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D. Manuel I

por John Soares, em 21.04.19
 
D. Manuel I
 
 
D. Manuel I Rei de Portugal, da Casa de Avis, na segunda dinastia, foi o 14º monarca português, conhecido como O Venturoso, o Bem-Aventurado ou O Afortunado.
Nasceu em Alcochete, uma vila perto de Lisboa em 1469 e morreu em Lisboa no ano de 1521.
Nono filho dos Infantes D. Fernando, 2º Duque de Viseu e de D. Beatriz, casou três vezes com D. Isabel, filha dos Reis Católicos e viúva do Príncipe D. Afonso.
Com a morte da Rainha por parto, casou em segundas núpcias com a Infanta D. Maria de Castela, irmã de D. Isabel, com que teve dez filhos, além do primeiro filho com sua anterior esposa.
De novo viúvo, casou com a Infanta D. Leonor, tendo mais dois filhos.
Com a morte de D. Afonso, sucessor legítimo ao trono do seu padre o Rei D. João II, e com a afeição filial que o monarca lhe prodigava, tomando-o como protegido e filho adotivo, D. Manuel I foi aclamado como seu legatário ao trono em 1495.
 

O Reinado de D. Manuel I

 

A política do Rei D. Manuel I foi uma linha de continuação dos anteriores governos.
Prosseguiu com as campanhas de exploração ultramarina portuguesa, expedições determinantes para a expansão do império e que levou as descobertas do Brasil por Pedro Álvares Cabral em 1500, do caminho para a Índia por parte de Vasco da Gama em 1498 e das Molucas pelo almirante D. Afonso de Albuquerque em 1511.
Igualmente, recebeu do seu antecessor um governo poderoso e centralizado com uma forte tendência para o absolutismo.
Somente reuniu quatro vezes Cortes de Montemor-o-Novo sempre no Paço de Lisboa, durante os vinte e cinco anos de duração do seu reinado.
D. Manuel dedicou-se ás reformas de tipo tributário, legislativo e administrativo.   Estas reformas foram fundamentais para configurar o Reino de Portugal como um estado moderno.
 

As Ordenações Manuelinas

 

Estas reformas são consideradas como o primeiro corpo legislativo impresso em Portugal, sendo sucessoras das Ordenações Afonsinas que foram manuscritas.
Para D. Manuel I era preciso e urgente estabelecer um adequado marco jurídico que ajuda-se na afirmação da unidade nacional, levando em conta a expansão do império português na época das grandes descobertas.
 

 D. Manuel I  Contra os Judeus e os Mouros

 

Outra das políticas implantadas durante o reinado de D. Manuel I foi focada no âmbito religioso.
Foi um grande impulsor da construção de igrejas e mosteiros e aprovou a evangelização nas novas terras colonizadas através das missiones católicas.
Contudo, a mais conhecida foi a determinação feita em 1496 de expulsar todos os judeus e os muçulmanos que não considerassem a conversão religiosa.
Ao que parece, esta decisão política formava parte do acordo de casamento com Isabel I de Aragão, sendo assim uma forma de agradar aos Reis Católicos.
Esta política de mínima tolerância com outras religiões o levou finalmente a estabelecer a Inquisição em Portugal, em 1515.
 

O Estilo Manuelino Erguido por D. Manuel I

 

Todas suas reformas contribuíram para a constituição de um Império português unificado dono absoluto de alguns dos mais importantes monopólios comerciais para a época e desenvolvendo assim um estado rico e poderoso.
O Rei utilizou toda esta riqueza adquirida para apoiar a construção de edificações reais que deram conta da grandeza e do crescimento econômico do império.
A sua consagração veio com a implantação do chamado estilo manuelino, mesmo que embora tinha sido começado anteriormente, veio a encontrar nas aspirações messiânicas de D. Manuel I o melhor representante do seu discurso.
Também chamado de estilo gótico português tardio ou flamejante, as características principais são a exuberância das formas, implementadas sobretudo em arquitetura, decoração e escultura.
O estilo manuelino foi desenvolvido em todo o território nacional, deixando importantes exemplos. O termo “Manuelino” foi introduzido pela primeira vez por Francisco Adolfo Varnhagen no texto Notícia Histórica e Descriptiva do Mosteiro de Belém, datada em 1842.
O Rei D. Manuel I foi o primeiro monarca em assumir o título de Senhor do Comércio, da Conquista e da Navegação da Arábia, Pérsia e Índia.
 

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publicado às 22:18



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