienfuegos e do seu irmão Raul e muitos voluntários.
Em 1956, desembarcaram em Cuba a bordo do iate Granma. Depois do primeiro combate, com as tropas do governo, os sobreviventes se embrenharam nas selvas de Sierra Mestra. Ali o grupo cresceu rapidamente, com o apoio dos camponeses.s ideias de Fidel Castro, até então, eram as de um democrata nacionalista de formação liberal. Somente mais tarde abraçaria o marxismo.
Em 1958, percebendo que a ditadura de Fulgêncio Batista estava para ruir, os Estados Unidos suspenderam seu apoio militar ao governo cubano. Eles preferiam manipular a liderança da revolução que estava crescendo.
No dia 1º de janeiro de 1959, após sucessivas vitórias militares e a ocupação de várias cidades e povoados, Guevara e Camilo Cienfuegos (1932-1959) entram em Havana.
Fulgêncio Batista foge de avião para a República Dominicana. Fidel chega à capital, no dia 8 de janeiro, sendo recebido com grande manifestação popular.Num discurso proferido em 16 abril de 1961, Fidel Castro anuncia ao mundo que Cuba passava a ser um país socialista.
No dia seguinte, a ilha é invadida pelo sul, mais precisamente na Baía dos Porcos, por exilados cubanos que haviam sido treinados pela CIA.
A ação tinha todo o apoio do recém-empossado presidente americano John F. Kennedy (1917-1963), mas não contava com o apoio direto do Exército americano.
Derrotados pelos cubanos, a maioria dos invasores se rendeu e seria presa e executada. Contudo, Castro fechou um acordo com empresas americanas e em troca de investimentos, parte deles pôde voltar aos Estados Unidos.Uma das primeiras medidas do governo revolucionário foi expropriar bens de cidadãos americanos e cubanos que deixaram a ilha por causa de Revolução.
Desta maneira, os Estados Unidos respondem com o embargo econômico em 1960 proibindo o comércio do seu país com Cuba.
Além disso, certas medidas foram tomadas ao longo dos anos 60 como:
Em 1961, os Estados Unidos rompe relações diplomáticas com Cuba;
Em 1962, em plena Guerra Fria, Cuba é expulsa da Organização dos Estados Americanos (OEA), sob a acusação de disseminar a subversão pelo continente;
Em 1965, Fidel Castro funda o Partido Comunista Cubano (PCC);
Isolada, Cuba passa a receber ajuda financeira da URSS.
A Revolução Cubana, e sua virada ao socialismo, incendiou o mundo na década de 60. Com o sucesso da revolução, a esquerda latino-americana passou a acreditar que seria possível chegar ao poder.
Para os Estados Unidos, a ilha seria uma fonte de problemas e o mais grave seria a Crise dos Mísseis, em 1962. A fim de evitar que o exemplo revolucionário se propagasse, os Estados Unidos vão apoiar uma série de golpes militares no continente para preservar sua influência na América Latina.
 
E. Históricos

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publicado às 19:32


LADY DIANA

por John Soares, em 12.01.21

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Filha de aristocratas britânicos, Diana Frances Spencer não imaginava que se tornaria uma das mulheres mais influentes do mundo e, que, com sua irreverência e autenticidade, mudaria aspectos importantes de uma das famílias reais mais notórias da História.

 
Seu papel na monarquia britânica é lembrado até hoje, seja em seu jeito de viver, de criar seus filhos ou sua relevância social. Aquela menina natural de Norfolk foi amada por pessoas que viviam muito além do reino de Elizabeth II.
 
Sua morte, em 31 de agosto de 1997, foi um episódio trágico. Deixando dois filhos muito jovens para trás, a esposa de Charles, Príncipe de Gales foi alvo de uma perseguição de paparazzi que culminou em seu acidente fatal — que ainda é motivo das mais bizarras teorias da conspiração.Entretanto, muito além do prestígio que Diana recebeu depois de morta, a princesa também exerceu um papel importante na família real e quebrou regras importantes, abrindo espado para que as noras Kate Middleton e Meghan Markle pudessem viver, anos depois, com mais autonomia.
 
“Estou seguindo meu coração, não minha cabeça. No entanto, muitas vezes isso causa problemas. Mas deve haver alguém que esteja mais próximo das pessoas, ame-as e mostre esse amor a elas”, assim a Princesa do Povo descreveu seu estilo como integrante da monarquia. Mais do que seguir as regras, muitas vezes polêmicas de Elizabeth II, Lady Di queria fazer o que fosse melhor para seus filhos.
 
Um dos segmentos que Diana fazia questão de ter total controle ela a criação de Harry e William. O costume antigo era de que as crianças da realeza ficassem em casa com babás enquanto os membros viajavam em turnês para eventos. A princesa se recusou a seguir isso e sempre levava consigo os dois meninos, que eram muito apegados a ela.
 
Com apenas 21 anos quando deu à luz a William, Diana foi a primeira mulher a decidir que as crianças frequentassem a escola ao invés de serem educadas em casa, como foi o caso da Rainha Mãe. A mulher também gostava de cuidar pessoalmente das tarefas dos filhos, algo que causava desaprovação tanto de Elizabeth, quanto do marido, Charles.Sempre vista em público se divertindo com os filhos, Lady Di deixava de lado as roupas formais e vestia o papel de mãe por completo. Participando de eventos escolares e levando os garotos em parques durante as férias.
 
“Os três iriam ao McDonald's comprar um Big Mac e batatas fritas antes de voltarem para assistir Blind Date. Todos os três se agachavam nesse enorme hipopótamo de pelúcia que Diana tinha em sua sala de estar”, revelou o ex-mordomo e amigo íntimo de Diana, Paul Burrell.
 
Esses momentos em família são vistos com muito carinho por Harry e William. “Não posso agradecê-la o suficiente por isso, porque a realidade morde em grande medida, e foi uma das maiores lições que aprendi é o quão sortudos e privilegiados muitos de nós somos — particularmente eu”, afirmou William em entrevista.
 
Contato com o público
Ao falar com as pessoas em eventos públicos, há regras muito rígidas a se seguir, como de não tirar fotos ou assinar autógrafos e, ainda, se comunicar de forma simples e distante. Em tempos recentes, era comum ver Meghan e Kate se abaixando para conversar com crianças, algo que Diana foi pioneira.
 
Em um momento em que ninguém mais da realeza tinha esse hábito, a princesa sempre se agachava para conversar com os menores. Uma das cenas mais icônicas de sua trajetória pode ser facilmente escolhida quando, em 1987, ao visitar uma instituição de caridade voltada a tratar a Aids, sem hesitar, Diana apertou a mãe de um paciente HIV positivo. “O HIV não torna as pessoas perigosas para conhecer, então você pode apertar as mãos delas e dar-lhes um abraço. O céu sabe que elas precisam”, disse ela na época.Em entrevista ao Sunday Times, Carolyn Robb, que trabalhou para a monarquia britânica por mais de dez anos contou que a princesa era uma pessoa fácil de conviver, que por vezes tirava o sapato dentro do palácio, se servia uma taça de vinho e, até mesmo, ajudava na louça. “[Ela era] muito fácil de cozinhar e adorava coisas simples: cordeiro com hortelã frio, saladas, suflês, berinjela recheada”.
 
Outra situação irreverente foi no dia de seu casamento, em 29 de julho de 1981. Ao recitar seus votos, a Princesa de Gales retirou a parte padrão de uma cerimônia real, na qual afirmava que iria “obedecer” seu marido. O gesto foi seguido também no casamento de ambos os filhos.declínio no casamento, que durou 15 anos oficialmente, rendeu a lendária fotografia de Diana com seu “vestido da vingança”, assim como uma destemida entrevista à BBC. Na conversa, ela relembrou tempos difíceis com Charles e sua jornada de luta contra distúrbios alimentares. “Você o inflige a si próprio porque sua autoestima está em baixa e você não se considera digno ou valioso... É um padrão repetitivo que é muito destrutivo para si mesmo”.
 
Após a morte da mãe, há mais de 20 anos, a dor ainda se mantém muito viva, mas também o amor e o carinho. Como Harry explicou, para ele “ainda há muita dor que ainda precisa ser deixada sair”. O que continuará é o legado inabalável que uma simples garota conseguiu instituir em uma linhagem tão poderosa.

E. Históricos

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publicado às 16:09


Cleópatra

por John Soares, em 12.01.21

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Cleópatra é uma das mulheres mais conhecidas da história da humanidade e uma das governantes mais famosas do Egito, tendo ficado conhecida somente como Cleópatra.

 

Nunca foi a detentora única do poder em sua terra natal - de fato co-governou sempre com um homem ao seu lado: o seu pai, o seu irmão (com quem casaria mais tarde) e, depois, com o seu filho. Contudo, em todos estes casos, os seus companheiros eram apenas reis titularmente, mantendo ela a autoridade de fato.
Cleópatra nasceu em 69 a.C., na cidade de Alexandria, fundada por Alexandre, o Grande no delta do Nilo e que nos séculos anteriores ao nascimento de Cristo desempenhou o papel de metrópole cultural, artística e econômica do Mediterrâneo Oriental.Embora fosse egípcia por nascimento, pertencia a uma dinastia macedônica que se estabelecera no Egito em 305 a.C., quando o general macedônio Ptolomeu tomou o título de rei. Era filha do rei Ptolomeu XII Auleta e da rainha Cleópatra V. Apesar da origem estrangeira da dinastia à qual pertencia, Cleópatra foi a única da sua dinastia a dominar a língua egípcia.
Cleópatra foi a última Rainha da Dinastia ptolomaica que dominou o Egito após a Grécia ter invadido aquele país. Subiu ao trono egípcio aos 17 anos de idade, após a morte do pai.
Tinha uma grande preocupação com o luxo da corte e com a vaidade. Costumava enfeitar-se com jóias de ouro e pedras preciosas (diamantes, esmeraldas, safiras e rubis), que encomendava de artesãos ou ganhava de pessoas próximas e familiares.Muitos textos antigos afirmam que ela tenha sido morta por meio de uma picada de cobra. (resta saber se por uma NAJA, ou uma VÍBORA). A Naja possui um veneno mais letal e sua picada é de difícil identificação. Já a Víbora provoca um inchaço grotesco, e, por esta razão, a morte por meio de uma víbora é descartada por estudiosos.
A morte por meio da picada da naja evitaria a exposição de Cleópatra num triunfo romano, conforme desejo de Otaviano. Cleópatra estava confinada num dos quartos do palácio e, tudo que era levado até ela era inspecionado para evitar seu suicídio. Mas de alguma forma, ela conseguira se matar conduzindo uma de suas mãos a uma "compota" onde uma naja estaria entre os frutos. Quando os soldados romanos de Otaviano entraram no quarto da rainha, ela já jazia morta e vestida com trajes reais. Otaviano nada pode fazer a não ser expor para seu poderio militar um retrato da rainha Cleópatra.
Os dois filhos gêmeos de Cleópatra perderam-se na história. Otaviano matou Cesário, impedindo definitivamente qualquer chance de prosperidade política para o filho da rainha. Alexandria deixou de ser um lugar dedicado ao saber, passando a ser uma mera província romana no Egito. Mas Cleópatra nunca fora esquecida. Ela era a rainha do antigo Egito.
Registros apontam que a combinação de: espiritualidade, determinação e inteligência tornaram Cleópatra à mulher mais famosa do mundo.

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publicado às 15:55


Imperatriz Leopoldina

por John Soares, em 12.01.21

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A Imperatriz D. Leopoldina, nascida arquiduquesa da Áustria, princesa da Hungria e da Boêmia (etc.), foi a primeira esposa de Dom Pedro I e uma das construtoras da independência do País.

 

Por seu casamento com D. Pedro, foi a primeira imperatriz do Brasil e, por dois meses, rainha de Portugal.
Apaixonada pela natureza, trouxe para o Brasil vários cientistas austríacos que estudaram a fauna e a flora brasileira.
Teve sete filhos com D. Pedro I e dois deles foram soberanos: dona Maria II, rainha de Portugal e dom Pedro II, imperador do Brasil.
 
Nascimento, nome e infância
Carolina Josefa Leopoldina de Habsburgo-Lorena nasceu em 22 de janeiro de 1797. Era a terceira filha do Imperador da Áustria, Francisco I, e da sua segunda esposa, a Princesa Maria Teresa Carolina de Nápoles e da Sicília.
No Brasil, passou a assinar como “Maria Leopoldina”, por ser uma tradição da família real portuguesa incluir "Maria" entre os nomes das infantas. Também é conhecida em nossa história como “Imperatriz Leopoldina”, “Dona Leopoldina” ou “Dona Maria Leopoldina” e "Maria Leopoldina de Áustria".
Educada com esmero na corte vienense, desde cedo mostrou interesse pela botânica e mineralogia. Nas excursões realizadas com sua família aproveitava para coletar mostras de minerais e plantas.
Também estudou línguas, história e pintura deixando várias aquarelas.Devemos entender os casamentos entre as cortes europeias como alianças políticas. Por isso, as mulheres estavam destinadas a ser a ponte entre as nações e garantir a paz.
A infância de Dona Leopoldina foi marcada pela ascensão de Napoleão Bonaparte que expandiria o Império Francês pela Europa.
A fim de aproximar os dois Impérios, o Imperador austríaco ofereceu a Napoleão a mão de sua filha mais velha, Maria Luísa. Por exigência de Bonaparte, o Imperador Francisco teve que renunciar o título de Imperador Romano-Germânico e passar a ser somente o Imperador da Áustria.
O casamento de Maria Luísa foi visto como um "mal necessário" para garantir a integridade territorial do país.
 
Casamento de d. Leopoldina e dom Pedro
Em 1815, quando Napoleão Bonaparte foi finalmente derrotado, as nações europeias se reuniram no Congresso de Viena para redesenhar o mapa europeu.
O Marquês de Marialva, embaixador português em Paris, foi designado para pedir reparações e indenizações aos franceses. Além disso, fora incumbido por Dom João VI a encontrar uma esposa para o príncipe-herdeiro, D. Pedro.
A escolha recaiu no Império Austríaco e o casamento foi realizado por procuração em 13 de maio de 1817, em Viena.
Dona Leopoldina parte para o Brasil numa viagem que dura cinco meses. Na sua comitiva, acompanhavam-na cientistas e artistas austríacos que estudariam e retratariam a natureza brasileira. Dentre os estudiosos estavam Carl Von Martius, Johann von Spix e Johann Natterer.A jovem princesa só conheceria pessoalmente seu esposo quando desembarca no Rio de Janeiro, em 5 novembro do mesmo ano. No dia seguinte, o casal recebeu a bênção nupcial na Igreja de Nossa Senhora do Carmo.
 
Filhos de d. Leopoldina e dom Pedro
O casamento entre D. Pedro e Dona Leopoldina gerou sete filhos dos quais quatro chegaram à idade adulta:
Maria II (1819-1853): com a abdicação de dom Pedro I ao trono português foi rainha de Portugal de 1826 a 1828 e 1834 a 1853.
Januária do Brasil (1822-1901): foi herdeira de dom Pedro II até este ter descendência. Casou-se com Luís, conde de Áquila, irmão da imperatriz Tereza Cristina.
Francisca de Bragança (1824-1898): casou-se com o Príncipe Francisco Fernando e com ele foi para França. A princesa seria a responsável pelo casamento das suas sobrinhas Isabel e Leopoldina, com os príncipes Gastón de Orleans, conde d’Eu e o príncipe Luís Augusto de Saxe-Coburgo-Gota, respectivamente.
Pedro II (1825-1891): herdeiro do trono brasileiro e imperador aos 14 anos de idade.
 
Os outros filhos do casal foram: Miguel, João Carlos e Paula.
Participação na Independência do Brasil
Com a partida de D. João VI para Portugal, em 1820, devido a Revolução Liberal do Porto, D. Pedro foi nomeado Príncipe-Regente do Brasil.Cada vez mais surgiam grupos que desejavam a separação entre os dois territórios. Pelas cartas de Dona Leopoldina, percebia-se que ela estava identificada com a causa independentista.
No ano de 1822, algumas províncias, como São Paulo, ameaçavam entrar em guerra contra o Príncipe-Regente. D. Pedro viaja a fim de garantir o apoio dos paulistas à sua causa. Então, Dona Leopoldina assume a regência interina.
Neste momento chega uma carta de Portugal exigindo que D. Pedro voltasse imediatamente para o Reino. Dona Leopoldina, a pedido de José Bonifácio, convoca o Conselho de Estado. Durante a reunião, entendem que esta atitude é uma manobra para que o Brasil perca seu status de Reino Unido e voltar à condição de colônia.
Assim, assina o decreto de independência do Brasil em 2 de setembro de 1822. Em seguida, junto a José Bonifácio, envia uma carta a D. Pedro, declarando que era o momento de romper com Portugal.
 
E. Históricos

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publicado às 15:13


Tales de Mileto

por John Soares, em 12.01.21

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Tales de Mileto é considerado o primeiro filósofo da tradição ocidental. Assim como os outros pensadores do período pré-socrático, Tales buscava compreender qual é verdadeira origem do Universo, refutando a mitologia grega, que apresentava narrativas originárias que explicavam de maneira fantasiosa o modo como o Universo tinha sido formado.Tales foi o primeiro filósofo do Ocidente. Nasceu na cidade de Mileto, aproximadamente no ano 625 a.C. Essa cidade ficava na região da Jônia, localizada na Ásia Menor. A Escola Jônica, a que Tales pertencia, era composta por Tales e outros filósofos da Jônia, como Anaximandro e Anaxímenes. Como a Grécia ainda não era unificada, a região grega era composta por várias cidades independentes. A região da Jônia, onde ficava Mileto, hoje compreende ao território da Turquia.

 

Tales era um comerciante de sucesso, o que lhe permitiu fazer diversas viagens e conhecer várias culturas diferentes. Estima-se que ele tenha passado por terras egípcias e por diversos povoados e cidades do Oriente Médio, o que lhe proporcionou o contato com a matemática e a engenharia egípcias, bem como com a astronomia babilônica.
Os egípcios tinham um conhecimento profundo de Matemática, o que lhes permitiu construir as pirâmides colossais. Porém, a Matemática era apenas uma técnica utilizada para construção e ações cotidianas, não sendo elaborada e estudada sistematicamente.
Tales, ao trazer a Matemática para a Grécia, iniciou um modo de cultivo sistemático do conhecimento matemático, o que lhe proporcionou uma maior precisão para os estudos astronômicos e lhe permitiu formular o Teorema de Tales, cálculo que na época permitia descobrir a altura de uma pirâmide a partir do comprimento de retas paralelas e das retas transversais da construção.
É provável que Tales tenha previsto, no ano de 585 a.C. (aos quarenta anos de idade, aproximadamente), o dia e a hora em que aconteceria um eclipse solar apenas com observações a olho nu da posição da Terra e da Lua em relação ao Sol, com conhecimentos de astronomia e com cálculos matemáticos. Esse feito, pensam os historiadores, representa o marco da maturidade intelectual de Tales, indicando, portanto, que o início da Filosofia também tenha acontecido nesse período.De tanto observar a natureza, as composições do Universo e o mundo ao seu redor, o filósofo inquieto e astuto buscou formular uma possível resposta para a pergunta acerca da origem de tudo, afirmando ser a água o princípio gerador. Dizem que Tales, após o seu período de maturidade intelectual, vivia absorto em observações constantes na tentativa de descobrir qual era o princípio de tudo.
Em uma de suas caminhadas contemplativas, afirma o historiador antigo Heródoto, Tales teria caído em um buraco. Uma moça da Trácia, região que fez parte do Império Macedônico, passava pelo local e riu do infortúnio do filósofo. Em uma interpretação filosófica dessa anedota, podemos concluir que a moça estrangeira tinha a condição de escrava (aquele que trabalhava, para os gregos antigos, tinha uma posição social inferior, pois não poderia contemplar a vida) e, absorta em seus afazeres, nunca podia contemplar a natureza e tentar entender as coisas. Por isso, ela achou graça da distração de Tales, sempre olhando para o céu.
Tales era o observador inquieto, dono de uma curiosidade intelectual que deu origem à filosofia e ao estudo sistemático da matemática. Ele também conseguiu explicar as enchentes do Rio Nilo, que aconteciam periodicamente, sem recorrer a qualquer tipo de elemento sobrenatural.Tales iniciou o primeiro movimento filosófico (sem saber ao certo que teria tanta importância), que perduraria mais de cem anos. Ele foi o primeiro ocidental de que se tem registro a questionar as afirmações mitológicas sobre a origem da natureza.
Estima-se que ele tenha dado origem a uma busca pelo elemento originário (que os gregos chamavam de arché ou arkhé) da natureza (que, no vocabulário grego, era representada pela palavra physis). Após incansáveis observações, o filósofo especulou que a origem de tudo estaria na água. Esse primeiro impulso da Filosofia, por estudar e observar o Universo (cosmos), ficou conhecido como cosmologia.
Essa afirmação de Tales deu origem a todo o conhecimento posterior, pois ela deu origem a um processo de tentativa de entendimento racional da natureza, o que fez nascer a filosofia. A filosofia, na época, consistia em um conjunto de conhecimentos cultivados sistematicamente, que compreendiam Ciências Naturais e Matemática. Mais tarde foram incorporadas à filosofia a ética, a política, a metafísica, a teoria do conhecimento, a lógica, a estética etc.
A Filosofia, por sua vez, deu origem às ciências que foram subsídios essenciais para a elaboração das técnicas, das mais rudimentares até as mais avançadas que nos permitem, hoje, desenvolver a nossa alta tecnologia. Isso significa que todo o conhecimento avançado que temos hoje se originou, primeiramente, na filosofia iniciada por Tales. Apesar de ter sido o primeiro filósofo, Tales não criou a palavra “filosofia”. Aristóteles atribui essa criação ao filósofo pré-socrático Pitágoras de Samos.O que levou Tales a constatar que a água seria a origem de tudo foi a observação de que esse composto (na época entendido como elemento) estava presente em todas as formas de vida e no ar. Tales afirmou que até os minerais teriam alguma quantidade de água, que, de tão pequena, era imperceptível.
Obras de Tales de Mileto
Se falarmos em livros ou documentos escritos pelo próprio filósofo, não há nenhum. Os historiadores modernos não encontraram registros feitos por Tales. Se algum dia existiu algum registro ou arquivo, foi consumido pelo tempo, por enchentes, por incêndios ou por ladrões. O que se conhece de Tales resultou do trabalho do historiador antigo Heródoto e do filósofo antigo Aristóteles.
Se falarmos no conjunto de pensamentos e formulações atribuído a Tales, podemos reunir elementos de sua obra, como o Teorema de Tales, a explicação sobre as cheias do Rio Nilo, a descoberta do triângulo isósceles, a previsão do eclipse solar e a filosofia.

E. Históricos

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publicado às 15:04


Pitágoras de Samos

por John Soares, em 12.01.21

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Pitágoras de Samos foi um dos grandes filósofos pré-socráticos e matemáticos da Grécia Antiga.

 

Segundo ele “tudo é número”, frase que indica uma explicação para a realidade e tudo que existe no mundo. A ele foi atribuído o uso e criação dos termos “filósofo” e “matemática”.Pitágoras nasceu na ilha grega de Samos, na costa jônica, em 570 a.C. Estudou matemática, astronomia, música, literatura e filosofia na sua cidade natal.
Foi orientado na cidade grega de Mileto por um dos maiores filósofos pré-socráticos: Tales de Mileto.
No entanto, suas ideias revolucionárias para a época o levaram a ser perseguido. Nesse momento, mudou-se para Crotona (sul da Itália), região conhecida como Magna Grécia.
Foi ali que fundou uma escola de caráter místico-filosófico que ficou conhecida como “Escola Pitagórica”.
Entretanto, foi perseguido novamente, deixando Crotona e partindo para o Egito, onde ao observar as pirâmides, criou o Teorema de Pitágoras.
O filósofo faleceu em Metaponto, na região sul da Itália, em 490 a.C. com aproximadamente 80 anos.Segundo Pitágoras, os números são a base da vida na terra. A partir dessa primícia, surge o Pitagorismo (ou Escola Pitagórica), sendo os pitagóricos seus seguidores, dos quais se destacam: Temistocleia, Filolau de Crotona, Arquitas de Tarento, Alcmeão e Melissa.
Na escola, ele ministrou aulas nas áreas matemática (aritmética e geometria), astronomia, música, filosofia, política, religião e moral.
Segundo o matemático grego, os números representavam a harmonia e a ordem, ou seja, eram considerados a essência de todas as coisas.
Essa teoria de Pitágoras surgiu da observação entre a harmonia dos acordes musicais.
Os pitagóricos acreditavam que essa concepção não era meramente matemática, mas também mística e espiritual.
Nesse sentido, eles desenvolveram uma concepção espiritual da existência humana, onde a alma é libertada do corpo após a morte.
Ou seja, eles acreditavam na reencarnação e no desenvolvimento das virtudes humanas enquanto a alma estava aprisionada ao corpo durante a vida.
Como resultado, os homens poderiam reencarnar numa forma de existência mais elevada, conforme as virtudes conquistadas durante a trajetória terrena.
Além do famoso "Teorema de Pitágoras", os pitagóricos descobriram os números figurados e os números perfeitos.
Na área da astronomia, Pitágoras também avançou com questões sobre a esfericidade do planeta Terra e o deslocamento dos astros utilizando conceitos matemáticos.
Essa teoria baseada num cosmo harmônico ficou conhecida como “Teoria da Harmonia das Esferas”.Um dos mais importantes teoremas da geometria é o Teorema de Pitágoras. É representado pela fórmula (c²= a²+b²) sendo seu enunciado descrito da seguinte maneira:
“No triângulo retângulo, composto por um ângulo interno de 90° (ângulo reto), a soma dos quadrados de seus catetos corresponde ao quadrado de sua hipotenusa.”
Esta fórmula vale para calcular o tamanho dos triângulos retângulos e tem um sem-número de aplicações especialmente nas construções em geral.Segue abaixo algumas frases de Pitágoras que resumem sua filosofia:
“O universo é uma harmonia de contrários.”
“A Evolução é a Lei da Vida, o Número é a Lei do Universo, a Unidade é a Lei de Deus.”
“A matemática é o alfabeto com o qual Deus escreveu o universo.”
“Observa o teu culto à família e cumpre teus deveres para com teu pai, tua mãe e todos os teus parentes. Educa as crianças e não precisarás castigar os homens.”
“O filósofo não é dono da verdade, nem detém todo conhecimento do mundo. Ele é apenas uma pessoa que é amiga do saber.”
“Os animais dividem conosco o privilégio de ter uma alma.”
 
E. Históricos

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publicado às 14:58


Leonardo da Vinci

por John Soares, em 12.01.21

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Leonardo Da Vinci fez por merecer o título de mais versátil artista de que se tem notícia. Pintor, desenhista, escultor, arquiteto, astrônomo, além de engenheiro de guerra e engenheiro hidráulico entre outros ofícios, cuja mente será sempre objeto de admiração. Juntamente com Rafael e Michelangelo deram base ao Renascimento. Nascido no vilarejo de Vinci, na região de Florença, Itália, em 15 de abril de 1452, era filho ilegítimo de Ser Piero um proprietário rural e Catarine uma camponesa. Numa referência a cidade natal, adotou o sobrenome Da Vinci.Desde criança suas habilidades artísticas já eram notadas pelo pai que reuniu alguns de seus trabalhos e encaminhou a oficina de Andrea del Verrocchio (1435-1488), figura de grande importância no âmbito das artes e oficio da região. Leonardo com 14 anos de idade foi aceito na oficina de Verrocchio, passando a ser seu aprendiz. Logo, aos 20 anos, passou a compor a Corporação dos Pintores de Florença, nessa época já era admirado e aceito por outros artistas e intelectuais. Morou em Milão, Veneza e Roma até ser convidado em 1516 pelo soberano francês Francisco I, para morar no Castelo de Clous na França. Aos 67 anos, já abatido e com a mão direita paralisada, morreu em 02 de maio de 1519. Antes de morrer Da Vinci que era canhoto, deixou vários manuscritos que mais tarde seriam reunidos no Tratado sobre a pintura.

 

Na oficina de Verrocchio, Leonardo teve o aprendizado que levaria para todo vida. Aprendeu as técnicas da fundição e seus segredos; a partir de modelos nus e vestes drapeadas, aprendeu a preparar quadros e esculturas; aprendeu a desenhar animais e plantas, bem como, teve uma base sólida no aprendizado na perspectiva e no uso das cores.
Da Vinci foi um artista cuja genialidade despertou a curiosidade por quase tudo na natureza. Foi um dos primeiros a sondar os segredos do corpo humano e o desenvolvimento dos fetos no útero, dissecando cadáveres. Observou o voo dos pássaros e insetos, o crescimento das plantas, as formas, sons e cores da natureza, que por sua vez, dariam base a sua arte. Além disso, dedicou-se a escrever da direita para esquerda de maneira que suas anotações só poderiam ser lidas refletidas no espelho e foi o inventor de uma técnica que os italianos chamaram de “sfumato”, que consistia em fazer com que uma forma se misturasse a outra por meio de contornos embaçados e cores suaves. Leonardo Da Vinci recusava-se a entregar uma encomenda de um quadro enquanto não tivesse satisfeito com ela.Como inventor criou centenas de projetos de hidráulica, cosmologia, geologia, mecânica, música e audaciosos projetos de engenharia. Na década de 1960 em Madri, descobriu-se mais de 700 páginas de desenhos sobre aviação, arquitetura e engenharia mecânica, datadas entre 1491 e 1495. Muito embora a maioria de seus projetos nunca tenha saído do papel é inegável sua contribuição para as ciências.
Entre suas obras mais famosas estão Mona Lisa ou Gioconda (1503-1505) na qual fez uso da técnica do esfumado que havia criado, encontra-se atualmente no Museu do Louvre em Paris; e A última ceia (1495-1497), um mural representando Cristo e seus apóstolos encomendado pela Igreja de Santa Maria dele Grazie, em Milão. O fato de não ter assinado suas obras, faz com que muitos de seus trabalhos ainda estejam perdidos, além disso, ganhou fama por deixar grande parte de suas obras inacabadas. O Papa Leão X ao se referir a essa característica proferiu: “Da Vinci gosta mais do caminho que da chegada, mais do processo que do resultado.”
 
E. Históricos

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publicado às 14:42


A Última Ceia de Leonardo da Vinci

por John Soares, em 12.01.21

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A Última Ceia é uma das obras mais emblemáticas do pintor renascentista Leonardo da Vinci (1452-1519).

 

Nela, o artista retrata a última ceia de Jesus Cristo ao lado de seus apóstolos, momentos antes dele ser crucificado.
O afresco se encontra na Igreja e Convento Santa Maria Delle Grazie, em Milão, Itália. Ao lado da Mona Lisa esta é uma das obras mais famosas de Leonardo da Vinci.Até hoje é uma das mais estudadas por especialistas, uma vez que contém diversas mensagens subliminares.
A Última Ceia foi produzida entre os anos de 1495 e 1498. O trabalho foi encomendado pelo Duque de Milão, Ludovico Sforza, para adornar a parede da Igreja de Santa Maria Delle Grazie.
Da Vinci passou três anos de sua vida dedicada a ela, e atualmente é considerada uma das obras mais importantes da humanidade. Ele utilizou as técnicas associadas ao afresco e a têmpera.
Na técnica tradicional a tinta é colocada sobre uma parede umedecida. Diferente disso, Leonardo decidiu inovar, e aplicou a tinta numa superfície seca. Porém, a escolha dessa nova técnica resultou numa deterioração mais acelerada ao passar do tempo, a obra sofreu grandes deteriorações, sobretudo por ataques ocorridos na Segunda Guerra Mundial. Diante disso, ela foi restaurada diversas vezes.
Segundo a Bíblia, a obra retrata o momento em que Jesus revela seu traidor. A passagem é de João 13:21:
“Tendo Jesus dito isto, turbou-se em espírito, e afirmou, dizendo: Na verdade, na verdade vos digo que um de vós me há de trair.
Então os discípulos olhavam uns para os outros, duvidando de quem ele falava.
Ora, um de seus discípulos, aquele a quem Jesus amava, estava reclinado no seio de Jesus.
Então Simão Pedro fez sinal a este, para que perguntasse quem era aquele de quem ele falava.
E, inclinando-se ele sobre o peito de Jesus, disse-lhe: Senhor, quem é?
Jesus respondeu: É aquele a quem eu der o bocado molhado. E, molhando o bocado, o deu a Judas Iscariotes, filho de Simão.
E, após o bocado, entrou nele Satanás. Disse, pois, Jesus: O que fazes, faze-o depressa.
E nenhum dos que estavam assentados à mesa compreendeu a que propósito lhe dissera isto.”
Análise da Obra
Com grande realismo, simetria e perfeição, Da Vinci usou a técnica do ponto de fuga, que causa profundidade na obra. Essa técnica esteve muita difundida no Renascimento, sendo uma das suas principais características.Jesus está no centro da mesa e em cada lado da figura estão seis de seus apóstolos, totalizando os doze: Pedro, João, Tiago (filho de Zebedeu), Tiago (Filho de Alfeu), André, Mateus, Bartolomeu, Simão Zelote, Felipe, Tomé, Judas Tadeu e Judas Iscariotes.
Na extensa mesa encontram-se água, vinho, laranja, pão e peixe. No entanto, o Santo Graal, o cálice sagrado de Jesus, não aparece, embora seja um artefato importante na cena.
A despeito de ter sido um retrato do momento em que Jesus aponta seu traidor (Judas Iscariotes), no rosto dele podemos notar certa serenidade.
Já em relação aos apóstolos podemos ver o contrário, ou seja, uma indignação e desordem. Isso é perceptível pelos gestos e movimentos de cada um deles.
Sendo assim e mediante grande maestria do artista, Da Vinci conseguiu revelar todas as reações emocionais e físicas de cada um dos personagens.
Curiosidades sobre A Última Ceia
O mural tem como dimensões 460 cm x 880 cm e também é chamado de "Santa Ceia".
Em Milão, a obra encontra-se numa sala dedicada as refeições de monges do Monastério da Igreja de Santa Maria Delle Grazie.
Nenhuma das pessoas retratadas na obra possui auréolas, nem mesmo Jesus. Isso denota a ideia de Da Vinci de representar sujeitos comuns.
Ela pode ser visitada mediante compra de ingresso, embora tenha que ser feito com meses de antecedência, pois a visitação é muito concorrida.
Algumas teorias apontam que na cena está Maria Madalena, ao lado direito de Jesus Cristo, ao invés de seu apóstolo João. Nessa representação podemos notar diversos aspectos femininos.
Outras teorias também apresentam a questão da faca segurada por Pedro que, para alguns, está ameaçando diretamente Maria. E ainda, de um suposto bebê que está sendo segurado por Judas Iscariotes.
O livro "O Código Da Vinci" (2003) de Dan Brown aponta para vários mistérios relacionados com essa obra. Um deles é a suposta união entre Maria Madalena e Jesus Cristo, além do filho que nasceu dessa relação. Certamente, o livro recebeu diversas críticas de religiosos. Em 2006, foi lançado um filme dirigido por Ron Howard e baseado na obra de Dan Brown.
 
E. Históricos

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publicado às 14:32


Renascimento Cultural

por John Soares, em 12.01.21

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O Renascimento Cultural foi um movimento que se iniciou na Península Itálica no século XIV e se estendeu por toda a Europa até o século XVI.

 

Esta fase coincide com a prosperidade das cidades da Península Itálica, especialmente Florença, onde a riqueza permitiu investimentos na produção de obras de arte.
Os artistas e pensadores renascentistas expressavam em suas obras a nova visão de mundo trazida com o Humanismo e a revalorização da Antiguidade Clássica.No final da Idade Média, a burguesia, ou seja, os comerciantes e artesãos se enriqueceram e se tornaram mecenas, patrocinando a construção de palácios e igrejas. Suas encomendas poderiam ser individuais ou realizadas através dos grêmios profissionais que demandavam esculturas e pinturas para exibir sua prosperidade.
As obras existentes na Península Itálica, favorecida por haver sido a sede do Império Romano, inspirou os artistas do Renascimento. A literatura, a escultura e a filosofia da Antiguidade greco-romana serviram de referência para os escritores renascentistas e contribuíram para a formação de seus valores e ideais.Os renascentistas rejeitavam os valores feudais como o teocentrismo, o misticismo, o geocentrismo e o coletivismo. Na Idade Média, grande parte da produção intelectual e artística estava ligada à religião. Já na Idade Moderna, a arte e o saber se voltaram para o mundo concreto e a capacidade do ser humano em transformá-lo.
No entanto, isto não quer dizer que a religião foi desvalorizada, mas sim questionada. Por isso, surgiram novas formas de devoção neste período e houve grande renovação das ordens religiosas, por exemplo.
Um dos traços marcantes do Renascimento era o racionalismo. Baseado na convicção de que tudo se podia explicar pela razão e pela observação da natureza, se tentava compreender o universo de forma calculada e matemática.
Um elemento crucial foi o humanismo, no sentido de valorizar o ser humano, considerado a obra mais perfeita do Criador. Daí surge o antropocentrismo renascentista, ou seja, a ideia do homem como centro das preocupações intelectuais e artísticas.
A filosofia de Platão foi reinterpretada e ganha o nome de neoplatonismo. Este defendia a elevação espiritual, a aproximação com Deus através de uma interiorização em detrimento de qualquer busca material.As primeiras manifestações artísticas surgiram com Giotto di Bondoni (1266-1337). Suas obras representavam figuras humanas com grande naturalismo, inclusive Cristo e os santos.
O Quattrocento (1400), segundo período do renascimento italiano, surge em Florença com o pintor Masaccio (1401-1429), um mestre da perspectiva.Igualmente é preciso mencionar Sandro Botticelli (1445-1510), que acreditava que a arte era mesmo tempo uma representação espiritual, religiosa e simbólica. Ele é o autor do primeiro nu feminino realizado desde a Antiguidade, "O Nascimento de Vênus" (1483).
Destacou-se também o arquiteto Felippo Brunelleschi, autor da cúpula da catedral de Santa Maria del Fiore, o escultor Donatello e os pintores Paolo Uccello, Andrea Mantegna e Fra Angelico.
Outros pintores renascentistas são:
Leonardo da Vinci (1452-1519), autor de obras como a "Mona Lisa" e a "A Santa Ceia";
Rafael Sanzio (1483-1520) conhecido como o "pintor das madonas";
Ticiano, o mestre da cor, que imprimiu sua marca na escola de Veneza;
Michelangelo, escultor e pintor conhecido como "o gigante do Renascimento", responsável pelos monumentais Afrescos da Capela Sistina. São também dele as esculturas de "Davi", "Moisés" e a "Pietá".

E. Históricos

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publicado às 14:27

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