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Dinastia de Borgonha

por John Soares, em 21.04.19

 
Dinastia de Borgonha
 
 
A Dinastia de Borgonha foi a primeira do Reino de Portugal, havendo outras do mesmo nome na Europa mas sem origem comum.
No caso de Portugal, esta dinastia também conhecida como a Dinastia Afonsina provém da Casa Ducal da Borgonha por via de D. Henrique de Borgonha, primeiro Conde de Portugal.
Seu filho, D. Afonso Henriques, conhecido como O Conquistador, foi o primeiro Rei de Portugal.
A Dinastia teve seu início em 1096 quando Portugal era ainda um condado e terminou em 1383, com nove governantes sucedidos em linha familiar desta dinastia.
 

O Primeiro, O Conquistador (1139-1185)

 

D. Afonso Henriques é reconhecido como o fundador da Dinastia.  Logo da morte do seu pai, D. Henrique de Borgonha e depois de vencer aos aliados de sua mãe D. Teresa na Batalha de São Mamede em 1128, proclamou-se Príncipe do Condado de Portugal, focando seus esforços no reconhecimento do Reino de Portugal na Europa.
Em 1138, depois de obter a vitória contra as tropas muçulmanas na Batalha de Ourique se declarou Rei de Portugal, conseguindo a independência portuguesa em 1179 e ganhando de maneira legítima o título de Rei.
 

D. Sancho I, O Povoador (1181-1211)

 

D. Sancho I sucedeu a seu pai D. Afonso I e continuou com seu legado de reconquistar a península sob os domínios muçulmanos.
Durante seu governo fomentou e consolidou o povoamento do território português, ainda nas zonas mais remotas, particularmente com imigrantes vindos de Flandres e de Borgonha.  Junto com o anterior, seus esforços foram focados na organização político-administrativa do reino.
 

D. Afonso II, O Gordo (1211-33)12

 

A diferença de seus antecessores no governo, D. Afonso II não procurou a expansão do seu reino, nem resguardou suas fronteiras com outros reinos.
Dedicou seu mandato à consolidação a economia de Portugal, formulando o primeiro conjunto de leis portuguesas sobre direitos civis, propriedade privada e moeda.
Também estabeleceu diversos tratados comerciais com outros países europeus.
 

D. Sancho II, O Capelo (1233-1248)

 

Também conhecido como o Pio e o Piedoso, foi o sucessor no trono do seu pai D. Afonso II.  Seu reinado durou pouco e foi muito tumultuoso, dada a tenra idade de treze anos com a que foi coronado.  Recebeu o Reino em um estado econômico lamentável e foi incapaz de resolver estes problemas.
Por sua escassa habilidade política e incapacidade de governar foi deposto pelo Papa a favor de seu irmão D. Afonso III.
 

D. Afonso III, O Bolonhês (1248-1279)

 

Conseguiu reunir o reino dividido, expulsou definitivamente aos mouros das terras portuguesas e dotou o país de fortificações para sua defesa.  Mudou a capital do reino de Coimbra para Lisboa.  É recordado como um excelente administrador.
 

D. Dinis, O Lavrador, O Poeta (1279-1325)

 

Executou uma política centralizadora. Considera-se um dos responsáveis pela criação da identidade nacional, instituindo a língua portuguesa como idioma oficial do reino. Com uma educação focada no seu futuro como Rei, D. Dinis foi um soberano exemplar.
Fomentou a agricultura e distribuiu terras para os colonos.  Muito culto e educado, impulsionou as letras e as artes, ordenando a construção da primeira universidade portuguesa em Coimbra em 1290.
 

D. Afonso IV, O Bravo (1325-1357)

 

É lembrado como um militar corajoso que deu um grande impulso ao desenvolvimento da marinha portuguesa, financiando as primeiras viagens de exploração ultramarina.
 

D. Pedro I, O Cruel, O Justiceiro (1357-1367)

 

Durante seu curto reinado é recordado pela reforma na administração da justiça e pela grande importância que lhe concedeu à Igreja reconhecendo seu valor através do beneplácito régio, aprovação real das bulas papais que foi mantida até o século XX.
 

D. Fernando, O Formoso (1367-1383)

 

Continuou com o desenvolvimento da marinha e, depois de conseguir a paz com Castela, dedicou-se à administração do reino.
Logo de sua morte, a linha de sucessão da Dinastia se considera quebrada ao não houver herdeiros legítimos, se bem é sucedido por seu meio irmão D. João I, fundador da Dinastia de Avis.
 

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publicado às 22:27


1 comentário

De anónimo a 20.08.2020 às 18:48

Caro amigo vou ter que discordar de si, não existiu dinastia de Bourgonha em Portugal.

A linhagem dinástica dos réis portugal tem um determinado cromossoma y que vem de uma casa de Limburg e não da bourgonha. A casa de Limburg nasceu a casa de Hadsbourgos e Austria e trago em latim no ponto 2

O Conde Henrique até ao Fernando vieram de Limburg porque contem Rb1 U106 Z305+, isto é provado na genética.

1. Au contraire Pierre Montanus, dans Petri Kaerii Germania inferior, Amstelod., 1617, fol. p. 33, d'après quelques auteurs espagnols, prétend , plus mal fondé encore, que ce fut le duc Henri luimême, qui monta le premier sur le trône de Portugal. de Bourgogne (1). Avant Godefroy, un auteur espagnol avait déjà invoqué la chronologie pour contester l'extraction limbourgeoise du Henri, dont il s'agit, quoique dans le fait il se soit trompé par rapport à notre duc, dont il prolonge la vie jusqu'en 1172 et qu'il fait mourir sans enfans (2). On peut croire qu'entre les fils de ce prince, il y en a eu un nommé Henri, ce nom ayant été héréditaire dans la maison de Limbourg, de même que celui de Waleran ; aussi Butkens, dans sa table généalogique de nos ducs , marque-t-il, entre les enfans du duc Henri, un fils de ce nom, en ajoutant l'année 1116, qui est apparemment la date du document où il l'aura rencontré. C'est ce Henri peut

On peut voir différentes opinions sur l'origine de ce prince dans l'Histoire génér. de Portugal , par M. Lequien-Neuville, Paris, 1700, tom. I, p. 70, et mieux encore dans l' Histoire génér. de Portugal , par M. De La Clede, Paris , 1735, tom. I, p. 157, Volfange, dit-il , ( il devait dire : Wolfgang Lazius) le fait naître à Limbourg. Cette altération de nom n'est pas la seule faute qu'il ait commise. C'est une plus grande méprise encore d'avoir, p. 156, placé le mariage de Henri avec Thérèse sous l'année 1072, cette erreur a déjà été relevée par M. d'Hermilly, traducteur de l'Hist. générale d'Espagne, de Jean de Ferreras, Paris, 1744, tom. III, p. 275, note Lazius dans son ouvrage de Gentium aliquot migrationibus a commis de plus graves erreurs encore par rapport au duc Henri, a qui il donne pour frère Adalbert, archevêque de Mayence et pour fils Henri, roi de Portugal et Conrad qu'il dit avoir été le dernier duc de la maison de Limbourg.

2. Genealogiae Rudolphi I. Romanorum Imperator primam lucem afpexit A. I218. Calendis Maii, & quidem in gentilitio fuo Caftro Limburg , quod in Brisgoia fitum;Series genealogica Stirpis Habsburgo-Außriacæ ab ERNESTo Ferreo Außriae Duce usque PHILIPPUM Pulchrum Regem Caftiliae, Archiducem Au/triae duarum linearum Auftriaco-Hj/panicæ & Aigftriaco-Germanicæ Parentem.

Apesar de que D. Sebastião e D. Antonio Crato não tiveram descendência, o sangue de João IV era o mesmo que conde Henrique, porque Rodulfus de Habsbourgos era irmão a conde Henry e não só, o avô paterno de João IV é Philippe II de Espanha e fico me por aqui, com a prova em latim no ponto 3.

3. Catharina Ducifîà Bragantiæ , ejusdem Eduardi filia , & Philippus Rex Caftellæ Elizabethæ filiüs.; A Philippo IV. (PhiIippi II. qui armis regno potitus eft, nepote) Lufitani regiminis Caftellani pertaefi, defcifcentes, Iohannem Bragantiæ Ducem,Theodofiifilium, & Catharinæ nepotem ad regnum promoverunt: €aftellani id ut in^ juftè, & nequiter fà&um incufànt: Quod non folum jure fànguinis, fed juftae vitoriæ, Philippüs II.

João

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